segunda-feira, setembro 20, 2010

de Espanha

Victorino (T) 2007

Tinto de gama alta do novo projecto em Toro das "Bodegas Eguren" (Sierra Cantábrica). É quase impossível não comparar este néctar com os títulos Numanthia e Termanthia, vinhos do anterior projecto, vendido recentemente pelos irmãos Eguren ao colosso francês "Moet Hennessy SNC". Na verdade, este tinto prossegue o estilo centrado num fruto negro muito intenso e profundo, e mantém uma aposta segura no compromisso entre raça e potência da casta Tinta del Toro como poucos o conseguem fazer. Aliás, a qualidade das massas vínicas - provenientes de vinhas com mais de 45 anos com rendimento de cerca de 15hl/ha - deve ser incrível, pois o vinho reflecte um carácter perfeitamente maduro, de grande qualidade.

A diferença para os anteriores vinhos, contudo, não é para melhor, pois este Victorino revela demasiada baunilha denunciando de forma muito evidente os mais de 15 meses em madeira nova; está mais sexy admitimos, mas também algo mais domesticado. De fora, parece ter ficado o carácter rude do Numanthia, um estilo que era quase agressivo mas que garantia autenticidade e uma boa evolução. Ao invés, este novo tinto - apesar da imagem forte do seu rótulo e das dimensões excessivas da garrafa - está, infelizmente, mais redondo e demasiado pronto a beber (apesar de entendermos que irá beneficiar com o estágio em garrafa) se comparado com os vinhos do anterior projecto Eguren em Toro.

A qualidade mantém-se, e o preço alto também (entre €35 a €40 a garrafa). O estilo está algo diferente.   

17++

4 comentários:

Rui Lourenço Pereira disse...

Nuno,

Grande vinho este. Provavelmente dos melhores espanhóis que provei até hoje.

Já tens novidades para dia 29? Sempre vais à prova/jantar de Portos?

Abraço

NUNO OLIVEIRA GARCIA disse...

Rui,

Estarei lá!

Ab.

NOG

João de Carvalho disse...

Tive a imensa sorte de ter estado num dos lançamentos da gama Eguren em Espanha. Se bem me recordo, dito pelo próprio Marcos Eguren que nos guiou na prova, os novos vinhos de Toro não são uma tentativa de seguir os Numanthia mas sim reflectem um novo caminho, pelo que nada têm que ver uns com os outros.

Para entender estes vinhos é preciso visitar por exemplo a vinha ou pago que lhes dá origem, também estive lá e a coisa impõe respeito.

O que eu gosto dele leva-me a dizer obscenidades quando o bebo, é uma loucura... já o terminator do Alabaster sinceramente acho um colosso que por momentos me faz apreciar mais este Victorino. O preço pois, está mais caro do que comprei, rondou os 29€.

Pa picar, se no 17++ tivesse mais um + era 18 ? :)

NUNO OLIVEIRA GARCIA disse...

João,

o +e os ++ é a minha perspectiva de evolução. 17++ é menos que 17,5, mas significa que o nosso prognóstico é que evoluirá melhor (ou seja, daqui a uns anos pode ser 17,5 ou mais).

Abs.

NOG