domingo, março 02, 2008


Duas novidades – tintos

Já se sabe, cada semana que passa são lançados no mercado novos vinhos portugueses. A vida do enófilo provador é pois cada vez mais difícil e… gratificante, pois claro.
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Nesta ocasião começamos por sugerir um touriga nacional do Ribatejo, um vinho cujo nome é difícil de se pronunciar, sendo bem mais fácil gostar-se dele. É o Mark Stephen Schultz Res. Touriga Nacional (T) 2005, um tinto profundo com pendor vegetal, de boca fresca e ampla, e final de intensidade média. Não nos admirávamos se melhorasse com um ano em garrafa, pelo menos. Recomenda-se decantar previamente e servi-lo a acompanhar um prato robusto. O preço deve rondar os € 10, o que nos parece ajustado. No cômputo final: 15,5.

O segundo tinto é o Cem Reis Reserva (T) 2005, um syrah da Herdade da Maroteira, um daqueles vinhos onde a casta se apresenta com uma tendência curiosamente vegetal, bem longe do pendor compotado que é tipico da maioria dos comparsas alentejanos. Poderá ser bebido a solo mas tem corpo para aguentar uma refeição. A falta de acidez aconselha, todavia, uma carne simples. Um vinho para quem gosta de sensações fortes, químicas, e não espera muita complexidade. A menos de 15 € será uma escolha acertada, mas existem outras pelo mesmo preço. No cômputo final: 15.


Próximos vinhos: Paulo Loureano Premium (T) 2004; Alvear PX (B) 2004; Talentvs (T) 2004; Versus (T) 2004; Apegadas Quinta Velha (T) 2005; Porta Velha (T) 2005; Vale de Rotais (T) 2004

6 comentários:

Pedro Rafael Barata (Blog Os Vinhos) disse...

Caro Nuno,

Eu dei um pouco mais ao Cem Reis Reserva Syrah... :)

Nuno de Oliveira Garcia disse...

Eu gostei dele, mas falta elegância, para não falar de frescura. Qual foi a tua nota?

Pedro Rafael Barata (Blog Os Vinhos) disse...

16/16.5

Pratas disse...

Sem entrar em detalhes de pontuações, considero este vinho uma boa surpresa, muito agradável.

Pratas disse...

Refiro-me ao Mark Stephen Schultz.

Nuno de Oliveira Garcia disse...

Pois é Pratas, o vinho não está nada mal, o problema é o nome. Imaginas pedi-lo num restaurante?

Nuno