terça-feira, junho 16, 2009

NOVIDADES:

Quinta do Vesúvio (T) 2007
Pombal do Vesúvio (T) 2007

Ainda no campo das novidades (as provas em "lista de espera" terão de esperar mais um pouco), e mantendo-nos no universo Symington, provámos os recentíssimos tintos DOC da Quinta do Vesúvio. São dois tintos - i) um topo de gama: o Quinta do Vesúvio (T) 2007, e ii) um "super premium": o Pombal do Vesúvio (T) 2007. A expectativa era muita, não só pelo primeiro se situar lado a lado com o "Chryseia" (que, em rigor, nunca foi dos nossos durienses predilectos) no topo dos vinhos tintos da Symington Family, como pelo facto de ambos serem a estreia comercial de vários anos e ensaios no sentido da produção de vinhos não generosos na mítica quinta do Douro Superior. Vejamos:

Quinta do Vesúvio (T) 2007: Lote de Touriga Nacional (70%), Touriga Franca (20%) e Tinta Amarela (10%). Virtualmente opaco na cor, violácea no bordo do copo. Muito bem no nariz, com as tourigas a revelarem fruta madura para além do esperado carácter floral. Grande casamento com a madeira onde estagiou, que se sente de forma equilibrada e atenua a grande concentração do vinho. Boca mais vegetal do que o nariz faria prever, tem nervo suficiente mas não é do tipo brutal. Ao invés, tem taninos de seda, consegue mesmo trespassar uma sensação de graciosidade e manter um perfil sedoso, o que demonstra os cuidados na sua vinificação. Final médio-longo que se espera ainda melhorar em garrafa. Belíssimo, bem acima, IMHO, de algumas colheitas de "Chryseia". Entre € 42 a € 48 em boas garrafeiras.
17,518

Pombal do Vesúvio (T) 2007: Mantém uma matriz de Touriga Nacional e Touriga Franca. Como se esperava, está muito mais desabrochado que o Quinta do Vesúvio, nariz focado na fruta madura de qualidade (ameixas e cerejas pretas), mas aparece, minutos depois, também algum bret (nas duas garrafas provadas), terra húmida, mineralidade, tudo a potenciar a complexidade do conjunto. Com o passar do tempo no copo mostra ainda notas poderosas a cacau. Boca com componente de vegetal seco, taninos bem presentes, e fruta (agora vermelha) menos evidente que aquela (mais madura) que mostrava no nariz. Gostámos muito deste tinto, está uns furos acima, sobretudo em termos de complexidade, do "PS Chryseia". Acresce ainda que, ao contrário do seu "irmão mais velho", que está carote, este Pombal do Vesúvio é, a nosso ver, um achado pelo preço, a cerca de € 14 a garrafa em boas garrafeiras.
16,5 - 17


2 comentários:

Anónimo disse...

meu caro
está a 11€ na garrafeira nacional
cumps
JF

redacao disse...

Muito bom o seu blog! Parabéns!!!
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