quinta-feira, setembro 26, 2013

Novidade


Valle Pradinhos (r) 2012

Sempre muito sério, gastronómico e intenso este rosé. A colheita de 2011 foi das melhores que já provámos (neste como, de resto, noutros rosés) sendo que este de 2012 fica muito pouco atrás. Aroma vinioso, prova de boca cheia de força, estruturado e de final largo. Perfeito se acompanhar uma pizza com pepperoni picante e rúcula.

terça-feira, setembro 10, 2013

De Itália

Castell' in Villa Riserva (t) 2004


Já escrevemos noutro lugar que os Chianti (Toscana) estão entre os nossos tintos favoritos. Os que merecem a classificação de 'clássicos' e, em especial, os 'riserva', são o topo dessa nossa preferência. Revelam notas a fruta muito precisa e bonita, mato, chá-preto, corpo elegante, vinhos absolutamente equilibrados e frescos.

Para quem nunca provou Chianti a sério, não se aconselha este Castell' in Villa Riserva - sempre magnífico na sua sobriedade, seco e austero, com aprumo na ligação gastronómica. Para os demais, a sua prova torna-se indispensável. 

terça-feira, setembro 03, 2013

Novidade



Quinta do Cruzeiro (b) 2012

Muito fresco e alegre este vinho verde produzido ás portas de Famalicão. Apresenta-se citrino, efusivo, com ligeiro pico e é barato. E pronto! Uma vez que o calor não teima (e ainda bem) em afastar-se, esta é a nossa recomendação.

Existiu no passado (colheita de 2011) uma 'selecção da enóloga' que era interessante, mas ligeiramente adamado, e um 'selecção do 'enólogo' que perdura (colheita de 2012) e ainda é melhor por ser mais seco e crispy

quarta-feira, agosto 21, 2013

Prova


Brancos 2012 da Quinta do Gradil


A região de Lisboa tem, ao contrário do que possa pensar, uma clara vocação para a produção de vinhos. Beneficia de clima propício, permite produções elevadas, e a proximidade à capital é uma mais-valia. Nos últimos anos, sobretudo nas zonas com maior influência atlântica, temos assistido à produção de bons brancos, o que se aplaude. É o caso da Quinta do Gradil, próxima do Bombarral em plena região do Oeste.

Provou-se três brancos. O varietal Viosinho 2012 foi aquele que menos se identificou com a casta, mas não decepciou, pelo contrário. Gordo na prova de boca, muito tropical e floral no nariz, é o mais apto a dias menos quentes, ou para gastronomia mais pesada (arroz de peixe, por exemplo).

Por oposição, o varietal Verdelho 2012 mostrou mais acidez, quase crocante, e uma prova de nariz menos exuberante do que a maioria dos Verdelhos nacionais (sobretudo do Alentejo). Muito equilibrado e jovial!

Mas melhor prova ainda deu o Sauvignon Blanc + Arinto 2012: claramente marcado no nariz pela casta francesa, revelou uma acidez vibrante na prova de boca, com ligeiro mineral, e um final boca muito fresco. Muito interessante!


sábado, agosto 17, 2013

Prova

Olho de Mocho (r) 2012
 
A gama Olho de Mocho (Herdade do Rocim) é de confiança, dos colheita aos reserva, passando pelo rosé. Na colheita anterior, o rosé estava muito interessante com uma bela prova de boca (ver aqui). Este - de 2012 - também está bom e recomenda-se. Ligeiramente menos generoso na prova de boca, nomeadamente com menos fruta, apresenta-se um pouco mais seco. Nada contra a secura nos rosés, mas o vinho fica a meio caminho entre um rosé saboroso e estival e um rosé sério a pedir comida...
 
Talvez seja uma nova tendência; talvez não. Em qualquer caso, a verdade é que temos aqui mais um boa edição. Os nossos rosés estão cada vez melhores!  

domingo, agosto 11, 2013

Prova

Vila Santa Reserva (b) 2012
 
Com uma invulgar combinação de castas (Arinto, Alvarinho e Sauvignon Blanc), mas que revela a intuição de João Ramos estar na frente das tendências, este branco reserva cativa pela diferença. Exótico e fresco na prova do nariz, está contudo mais reservado na prova de boca, com mais peso e estrutura, sentindo-se a madeira por onde parte estagiou.

Se no nariz é refrescante e elegante, na boca tem porte e aguentará pratos de meia-estação... Percebe-se o contributo de cada casta: o Sauvignon aporta exotismo, o Alvarinho emprega o perfil fresco aromático e estrutura na prova de boca, e o Arinto a acidez necessária.
 
Um vinho branco muito interessante, super polivalente, que não representando a tipicidade alentejana (de onde provém), mostra-se moderno, seguro e com muito valor.

sexta-feira, agosto 02, 2013

Novidades

Novidades do Cidrô

Fomos até ao Palácio do Cidrô, em São João da Pesqueira, para provar as novidades da quinta com o mesmo nome. Propriedade inserida no grupo Real Companhia Velha, tem vindo a centrar a criação de experiências, monovarietais e bivarientais, com destaque para brancos pois a quinta está em altitude, a 600 metros acima do nível do mar. 
Vejamos:

O ‘Quinta de Cidrô Alvarinho branco 2012’ é uma inovadora proposta, mas já é conhecida faz alguns anos, sendo um vinho com muito mercado de exportação. Esta colheita de 2012 está em grande nível, talvez o melhor de sempre, fresco e muito fino. Um bom Alvarinho fora de Menção e Melgaço.

Muito bem estiveram também outros 2 brancos (neo-)clássicos do Cidrô, caso do Quinta de Cidrô Sauvignon Blanc 2012, muito bem, sem excessos e bastante limonado, e o belíssimo Quinta de Cidrô Chardonnay 2011, um branco cheio de subtileza, com bom corpo mas também com acidez.

Outra novidade, e mais uma inovação, é o monovarietal 'Quinta de Cidrô Gewürztraminer 2012'. Perfil seco, com as características da casta bem vincadas a nível aromático, mas com uma prova de boca com algum carácter dos vinhos brancos do Douro, nomeadamente na estrutura. Para amantes da casta alsaciana ou para acompanhar comida oriental condimentada.

Também novidade, o ‘Quinta de Cidrô rosé 2012’, bem feito, leve e agradável, é uma boa aposta comercial, apesar de ter sido a novidade que menos nos entusiasmou ao nível da prova.

O melhor estava reservado para o final, quando se provaram vinhos da casa com alguma idade, a provar a boa evolução dos vinhos do Cidrô. Um Chardonnay de 1997, com saúde e força, algum mineral, levemente oxidado mas com a dar óptima prova - grande surpresa. Um atraente Pinot Noir Reserva 2005, saboroso, redondo mas agradecia um pouco mais de acidez. E um fantástico Cabernet/Touriga 2001, ainda fechado, como novo (!), mas a dar indicações de ser um néctar floral, fresco e preciso, e com muitos anos pela frente. Ainda se provou o topo de gama Celebration 2010, que ainda precisa de tempo em garrafa.

terça-feira, julho 23, 2013

Prova especial



Barros 100 anos


Foi uma prova imponente! Impecavelmente organizada no restaurante de um novo hotel ao Largo do Carmos (Lisboa). De uma assentada, todos os melhores Porto Colheita da Barros do século passado. Todos muito bons, e alguns memoráveis mesmo. Denominada pelo Grupo Sogevinus como «Prova do Talento Português» foi efectivamente um evento em que ficou, mais uma vez, demonstrado que o nosso país, e os nossos enólogos, fazem alguns dos melhores vinhos generosos do planeta.

Todos muito bons, como se disse (e, de resto, como seria de esperar, dado que a Barros é uma das maiores especialistas no estilo Colheita), mas com destaque, ainda assim, para o incrível Colheita de 1944 (um exemplo de um Porto Colheita, compacto e preciso mais ligeiramente austero no estilo) e, no patamar logo a seguir, o Colheita de 1960 (explosivo e muito sedutor) e o esmagador Colheita de 1935 (todo em concentração como é normal para um vinho envelhecido oitenta anos em cascos de madeira).

Também se provou, e aprovou, a Edição Especial 100º Aniversário da Barros, vertida de uma garrafa muito bonita e moderna, que será vendida a um preço que, não sendo propriamente acessível, é quase modesto ao lado dos Colheitas acima referidos.



sexta-feira, julho 05, 2013

Novidade

Quinta da Boavista troca de mãos

Não é costume colocarmos notícias (apesar de não termos uma boa razão para tal...), mas esta é, mais a mais para os amantes do Douro, quase irresistível.


Depois da primeira investida na Quinta de Covela, inevitável para a sua recuperação e para os novos vinhos que já estão no mercado, a mesma dupla de investidores estrangeiros direcionaram as suas baterias à Quinta da Boavista, entre a Régua e o Pinhão defronte da Quinta do Seixo (Ferreira).


Muitos de nós já bebemos vinhos desta propriedade magnífica mas em blends da casa Ferreira, posto que não eram engarrafados enquanto vinhos de quinta, seguindo para lotes com outros vinhos. Agora, no futuro próximo, poderemos conhecer os vinhos - tintos certamente - directamente das vinhas da propriedade. A acompanhar de perto...

quinta-feira, junho 27, 2013

Loureiro under the rocks

Agora que o calor finalmente chegou, aconselha-se em força os brancos, e nada melhor do que verdes frescos e leves. Na foto à direita encontram-se alguns dos melhores Loureiros no mercado: Muros Antigos, Quinta do Ameal, Royal Palmeira. Mas muitos outros existem e cada vez melhores!

sexta-feira, junho 21, 2013

Novidade

Duorum O.Leucura Cota 200 (t) 2008
Duorum O.Leucura Cota 400 (t) 2008

Lançar dois vinhos da colheita de 2008 em meados de 2013 já é uma provocação ao mercado. Lançar um vinho com o nome comercial de 'O.Leucura' (nome técnico de um pássaro conhecido por chasco-preto), mais ainda. E lançar, não um, mas dois (!) 'O.Leucura' em simultâneo, provenientes de blends de vinhas de diferentes altitudes (de 200m e 400m, respectivamente) é quase uma loucura... será?

Mas vamos às notas de prova. Provados lado a lado na espectacular Quinta de Castelo  Melhor - a actual base do projecto Duorum sita entre Foz Côa e a vila de Castelo Melhor que empresta o nome à quinta. 

  • O Cota 200 é, dos dois, o mais profundo nos aromas, com muita fruta negra, sedutor e a dar prova generosa na boca, incluindo um final em potência. Está também mais compacto e fechado do que o seu irmão de maior altitude e, a nosso ver, com boas expectativas de evolução.

  • O Cota 400 é indubitavelmente mais fresco, com um aroma mais limpo, onde a fruta bonita se mistura bem com referência florais típicas da Tourigas (Franca e Nacional). Tem uma prova exuberante, e está muito apetecível desde já. Bebido agora está a dar uma prova mais acessível do que o irmão de menor altitude. 

quinta-feira, junho 20, 2013

De Espanha

Ganko El Cabezola (t) 2009


Mais uma prova do que Rioja - e, sobretudo, Rioja Alta - é capaz de produzir, desta feita num registo totalmente diferente do habitual, ainda que de moderna enologia.

Quem o produz é Olivier Rivière, vitivinicultor francês com formação em Bordéus e Borgonha. Muito fresco, gastronómico, com elegantes notas a fruto encarnado bem misturadas com referências salinas e iodadas muito interessantes, num conjunto de grande equilíbrio e boa complexidade.

Um autêntico mimo feito a partir de Tempranillo e Garnacha e envelhecido em barrica de carvalho por 12 meses. Não tem, por ora, importador em Portugal.

segunda-feira, junho 17, 2013

Novidade

Herdade do Rocim (t) 2010


Mais uma edição deste alentejano 'todo-o-terreno' (para o 2009 ver aqui). Bonita fruta no nariz, corpo médio a beber-se muito bem. Sem muita extracção, sem muitos excessos aliás, está um tinto agradável e a deixar saudades. Gastronómico e generoso na prova, não há como não gostar. O preço também ajuda, bem como a facilidade em o encontrar na distribuição. Assim sendo, não é preciso escrever muito mais...

sábado, junho 15, 2013

Reportagem

Manhã de trabalho na Barbeito (Madeira) com Ricardo Freitas 




 Os Vinhos Madeira com maior precisão são os da Barbeito e é tudo culpa de Ricardo Freitas. São vinhos frescos, elegantes e de grande harmonia. 


Tais não são os adjectivos mais comuns quando falamos de Madeiras, sobretudo velhos, mas é por isso que os Barbeito têm cada vez mais o seu lugar. Foi uma manhã fantástica aquela!


terça-feira, junho 11, 2013

Prova

Aphros Loureiro (b) 2011

Um caso muito sério este Loureiro biológico de Ponte de Lima, a juntar a outros que têm impulsionado esta casta a um patamar de quase excelência. Se há vinhos centrados mais na mineralidade (caso dos Quinta do Ameal, especialmente com alguns anos - a prová-lo o 2004 em excelente forma), este é mais focado na subtileza, na menor expressão aromática e pureza do frutoO produtor, galardoado na última cerimónia dos Prémios da RV como 'Revelação do Ano', tem mais vinhos, sempre com Loureiro (mas não só) nos brancos, e um interessante Vinhão nos tintos. A enologia é de Rui Cunha e de Pedro Bravo.

Desde logo, um portento visual no copo: límpido na cor e cristalino como se um raio o iluminasse. Muito subtil, aromaticamente preciso e sem exuberâncias desnecessárias, notas florais delicadas e ligeiro limonado. Corpo muito bem desenhado com a técnica sur lies a ser utilizada apenas para beneficiar o vinho, tornando-o mais junto e compacto. Final de boca prolongado, com vigor, mas mantendo sempre a subtileza.

Um belíssimo branco a adquirir por cerca de 12 EUR, com sorte talvez nos alfacinhas Miosótis ou Goliardos de acordo com o produtor. (17)

domingo, junho 09, 2013

Prova

Sino da Romaneira (t) 2010

Vem numa garrafa de meio litro, o pode ser útil para um jantar a dois em que não se pretende beber uma garrafa com 75cl (ou então apenas para uma pessoa com muita 'sede de vinho' o que não se recomenda). Lembro-me que, já em tempos, as edições especiais do Domingos Soares Franco também vinham com a mesma capacidade e nós gostávamos disso.

Quanto à prova: leve no copo, com cor pouco carregada e corpo esguio. Nariz muito floral com apontamentos de fruta bonita, mas tudo directo sem grande complexidade. A prova de boca, muito focada no fruto, tem um final ligeiramente doce que fará as delícias de alguns (mas não é tanto o nosso caso).

Preço cordato para um vinho da famosa Quinta da Romaneira - entre os 5 EUR e os 7,50 EUR - mas não propriamente barato (mais a mais com a crise) se for entendido como um tinto para o chamado dia-a-dia. Em qualquer caso, adequa-se à qualidade apresentada, que é boa, e está presente na cadeia Pingo Doce o que assegura acessibilidade. (15,5)

domingo, junho 02, 2013

Prova especial

Prova de vintages de Quinta do Douro Superior


Fomos responsáveis pela prova comentada de vintages do Douro Superior na recente segunda edição do 'Festival do Vinho do Douro Superior', organizada pela RV. Em prova estiveram vinhos de anos diferentes e apenas de uma só quinta, ou seja, cujo lote final não era o resultado de um blend de vinhos de várias quintas.

Esta prova é amplamente justificada, desde logo pelo facto do Douro Superior permitir - pelo clima essencialmente, entre outros factores - a criação de vintages muito interessantes sem necessidade de lotes do Cima Corgo (ao invés, os vintage clássicos nascem das quintas do Cima Corgo mas quase sempre o lote fial comporta também vinhos do Douro Superior).

Os favoritos do público que encheu a sala foram o Qta de Vargellas 2001 (Taylor's), o Qta da Nossa Senhora da Ribeira 1999 (Dow's), o Qta da Ervamoira 2007 (Ramos Pinto), e o Qta do Arnozelo 2009 (Burmester).

quinta-feira, maio 16, 2013

Prova

Diga? (t) 2005


Prova deste tinto bairradio feito de Petit Verdot. O nome  (a interrogação sugeria-se naqueles que não conheciam a casta bordalesa) e imagem estão bem conseguidos como é habitual nos produtos da Campolargo. O vinho está maduro, refletindo o ano que foi muito quente e mesmo o carácter mais áspero e taninoso da casta parece atenuado. Fruta preta, em camadas, muito generoso na prova de nariz. Na boca, exuberante e com final quente.

A propósito, cada vez surgem mais exemplares de Petit Verdot em Portugal, em especial no Alentejo - nada contra... Sendo certo que ainda não houve um que nos justificasse plenamente a opção pelo engarrafamento a solo (estreme), também é verdade que não têm desiludido no copo. Por isso, a vertente comercial decidirá o futuro desta opção.

Voltanto ao vinho em prova, este Diga? da colheita de 2005 está bom e evoluirá um pouco mais, mas afasta-se  quer do paradigma da região (por norma com maior acidez e elegância) quer dos tintos bordaleses (que não privilegiam a casta, utilizando-a em pequeníssimas proporções). Em qualquer caso, uma curiosidade bem feita e a merecer prova. (16)

quinta-feira, maio 09, 2013

Novidade

Valle Pradinhos (t) 2008

Boa ideia a de lançar um vinho tinto, robusto e intenso, após um estágio em garrafa de quase 4 anos. Pois bem, acompanhamos, faz algum tempo, as edições deste clássico vinho de Trás-os-Montes, há muito com o apoio enológico de Rui Cunha (no início, há mais de vinte anos, o enólogo foi Nicolau de Almeida).

Esta colheita de 2008 é, em comparação com a anterior, um vinho que não renega à terra que o viu nascer. É que se o 2007 estava quase perfeito no equilíbrio entre exuberância e sobriedade (um belo vinho português), este está mais maduro, quente e generoso. Continua a ser um primus inter pares, mas o ano de 2008 marcou-o muito (como seria de esperar) e enquadra-se agora mais na tipologia transmontana.

Um clássico português a não perder de vista. Depois da magnífica colheita de 2007, um bom tinto 2008, intenso e carismático (16)!

sexta-feira, maio 03, 2013

Novidade

Covela Edição Nacional (b) 2012

Regressam os vinhos da Covela e ainda bem! A este respeito, recordamos, como se fosse hoje, a visita que fizemos com Rui Cunha (novamente o enólogo do projecto) nas vindimas de 2007 (ver aqui). A título pessoal, podemos afirmar que sempre gostámos do estilo dos vinhos da Covela e a quinta (na verdade a junção de duas quintas) merece ser vista pelo cenário florido que encerra.

Quando a este branco, assumido agora como 'verde' - os novos proprietários sabem bem que 'vinho verde' é uma marca forte nos mercados estrangeiros -, é feito a partir da casta Avesso, típica da região Entre-Douro-e-Minho. Por isso, por ser uma casta nacional (o que não é assim tão comum na Covela), leva o nome de Edição Nacional. Parece-nos bem.

Está muito bem no aroma, exuberante a fruta branca, muito bonita, e algum mineral. Na prova olfativa está mais florido e menos citrico que muitos dos vinhos da região. Na boca, contudo, volta a assumir-se como um vinho verde, muito fresco e amplo, com óptima acidez, sentindo-se mesmo um ligeiro pico... (16)

Serão comercializados outros vinhos da Covela além deste. A par desta 'Edição Nacional' de 2012 será, para já, lançado um 'Covela Escolha' que também provámos e aprovámos (vinho mais mineral e sério que aconselha algum repouso em garrafa).