quinta-feira, abril 05, 2007

Quinta da Sequeira (R) 2005


A Páscoa parece ter trazido o bom tempo, pelo menos no que toca a Lisboa. Será já tempo de um rosé? É pois!
Já aqui escrevi - é, aliás, uma evidência - que são cada vez mais os recentes projectos consolidados no Douro. A par de novos produtores mais ou menos experientes, e com mais ou menos suporte empresarial, a verdade é que vão surgindo marcas apoiadas numa séria gama de propostas entre rosés, brancos e tintos. A "Quinta da Sequeira" é um bom exemplo do que se vem escrevendo [veja-se a nota que a Revista de Vinhos atribuiu no passado mês ao belíssimo – e cheio de garra – QS Reserva (T) 2003].
Provados já os tintos, em especial o 2001 (ver aqui) e o 2002 (ver aqui para a versão "Grande Escolha", a única produzida nesse ano), o sol da Páscoa leva-me a abrir o rosé da colheita de 2005. Vejamos então:

Demonstra cor salmão profunda bem carregada, bem longe de tons abertos e pálidos. Nariz fechado e aromas surpreendentemente complexos a revelar que este rosé é coisa séria. Sólido e estruturado (tendo em conta que se trata de um vinho rosado), tem acidez mediana e final de boca seco com hamonia certeira entre frescura e doçura (ou seja, ao nosso gosto, mais acidez do que doçura). Por ser naturalmente um vinho bastante frutado irá acompanhar bem um esparguete caseiro com mexilhões temperado com vinho branco e um pouco de sumo de limão (dica: não esquecer de adicionar raspas da casca do citrino).
Em conclusão: um dos melhores rosés do mercado. A menos de 7 €.

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2 comentários:

Tovi disse...

Sem dúvida!... Um dos melhores rosés da nova geração - Rosés com uma excelente relação acidez-doçura.
Tenho que repor o stock...

Nuno de Oliveira Garcia disse...

Caro Tovi,

Lembro-me bem da sua recomendação em relação ao rosé 2003. Este 2005 parece-me ainda melhor, "penso eu de que...".

Um abraço para a Invicta,

N.