segunda-feira, fevereiro 05, 2007

Casa de Aguiar (T) 2004


Já não era a primeira vez que tamanha força nos passara pelo estreito. A anterior foi com a colheita de 2002 (ver aqui) e apreciámos tanto que tivemos que repetir, mas agora com as uvas de 2004. Como gostámos ainda mais deste, foi nossa escolha para representar as Beiras no texto "2006 em revista".

Muito vivo na cor carmim intensa. Vivo e vibrante também no copo, nariz algo reduzido, sensação a álcool e a percepção de uma acidez muito interessante. Forte concentração num corpo já perto de se tornar retinto. Apimentado, com notas vegetais, é um tinto forte, que merece um prato robusto a preceito. Final balsâmico de média-longa intensidade. Com um estilo menos rústico que o 2002, apresenta-se mais redondo, gordo... e eu agradeço.
De mim para mim, teremos de esperar um pouco para que a força descanse. A garrafa fará certamente o resto, guarde 1 ou 2 anos. Mais um belo tinto do universo das "
Caves Aliança"! Quando o bebi pensei num cozido das beiras sem couves, mas não o estava a comer. A menos de 10 €.

17

5 comentários:

Chapim disse...

Mais uma bela escolha caro Nuno! Acho que agradece de facto a garrafa, mas que já me deu um prazer enorme a prova-lo lá isso deu.
E as Caves Aliança continua em grande forma!!

Boas provas! Essência dia 17??

Nuno de Oliveira Garcia disse...

Amigo Chapim,

Estarei por lá dia 17 e 18.
Sempre se mantem o jantar para dia 17?

Em qq caso aqui fica o meu n.º 91 258 50 99.

Abraços,

N.

VinhoDaCasa disse...

Sim Nuno, haverá jantar, para a semana irei marcar o Restaurante.

Assim que souber mais novidades, publicarei no Blog.

Abraço

Chapim disse...

Caro Nuno, ontem verti mais uma destas belas garrafas. Estava mais afinada e acho q vai afinar no próximo ano. O nariz estava algo fechado mas afinado e passado meia hora mostrou-se mais alegre. A cor muito escura e quase parecia uma tintureira. A boca vegetal mas com músculos para aguentar uma bela evolução. Acompanhou umas costeletinhas de borrego e uns pimentos de Padron na perfeição. Deram-lhe luta mas o vinho passou o teste em grande!
Boas provas!!

Nuno de Oliveira Garcia disse...

Amigo Chapim,

Concordo 100% com a tua descrição. Senti o mesmo mas não consegui escrever tão bem quanto tu.

Um abraço e até dia 17...

N.