quarta-feira, dezembro 13, 2006

Dica de restauração: Néctar

Nem dez dias da inauguração tinham decorrido e já estávamos sentados numa das bonitas mesas do mais recente winebar de Lisboa. O "Néctar" abriu portas no final de Novembro em plena R. dos Douradores na Baixa (uma paralela à R. Augusta). A decoração é simples, valorizando os arcos de pedra de um bonito rés-do-chão pombalino. Fazia frio no interior (pedimos para ligar o aquecimento), sensação infelizmente comum na restauração em Portugal que teima em não investir em bons caloríferos.
Existe uma carta para jantar e outra, mais interessante, para petiscar à base de queijos, saladas e enchidos. A carta de vinhos não é monumental mas tem uma escolha criteriosa e nota-se a preocupação em disponibilizar alguns vinhos que se encontram na berra. Todos os vinhos podem ser consumidos a copo pois decidiu-se investir - e bem! - no sistema “Le Verre du vin” (na versão simples). O serviço esteve eficiente e os copos eram de boa qualidade. Um dos vinhos foi provado a uma temperatura que não a adequada mas foi rectificada aquando do serviço. Provámos o "Quinta dos Roques Encruzado (B) 2005" e o "Azamor (T) 2003". O primeiro confirmou ser um dos vinhos brancos mais minerais de Portugal, e o segundo primou por um estilo Novo Mundo que vem sendo habitual em alguns (cada vez mais...) produtores do Alentejo.
Uma visita com um saldo muito positivo. Sem dúvida uma experiência a repetir no coração da Baixa lisboeta.

5 comentários:

Hugo Laranjo disse...

Muito bom ambiente,bons vinhos e serviço efeciente gostei muito.
Um local a voltar em breve.

Nuno de Oliveira Garcia disse...
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Nuno de Oliveira Garcia disse...

Caro Hugo,

Obrigado pelo comentário. O espaço pareceu-me muito interessante.

NOG

João Barbosa disse...

parece-me interessante... a ver se lá passo. entretanto, boas provas!

Nuno de Oliveira Garcia disse...

João,

Boas provas para ti também e um forte abraço.

Este "Néctar" parece-me um local seguro, não é barato mas hoje em dia "bom e barato" é quase impossível.

N.