Mostrar mensagens com a etiqueta Novidades. Mostrar todas as mensagens
Mostrar mensagens com a etiqueta Novidades. Mostrar todas as mensagens

quinta-feira, setembro 26, 2013

Novidade


Valle Pradinhos (r) 2012

Sempre muito sério, gastronómico e intenso este rosé. A colheita de 2011 foi das melhores que já provámos (neste como, de resto, noutros rosés) sendo que este de 2012 fica muito pouco atrás. Aroma vinioso, prova de boca cheia de força, estruturado e de final largo. Perfeito se acompanhar uma pizza com pepperoni picante e rúcula.

terça-feira, setembro 03, 2013

Novidade



Quinta do Cruzeiro (b) 2012

Muito fresco e alegre este vinho verde produzido ás portas de Famalicão. Apresenta-se citrino, efusivo, com ligeiro pico e é barato. E pronto! Uma vez que o calor não teima (e ainda bem) em afastar-se, esta é a nossa recomendação.

Existiu no passado (colheita de 2011) uma 'selecção da enóloga' que era interessante, mas ligeiramente adamado, e um 'selecção do 'enólogo' que perdura (colheita de 2012) e ainda é melhor por ser mais seco e crispy. 

sexta-feira, agosto 02, 2013

Novidades

Novidades do Cidrô

Fomos até ao Palácio do Cidrô, em São João da Pesqueira, para provar as novidades da quinta com o mesmo nome. Propriedade inserida no grupo Real Companhia Velha, tem vindo a centrar a criação de experiências, monovarietais e bivarientais, com destaque para brancos pois a quinta está em altitude, a 600 metros acima do nível do mar. 
Vejamos:

O ‘Quinta de Cidrô Alvarinho branco 2012’ é uma inovadora proposta, mas já é conhecida faz alguns anos, sendo um vinho com muito mercado de exportação. Esta colheita de 2012 está em grande nível, talvez o melhor de sempre, fresco e muito fino. Um bom Alvarinho fora de Menção e Melgaço.

Muito bem estiveram também outros 2 brancos (neo-)clássicos do Cidrô, caso do Quinta de Cidrô Sauvignon Blanc 2012, muito bem, sem excessos e bastante limonado, e o belíssimo Quinta de Cidrô Chardonnay 2011, um branco cheio de subtileza, com bom corpo mas também com acidez.

Outra novidade, e mais uma inovação, é o monovarietal 'Quinta de Cidrô Gewürztraminer 2012'. Perfil seco, com as características da casta bem vincadas a nível aromático, mas com uma prova de boca com algum carácter dos vinhos brancos do Douro, nomeadamente na estrutura. Para amantes da casta alsaciana ou para acompanhar comida oriental condimentada.

Também novidade, o ‘Quinta de Cidrô rosé 2012’, bem feito, leve e agradável, é uma boa aposta comercial, apesar de ter sido a novidade que menos nos entusiasmou ao nível da prova.

O melhor estava reservado para o final, quando se provaram vinhos da casa com alguma idade, a provar a boa evolução dos vinhos do Cidrô. Um Chardonnay de 1997, com saúde e força, algum mineral, levemente oxidado mas com a dar óptima prova - grande surpresa. Um atraente Pinot Noir Reserva 2005, saboroso, redondo mas agradecia um pouco mais de acidez. E um fantástico Cabernet/Touriga 2001, ainda fechado, como novo (!), mas a dar indicações de ser um néctar floral, fresco e preciso, e com muitos anos pela frente. Ainda se provou o topo de gama Celebration 2010, que ainda precisa de tempo em garrafa.

sexta-feira, julho 05, 2013

Novidade

Quinta da Boavista troca de mãos

Não é costume colocarmos notícias (apesar de não termos uma boa razão para tal...), mas esta é, mais a mais para os amantes do Douro, quase irresistível.


Depois da primeira investida na Quinta de Covela, inevitável para a sua recuperação e para os novos vinhos que já estão no mercado, a mesma dupla de investidores estrangeiros direcionaram as suas baterias à Quinta da Boavista, entre a Régua e o Pinhão defronte da Quinta do Seixo (Ferreira).


Muitos de nós já bebemos vinhos desta propriedade magnífica mas em blends da casa Ferreira, posto que não eram engarrafados enquanto vinhos de quinta, seguindo para lotes com outros vinhos. Agora, no futuro próximo, poderemos conhecer os vinhos - tintos certamente - directamente das vinhas da propriedade. A acompanhar de perto...

sexta-feira, junho 21, 2013

Novidade

Duorum O.Leucura Cota 200 (t) 2008
Duorum O.Leucura Cota 400 (t) 2008

Lançar dois vinhos da colheita de 2008 em meados de 2013 já é uma provocação ao mercado. Lançar um vinho com o nome comercial de 'O.Leucura' (nome técnico de um pássaro conhecido por chasco-preto), mais ainda. E lançar, não um, mas dois (!) 'O.Leucura' em simultâneo, provenientes de blends de vinhas de diferentes altitudes (de 200m e 400m, respectivamente) é quase uma loucura... será?

Mas vamos às notas de prova. Provados lado a lado na espectacular Quinta de Castelo  Melhor - a actual base do projecto Duorum sita entre Foz Côa e a vila de Castelo Melhor que empresta o nome à quinta. 

  • O Cota 200 é, dos dois, o mais profundo nos aromas, com muita fruta negra, sedutor e a dar prova generosa na boca, incluindo um final em potência. Está também mais compacto e fechado do que o seu irmão de maior altitude e, a nosso ver, com boas expectativas de evolução.

  • O Cota 400 é indubitavelmente mais fresco, com um aroma mais limpo, onde a fruta bonita se mistura bem com referência florais típicas da Tourigas (Franca e Nacional). Tem uma prova exuberante, e está muito apetecível desde já. Bebido agora está a dar uma prova mais acessível do que o irmão de menor altitude. 

segunda-feira, junho 17, 2013

Novidade

Herdade do Rocim (t) 2010


Mais uma edição deste alentejano 'todo-o-terreno' (para o 2009 ver aqui). Bonita fruta no nariz, corpo médio a beber-se muito bem. Sem muita extracção, sem muitos excessos aliás, está um tinto agradável e a deixar saudades. Gastronómico e generoso na prova, não há como não gostar. O preço também ajuda, bem como a facilidade em o encontrar na distribuição. Assim sendo, não é preciso escrever muito mais...

quinta-feira, maio 09, 2013

Novidade

Valle Pradinhos (t) 2008

Boa ideia a de lançar um vinho tinto, robusto e intenso, após um estágio em garrafa de quase 4 anos. Pois bem, acompanhamos, faz algum tempo, as edições deste clássico vinho de Trás-os-Montes, há muito com o apoio enológico de Rui Cunha (no início, há mais de vinte anos, o enólogo foi Nicolau de Almeida).

Esta colheita de 2008 é, em comparação com a anterior, um vinho que não renega à terra que o viu nascer. É que se o 2007 estava quase perfeito no equilíbrio entre exuberância e sobriedade (um belo vinho português), este está mais maduro, quente e generoso. Continua a ser um primus inter pares, mas o ano de 2008 marcou-o muito (como seria de esperar) e enquadra-se agora mais na tipologia transmontana.

Um clássico português a não perder de vista. Depois da magnífica colheita de 2007, um bom tinto 2008, intenso e carismático (16)!

sexta-feira, maio 03, 2013

Novidade

Covela Edição Nacional (b) 2012

Regressam os vinhos da Covela e ainda bem! A este respeito, recordamos, como se fosse hoje, a visita que fizemos com Rui Cunha (novamente o enólogo do projecto) nas vindimas de 2007 (ver aqui). A título pessoal, podemos afirmar que sempre gostámos do estilo dos vinhos da Covela e a quinta (na verdade a junção de duas quintas) merece ser vista pelo cenário florido que encerra.

Quando a este branco, assumido agora como 'verde' - os novos proprietários sabem bem que 'vinho verde' é uma marca forte nos mercados estrangeiros -, é feito a partir da casta Avesso, típica da região Entre-Douro-e-Minho. Por isso, por ser uma casta nacional (o que não é assim tão comum na Covela), leva o nome de Edição Nacional. Parece-nos bem.

Está muito bem no aroma, exuberante a fruta branca, muito bonita, e algum mineral. Na prova olfativa está mais florido e menos citrico que muitos dos vinhos da região. Na boca, contudo, volta a assumir-se como um vinho verde, muito fresco e amplo, com óptima acidez, sentindo-se mesmo um ligeiro pico... (16)

Serão comercializados outros vinhos da Covela além deste. A par desta 'Edição Nacional' de 2012 será, para já, lançado um 'Covela Escolha' que também provámos e aprovámos (vinho mais mineral e sério que aconselha algum repouso em garrafa).

quinta-feira, abril 18, 2013

Novidades

Brancos do Esporão


Quase que já chateia ter que falar bem dos vinhos do Esporão, tantas são as vezes com que nos confrontamos nesta situação...

Desta feita são os brancos da colheita de 2012 que querem fazer face, pela qualidade e pelo preço, ao que de melhor se faz em Portugal (incluindo os vinhos verdes, por norma os melhores brancos nacionais sobretudo no que toca ao preço). Um Alandra jeitoso a beber-se bem (15); um Verdelho à imagem das anteriores colheitas, ou seja, vegetal e austero, numa linha próxima dos sauvignon blancs modernos (16); e um Duas Castas, a partir de Roupeiro e  Arinto, equilibrado entre a fruta e a acidez num conjunto muito interessante e sem recurso à Antão Vaz (16,5).

PS: Ainda sobre o Esporão: numa prova recente, e entre vinhos de topo (todos acima dos 25 EUR), incluímos alguns underdogs menos conceituados. Destes, o que, sem dúvida, melhor se bateu com os topos de gama foi precisamente um Esporão Reserva (t) 2009 que se encontra em todo o lado e custa apenas 12 EUR (menos de metade do mais "barato" topo de gama em prova e um quarto do mais caro).

segunda-feira, março 18, 2013

Novidades

S   Herdade do Esporão (t) 2009

O ano não foi fácil para as terras quentes. Efectivamente, 2009 foi abrasivo em regra, seco mesmo em alguns dos meses. Os tintos monocastas da Herdade do Esporão, que brilharam em anos anteriores (e disso demos conta), sofreram um pouco com isso. Nesta edição, o Syrah (S é de Syrah) tem notas quentes e até um pouco doces no nariz (destaque para a nota a rebuçado flocos de neve), mas não chega a desequilibrar. A boca melhora bastante, de sabor profundo, fina e muito delgada. Nota-se que se pretendeu evitar - inteligentemente - um estilo mais robusto que  tornaria o vinho chato e anafado.

Em suma, está um bom Syrah nacional, maduro é certo, mas também profundo e sedutor. Já não é nada mau! (16,5)

quarta-feira, novembro 28, 2012

Novidade

Poças Reserva (b) 2011

A matéria-prima do vinho parece interessante apesar de morna, mas o trabalho com a madeira desiquilibra o vinho. Nesta fase, temos notas florais demasiado presentes (quase irritantes) por um lado. Do outro lado, encontramos notas de vagem de baunilha e de afia lápis que ajudam à desilusão. Tudo somado, salva-se o fim de prova de boca que se sugere com algum prolongamento.

Massas vínicas com pouca acidez e excesso do uso de madeira tornam este vinho algo chato apesar do seu inegável volume.

15

sábado, novembro 24, 2012

Novidade

Mirabilis Grande Reserva (b) 2011


Topo de gama da Quinta Nova da Nossa Senhora do Carmo em matéria de brancos. Esta quinta do Cima Corgo no Douro tem uma enorme exposição a sul pelo que não dispõe de encepamento branco e, por isso, conta com fornecedores de uvas branca com vinhas em terras mais altas (Alijó e arredores). No ano de 2011 - inequivocamente bom para brancos (e tintos, já agora) - foi-se atrás de matéria-prima ainda melhor procurando criar um vinho branco mineral e complexo. Segundo o produtor, procurou-se criar um branco à imagem dos vinhos da Borgonha, o que revela ambição, apesar das evidentes diferenças entre as duas regiões.

Muito bom aroma, a sentir-se as notas de fumo da madeira, felizmente sem nenhuma vertente adocicada ou baunilhada. A fruta, muito delicada, chega depois, e depois ainda sugere-se um ligeiro floral e um bom ataque mineral. Fresco, acidez em alta (mas ainda longe da acidez natural da Borgonha, naturalmente), termina bem. A nosso ver, melhorará significativamente em garrafa nos próximos 2 a 4 anos.

Em suma, mais um bom e sério branco do Douro. Aliás, sendo o Douro uma terra tradicionalmente de tintos, na verdade existe já uma mão cheia de bons (seriamente bons) brancos durienses. E este é um deles.

17+

quinta-feira, setembro 13, 2012

Novidade

Marquês dos Vales 'selecta' (r) 2011

Mais um rosé de 2011, desta feita do Algarve. Já escrevemos noutro lugar que andamos muito bem surpreendido com os rosés algarvios. Generosos na fruta mas secos! Este mantém exactamente esse perfil. Muito bom nariz, elegante, com fruta muito bonita, e uma boca de espanto: fresca, vibrante e incrivelmente saborosa. «Sim senhor», que belo rosé, equilibrado e que dá muito prazer!

Do mesmo produtor (Quinta dos Vales, DOC de Lagoa) existe um outro rosé - 'Primeira Selecção' - de menor tiragem e igualmente bom, talvez até melhor (mas este 'selecta' é imbatível na relação preço-qualidade). Qualquer um dos dois - 'selecta' ou 'primeira selecção' - é de «comprar às caixas».

16,5

segunda-feira, setembro 10, 2012

Novidade

Olho de Mocho (r) 2011

Já escrevemos que a Herdade do Rocim se afirma como um dos projectos recentes mais cativantes do Alentejo. Os vinhos são certeiros, enologicamente muito bem feitos, com equilíbrio, mas sem renegar às caracterísiticas mais típicas dos terroirs de Cuba e Vidigueira. O Branco Reserva, por exemplo, é hoje um vinho muito sério, assim como o tinto, e o Herdade do Rocim (provado aqui na versão de 2009) é uma grande relação preço-qualidade.

Este rosé, como seria de esperar, não desiludiu, mas também é verdade que não surpreendeu, pelo menos na prova de nariz. Nesse departamente, começa hesitante, intenso sim mas com a fruta pouco nítida, o que não se espera de um rosé. Esperava-se mais... Ao invés, a prova da boca é cativante e lança-nos um gancho de fruta encarnada e um corpo cheio (o que compensa, largamente, o nariz algo titubeante), tão cheio que temos de olhar melhor para o copo para termos a certeza que é um rosé e não um tinto.

A força da prova de boca é tal que, depois da prova, não resistimos em colocá-lo na mesa para fazer par a um bacalhau à Brás acabado de sair do lume... e não é que resultou bem!

15,5

quarta-feira, agosto 22, 2012

Novidade

Vale de Cavalos (t) 2009


Um tinto moderno este douro de perfil quente e muito frutado. Nariz exuberante, com muita fruta preta, violetas, chocolate preto, e algum fumo. A boca não desilude no perfil, macia, com taninos só possíveis no Douro Superior, saboroso mas de final curto. Um tinto desenhado para a conquista de novos consumidores e, a meu ver, um tinto que se dará muito bem noutros mercados como seja Estados Unidos e Inglaterra. 


Em suma, um douro apelativo aos sentidos, com muita fruta e alguma barrica, e um preço muito competitivo. Uma fórmula de sucesso!

16 

quinta-feira, agosto 16, 2012

Novidade

Casa das Buganvílias (r) 2011

Um rosé feito da casta vinhão (também conhecida por sousão no Douro), como este da Casa das Buganvílias, não consegue deixar de se revelar diferente do estereótipo dos rosés nacionais. Desde logo na cor, quase tinta fruto do forte carácter tintureiro (corante) da casta; depois, pela prova de boca, cheia, marcada pela elevada acidez e ligeiro pico, bem como com notas de fruta preta e amarga. Já o nariz pode enganar à primeira... com notas violáceas vivas e frescas não se percebe, logo no imediato, tratar-se de um verde vinhão.

De resto, um rosé vinhão bem feito, diríamos até que superior ao habitual nos verdes tintos da região e, por isso, recomendável para quem nunca provou a casta e tem curiosidade. Também se afigura recomendável para aqueles que não dispensam acompanhar certos pratos com vinhão. Aliás, neste caso tratar-se de um rosé até pode permitir uma maior versatilidade, desde cabidelas a sardinhas assadas.

15

sexta-feira, julho 13, 2012

Novidade



Vinhos BEYRA


Os mais atentos aos lançamentos de novidade vinícolas já conhecerão, porventura, este novo projecto de Rui Madeira (criador da VDS no Douro Superior). E isto porque aqui e ali (na imprensa escrita e nos blogs) já muito se escreveu – são vinhos de altitude, com óptima acidez e mineralidade, frescos e com um final de boca assinalável. É tudo verdade. Também é realçado que a presença de filões de quartzo no terroir da Vermilhosa é uma mais-valia, o que também é verdade, apesar de não ser exclusivo do concelho de Castelo Rodrigo (de repente, lembramo-nos de Macedo de Cavaleiros que também os tem, e disso se sente nos óptimos vinhos de Valle Pradinhos).

Assim, quanto a nós, o que queremos assinalar neste novo projecto, a par da mineralidade e frescura dos vinhos, é a fantástica relação preço-qualidade dos mesmos. Por ora, são três os vinhos, e por ora só brancos; o mais caro – o belíssimo Beyra (b) Superior 2011 – cifra-se em 9€. Mas o espanto é maior quando nos apercebemos que os dois vinhos de entrada de gama – o Beyra (b) 2011 e o Beyra Quartz (b) 2011 (que, dizem-me, vendem-se no Continente) – custam, respectivamente, 3€ e 5€ e são ambos muito interessantes. O Quartz, em particular, é de beber e chorar por mais.


É caso para concluir que beber um branco mineral português deixou de ser um luxo. Com os vinhos deste projecto BEYRA, passou mesmo a ser acessível. Por isso, trata-se obviamente de uma das melhores novidades deste ano.

terça-feira, junho 26, 2012

Novidade

António Saramago Reserva (t) 2009

Um dos melhores vinhos que já provámos de António Saramago é o 'AS 50', um tinto exclusivo maioritariamente feito com Castelão que tivemos a feliz oportunidade provar no almoço de comemoração dos 50 anos do referido enólogo/produtor.

Também de Castelão, mas menos exclusivo (e mais barato) é este António Saramago Reserva da colheita de 2009. Muito jovem ainda, intenso no nariz a frutas negras, revela uma boca com muita estrutura tânica, gulosa mas também aguerrida a pedir acompanhamento sério e capaz. Nesta gama de preço (pouco mais de 10 EUR) é difícil encontrar melhor, sobretudo para quem quiser - como convém e se recomenda - guardar umas garrafas para  outras provas daqui a uns anos.


Uma última palavra para referir que, não sendo, naturalmente, o único produtor e enólogo que trabalha com mestria a casta Castelão, a verdade é que António Saramago é dos que melhor conhece a casta, pelo menos no que respeita à região de Azeitão e Palmela. Para além disso, tem a imensa experiência que a bonita idade de 50 anos como enólogo proporciona. E ao beber-se este tinto, percebe-se tudo isso...


16,5++ 

terça-feira, outubro 11, 2011

Novidade

Bétula (b) 2010

Terceira colheita deste branco regional duriense, feito a partir de um lote de 50% Sauvignon Blanc e 50% Viognier. Melhor que a versão de estreia de 2008, mas não tão fresco que o 2009, mostra-se um branco seguro de perfil internacional. Ou seja, um branco de acidez controlada (por nós podia ser mais elevada), com fruta expressiva de pendor tropical, bom corpo - redondo e compacto - na percepção da prova de boca, e um final longo ligeiramente adocicado.

Em suma, um branco muito bem feito, equilibrado e sério, que agradará a muitos consumidores, e que se recomenda para acompanhar pratos de peixe, tanto no forno como grelhados com molhos.

16,5

sexta-feira, agosto 05, 2011

Novidade

Secret Spot Alentejo (t) 2008

Existiam já duas edições de Secret Spot, os topos de gama da empresa com o mesmo nome: um tinto no Douro (2004 e 2005, salvo erro) e um moscatel velho também do Douro (com, pelo menos, dois engarrafamentos). Esta é a primeira colheita no Alentejo. E que tinto! Não se conhece ao certo onde estão localizadas as vinhas, para além de se saber que é um vinho alentejano. Pela frescura que tem, apostamos nas regiões a norte de Estremoz. Pela complexidade que apresenta, apostamos em vinhas velhas, com várias castas misturadas.

A primeira nota olfactiva pode ser perturbadora, tanta é a diferença para com a maioria dos tintos alentejanos e a intensidade das notas a azeitona verde, caruma e vegetal seco. Ligeiríssima nota animal também presente. Muitos não gostarão desta primeira abordagem, intensa, máscula mas nada sobremadura - mas nós... bem, nós somos fãs! Com arejamento surge uma fruta negra (ameixa), decadente, muito profunda como que inalcançável, tudo num conjunto de grande mineralidade.

Prova de boca fresca, demolidora pela complexidade em alta, taninos firmes mas maduros, com torrefacção e deliciosas referências a café. Saboroso final de boca, portentoso e em crescendo que termina em suave amargo.

Um dos melhores lançamentos provados este ano. Parabéns à Secret Spot Wines e, em especial, ao Gonçalo Sousa Lopes e ao Rui Cunha.

17,5-18