segunda-feira, maio 14, 2007

Vinha Grande (T) 2000


Aberta a magnum (i.é., garrafa de 1,5 litro), mostrou-se pouco dado a aromas iniciais. Já no copo, de cor rubi algo brilhante, o nariz deste tinto solta-se mais com fruta madura (tão típica da colheita de 2000) a "marcar pontos". Corpo macio, quente, aveludado, tanto que por vezes o vinho parece "apagado" e o conjunto ressente-se da falta de acidez. Em todo o caso, os 7 anos já passados pouco se notam (como é sabido, a evolução é mais lenta quanto maior for a garrafa), e a nossa maledicência vai mais para o estilo do que para o prazer que dá bebê-lo. Final médio de saída fina, admitimos que guloso. Bem puxámos ar pelo nariz, mas notas minerais, vegetais, ou outra coisa que fosse que não fruto madurão e alguma madeira (felizmente não excessiva), não encontrámos!

Um vinho "plano" este.
15,5

4 comentários:

Anónimo disse...

vejetais? lol corrige lá isso

Nuno de Oliveira Garcia disse...

Já está. E obrigado pela leitura atenta.

Nuno Oliveira Garcia

Chapim disse...

Caro Nuno
relativamente ao 2000 não me lembro de o ter provado, mas o 2001 é meu companheiro frequente. Considero-o um vinho extremamente equilibrado e percebo o que dizes com um vinho plano. Percebo que não seja atrevido, provocante. Mas para mim tem elegância, qualidade e acho-o extremamente bom na mesa.

Boas provas!!

Nuno de Oliveira Garcia disse...

Caríssima Chapim,

Este era mesmo o 2000 e está muito bem. O estilo é que me cansou mais, mas penso ser uma boa aposta sobretudo na restauração (onde quase nunca falha presença este tinto da Ferreirinha).

Abraços,

N.