domingo, outubro 09, 2005

Bolonhês - Monte dos Seis Reis (T) 2003

A garrafa fora comprada pouco dias antes do coelho. Este mereceu cuidada atenção (ai! como gostamos dele casado com um arroz solto), enquanto o vinho bastou decantar.
Após elogios rasgados ao projecto do “Monte dos Seis Reis” - na inevitável zona da moda do Alentejo (Estremoz, adivinhou!) - também nós compramos umas tantas garrafas. Algumas de syrah monocasta (eleito o melhor syrah de 2003 pela Revista de Vinhos), outras de “Bolonhês”, ambos tintos. Vamos então à prova deste último que, convém que se escreva desde já, acompanhou muito bem o magnífico coelho (obrigado D. Lurdes).
Tempo ainda para escrever que se tratava de vinho feito a partir das castas que melhor “servem” a região – aragonês, trincadeira, alicante bouschet e tinta caiada – com fermentação em cubas de inox e a maloláctica, e um estágio de 8 meses em barricas de carvalho francês e do caucaso, seguindo-se finalmente o estágio em garrafa.
Na cor – grenada e luminosa – e no nariz muita fruta madura (mas não doce, longe da compota) e madeira evidente. Corpo interessante (mas não se pode exigir longevidade, vejamos os próximos 5 anos) e taninos macios, algo escondidos. É pena as poucas referências a terra e a trufas (que tanto gostamos!), e a pouca evidência ao calor da planície (será a tentação do novo mundo?). Ainda assim um vinho muito bom, guloso, com um belo final e que deve ser bebido novo. A menos de € 8 numa Garrafeira.

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