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quinta-feira, junho 20, 2013

De Espanha

Ganko El Cabezola (t) 2009


Mais uma prova do que Rioja - e, sobretudo, Rioja Alta - é capaz de produzir, desta feita num registo totalmente diferente do habitual, ainda que de moderna enologia.

Quem o produz é Olivier Rivière, vitivinicultor francês com formação em Bordéus e Borgonha. Muito fresco, gastronómico, com elegantes notas a fruto encarnado bem misturadas com referências salinas e iodadas muito interessantes, num conjunto de grande equilíbrio e boa complexidade.

Um autêntico mimo feito a partir de Tempranillo e Garnacha e envelhecido em barrica de carvalho por 12 meses. Não tem, por ora, importador em Portugal.

segunda-feira, junho 11, 2012

De Espanha

Mas Irene (t) 2003

Micro-cuvée de Penedès do produtor Perés Baltà produzido a partir de castas francesas, neste caso Cabernet Franc e Merlot (nada que surpreenda). Está, todavia, menos concentrado que a maioria dos topos de gama da região, menos pastoso e menos alcoólico (talvez devido ao facto de serem duas enólogas as responsáveis por este vinho). A madeira sente-se mas não se impõe (o que também surpreende para o estilo que marcou a região nos últimos anos), e a fruta está muito bonita, bem madura mas, novamente, sem excessos. 
Um vinho de fino recorte (apesar do ano quente) e muito bem desenhado, que destoa - felizmente - do perfil da região.

16,5++

segunda-feira, setembro 20, 2010

de Espanha

Victorino (T) 2007

Tinto de gama alta do novo projecto em Toro das "Bodegas Eguren" (Sierra Cantábrica). É quase impossível não comparar este néctar com os títulos Numanthia e Termanthia, vinhos do anterior projecto, vendido recentemente pelos irmãos Eguren ao colosso francês "Moet Hennessy SNC". Na verdade, este tinto prossegue o estilo centrado num fruto negro muito intenso e profundo, e mantém uma aposta segura no compromisso entre raça e potência da casta Tinta del Toro como poucos o conseguem fazer. Aliás, a qualidade das massas vínicas - provenientes de vinhas com mais de 45 anos com rendimento de cerca de 15hl/ha - deve ser incrível, pois o vinho reflecte um carácter perfeitamente maduro, de grande qualidade.

A diferença para os anteriores vinhos, contudo, não é para melhor, pois este Victorino revela demasiada baunilha denunciando de forma muito evidente os mais de 15 meses em madeira nova; está mais sexy admitimos, mas também algo mais domesticado. De fora, parece ter ficado o carácter rude do Numanthia, um estilo que era quase agressivo mas que garantia autenticidade e uma boa evolução. Ao invés, este novo tinto - apesar da imagem forte do seu rótulo e das dimensões excessivas da garrafa - está, infelizmente, mais redondo e demasiado pronto a beber (apesar de entendermos que irá beneficiar com o estágio em garrafa) se comparado com os vinhos do anterior projecto Eguren em Toro.

A qualidade mantém-se, e o preço alto também (entre €35 a €40 a garrafa). O estilo está algo diferente.   

17++

sábado, junho 19, 2010

de Espanha

Neo (T) 2005

Mais um projecto recente à procura de fama e de proveito que nos chega de uma das regiões mais badaladas de Espanha - "Ribera del Duero". Todavia, ao contrário de outros da região, este tinto não é de excessos, nem mesmo no uso da barrica que não chega a "tapar" o belíssimo fruto negro que revela na prova de nariz.

De resto, está quase opaco na cor, mostra-se muito concentrado mas com alguma elegância, tem taninos saborosos (parece-nos, aliás, ser este o ponto alto deste tinto) e um bom final de boca. Tudo isto contribui para um conjunto moderno e sedutor, ao qual apenas falta alguma complexidade (talvez o tempo em garrafa ajude nesse aspecto). Entre os € 25 e os € 30 cada botelha, pode encontrá-lo no clube WinePT.

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