sexta-feira, dezembro 09, 2011

de França

Chateau Smith Haut Lafite (t) 2002

Goza da fama de ser um dos melhores Bordéus da colheita de 2002, pelo menos em Graves e, efectivamente, está em muito boa forma este tinto. Menos elegante e fresco, é certo, do que se poderia esperar, está, todavia, irresistível no nariz com uma prova de fruto maduro excepcionalmente bem assimilada com as notas de fumo habituais da casa. Também na boca se apresenta muito exuberante, com pouca evolução, diríamos que um pouco mais sexy do que é habitual na região. Aliás, o Cabernet Sauvignon (50%) parece estar lá para a estrutura, pois, na boca, sente-se mais o Merlot (35%), com notas ligeiramente quentes, mas muito saboroso. Final também intenso, com fruta madura novamente, e a deixar algumas saudades.

Trata-se, pois, de um Bordéus de nova geração, reconvertido a uma certa modernidade sobretudo desde que, à cerca de 2 décadas, o Chateau mudou de proprietário. É o seu lado de maior volúpia que mais consegue agradar, inclusivamente ao R. Parker que não tem parado de lhe atribuir boas notas. Está muito bem para a colheita de 2002 e agradará certamente a todos os que (até em Bordéus) procuram bombas.


17

terça-feira, novembro 29, 2011

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Fiuza Premium (b) 2010


Uma fórmula de sucesso este Fiuza. Cada vez mais certeira, na relação entre acidez e corpo, temos aqui um branco que difilmente não agradará, mesmo aos enófilos exigentes. Alguma fruta, mas felizmente fresca e não excessiva, bom balanço mas não excessivamente encorpado nem untuoso. Bom final de boca, com alguma pattine. Tudo muito correcto nesta gama de preço. Um valor seguro, sobretudo junto da restauração.

16

quinta-feira, novembro 24, 2011

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Quinta do Crasto Touriga Nacional (t) 2001


Bem sei por estes tempos fica bem ser algo crítico em relação aos monocastas de Touriga Nacional. Mas não resisto, neste caso, a um elogio.


De uma das nossas melhores regiões, de uma das nossas melhores colheitas das últimas décadas, de um dos nossos melhores produtores, e, claro, de uma das nossas melhores castas... bom, de tudo isto, o vinho só podia ser (e estar) fantástico. E, 10 anos depois, está, efectivamente, num grande momento de forma. Um tinto muito jovem, quase impenetrável ainda na cor, fruta belíssima, e a notável presença acetinada na prova de boca tão típica desta casa.


Belíssimo! Assim, sim, vale a pena ter monocastas.


17,5

segunda-feira, novembro 21, 2011

Do antigamente

Grão Vasco Garrafeira (t) 1994

Quem se lembra dele? Nós sim, e dele gostamos, claro! Produzido com uvas da Quinta dos Carvalhais (mas sem essa indicação expressa), e com o rigor conhecido do produtor (que teima em ter sempre bons vinhos de guarda), temos aqui um tinto que merece muito respeito. Cor encarnada no copo - belíssima para idade -, nariz subtil, elegante, sem domínio de castas e muito menos da madeira. A prova de boca é aveludada - como os bons Dão devem ser -, esguia e muito saborosa.

Está ainda em forma, pelo que se aguentará mais meia década mas não ganhará mais com o estágio. Beba-se por ora (mas sem muitas pressas) e dará muito prazer. Um belo Dão!

quinta-feira, novembro 17, 2011

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Quinta das Bageiras Reserva (esp.) 2001

É bem bruto este espumante natural e isso agrada-nos. Apesar de Portugal ter que percorrer (ainda) algum caminho neste tipo de vinhos (a nossa média anda longe da de Franciacorta e de Champagne), dúvidas não existem que temos alguns bons espumantes. A Quinta das Bageiras é uma das casas que teima em manter uma produção constante de espumantes nas várias gamas, sempre com qualidade e preços sensatos (coisa cada vez mais rara nos espumantes nacionais). Os vinhos de entradas são simpáticos e gastronómicos, os velha reserva são vinhos sérios e do melhor que se faz por cá.

Este espumante sem dosagem, da colheita de 2001, mostrou-se cheio de vigor e seco como é típico do produtor, bolha persistente (não necessariamente fina), e cheio de aromas e sabor. Um bom espumante para todas as ocasiões, mas, claro está, melhor se acompanhar umas lagostinhas.

16,5

segunda-feira, novembro 14, 2011

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Quinta do Ameal (b) 2008


São sempre vibrantes, frescos e estaladiços os vinhos Quinta do Ameal. Os da gama Escolha são mais ainda: são envolventes, complexos e com longevidade quase sempre garantida (por vezes imitando alguma oxidação). A colheita de 2008 sugere-se excepcional (como noutros verdes, por sinal) e está mais mineral e refrescante que nunca. Uma das melhores expressões da casta Loureiro!


Um vinho fino (não confundir com Porto), belíssimo na elegância, a provar nos próximos 5 anos com uma salada de vieiras ou, daqui a 10, com uma salada de queijo cabra não excessivamente forte.


17++

sexta-feira, novembro 11, 2011

Do antigamente

Ferreirinha Reserva (t) 1994


Continua jovem, muito jovem este tinto com treze anos. Tanta é a força da juventude que o seu final (ao contrário do que é habitual na casa) é algo seco e precipitado, apesar de saboroso. De resto, tudo a um nível muito alto: fruta - encarnada - ainda plena, integração total da barrica, muito prazer na boca, potente e sedutora, alguns taninos presentes ainda. Só o final podia ser melhor. Mais uma prova (são precisas mais?) da longevidade destes tintos da Ferreira (os das décadas de 80 e 90 estão quase todos bons).

De nós para nós, filosofando um pouco, preferimos (dir-se-ia, naturalmente) os Vintages de 1994 aos de 1995, assim como preferimos (talvez de forma menos evidente) os tintos de mesa do Douro de 1995 aos de 1994. O que fazer?

quarta-feira, novembro 02, 2011

De Itália


Topo de gama da casa familiar 'Moris Farm' este é um dos melhores morellino scansano que provámos, uma das castas em erupção na Itália (no fundo, trata-se de um clone de Sangiovese adaptado ao clima mais quente de Meremma, no sul da Toscana).

Apresenta camadas de fruta madura, uma definição de total precisão no fruto (muito bonito, diga-se), meia concentração, corpo de cetim a lembrar alguns australianos de topo, e bastante elegância no final. Não é o nosso tinto favorito da Toscana - longe disso (nós que preferimos os Chianti Clássico Riserva) -, mas é um tinto muito bem composto e que impressiona os sentidos. Irá melhorar nos próximos 5 anos, mas não parece tratar-se de um vinho de guarda. O preço não exagerado, a menos de €30 (se adquirido em Itália), é uma vantagem para quem quer conhecer um tinto da sub-região conhecida por ser a Califórnia da Itália.

17

segunda-feira, outubro 31, 2011

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Batuta (t) 2003

O ano foi de muito calor, e alguns vinhos têm indesejáveis notas de passa. Este não. Este Batuta, de uma vinha muito velha, está muito floral, e ainda com fruta negra também. A madeira, de luxo diga-se, está integrada, e até o final se apresenta elegante. Só a acidez não muito alta, e alguns taninos doces, tirarão alguns anos de vida, mas, em qualquer caso, eu guardaria umas garrafas por mais meia década a ver o que de lá sairá. Não é o melhor Batuta, é certo, mas mantém-se um belo tinto do Douro.

17,5

PS: provámos este fim-de-semana no EVS o Batuta (t) 2001 (na prova - verdadeiramente - especial liderada por Luís Lopes com os topos de gama de 2001) e recomenda-se muito. Esse sim, durará mais alguns bons anos em garrafa.

quarta-feira, outubro 26, 2011

Prova especial


Alambre (m) 20 anos

É especial a prova pois o vinho está especialmente bom. Neste caso tínhamos ainda uma garrafa de 0.375l. de capacidade (ideal para uma sobremesa a dois), de um engarrafamento de meados dos anos '90 do século passado. Cor âmbar típica, mas com muitos laivos esverdeados a lembrar que a idade média dos lotes deste moscatel está muito acima das duas dezenas de anos (20 anos é o vinho mais novo no lote, de acordo com a legislação aplicável aos moscatéis, ao contrário do que acontece nos Portos). Aromas citrinos fortes (licor de laranja), já um ligeiro vinagrinho, tofa, uma boca de veludo e um final muitíssimo longo.

Foi provado ao longo de 3 dias e, ao contrário do que muitas vezes acontece, melhorou muito na última prova (porventura pois ter estado muitos anos fechado em vidro depois do engarrafamento).

17,5

terça-feira, outubro 11, 2011

Novidade

Bétula (b) 2010

Terceira colheita deste branco regional duriense, feito a partir de um lote de 50% Sauvignon Blanc e 50% Viognier. Melhor que a versão de estreia de 2008, mas não tão fresco que o 2009, mostra-se um branco seguro de perfil internacional. Ou seja, um branco de acidez controlada (por nós podia ser mais elevada), com fruta expressiva de pendor tropical, bom corpo - redondo e compacto - na percepção da prova de boca, e um final longo ligeiramente adocicado.

Em suma, um branco muito bem feito, equilibrado e sério, que agradará a muitos consumidores, e que se recomenda para acompanhar pratos de peixe, tanto no forno como grelhados com molhos.

16,5

quinta-feira, outubro 06, 2011

Prova

Nossa (b) 2007

Muito bom este branco de Filipa Pato. Está mesmo, a nosso ver, no seu melhor momento de prova (mas poderá melhorar ainda). Ligeira oxidação, muito mineral, corpo exuberante e acidez em alta. Boca muito saborosa, potente, final elegante e super gastronómico. Gostámos muito.

17+

domingo, outubro 02, 2011

Provas

Campolargo pinot (t) 2008

Cor ligeira e corpo esguio típicos da casta, destoando-se apenas os 15º de álcool que, contudo, não se notam (o que o torna "perigoso"). Nariz muito bem desenhado, bonito, cambiantes de framboesas e groselhas, todo e tudo sem excessos, com a excepção da madeira que teima em aparecer. Na boca, acidez viva e boa frescura, mas repete-se o amargo com os taninos da madeira muito presentes a contribuir para uma secura artificial que não era necessária.

Mantém-se como um tinto gastronómico (apesar do álcool excessivo), generoso e cativante, e que nesta versão de 2008 deverá ficar guardado na garrafeira mais um par de anos para ver se a madeira se integra melhor.  Acresce que, algumas provas anteriores deste tinto com vários anos em garrafa mostraram-se convincentes.

16+ 

domingo, setembro 25, 2011

Do antigamente

JMF Garrafeira RA (t) 1985


Quando saiu para o mercado vinha com pergaminhos e estatuto de topo de gama. Afirmava-se caro, e feito para durar muitos anos em garrafa. Procurava reconhecimento numa altura em que os vinhos que evoluíam em garrafa vinham de outras paragens, quase sempre mais a norte.


E a verdade é que, passados uns incríveis 26 anos, uma coisa é certa: o vinho está num óptimo momento de forma. No copo, a cor denota ligeira concentração, encarnado claro, longe de tons tijolados. Nariz muito complexo, com muita fruta ainda (framboesas, ameixa pouco madura), e muitas notas de especiaria e de bazar marroquino. Algum toque de lavanda a tornar o conjunto verdadeiramente apaixonante. Na boca está fresco, com acidez majestosa, e muito saboroso. O final segue em boa forma mas podia ser mais longo. Mais fantástico só carácter aveludado do vinho, redondo e pouco seco.


Mais uma prova que alguns tintos de Setúbal também podem durar décadas (lembro-me de, no ano passado, o João Afonso e o Arlindo Santos terem apresentado a colheita RA de 1992 em prova especial no EVS). Este RA, com mais de duas décadas e meia, consegue combina muito bem um estilo generoso na fruta com uma evolução perfeita a nível dos aromas terciários. Lembra alguns dos melhores tintos Australianos build to last.
Belíssimo!

quarta-feira, setembro 14, 2011

Do antigamente (ou nem tanto)

Dom Rafael (t) 2001

Bem sabemos que dez anos em garrafa não faz de um vinho um "vinho do antigamente" (quantos anos são precisos para fazer de um vinho um vinho velho?). Mas a verdade é que poucos acreditariam que, passada uma década, este Dom Rafael 2001 estivesse tão interessante. Mais, se as nossas prova dele enquanto jovem nunca nos fizeram recordar que se tratavam de uvas do Mouchão, passados tantos anos o local de nascimento está mais presente, aspecto muito positivo obviamente.

Está num bom momento de consumo, com alguma evolução naturalmente. Aguentará mais 2 anos, estamos certos, mas não se ganhará muito com tal opção. Fruta ligeira e uma rusticidade brava descrevem, em duas notas, este simpático vinho tinto. Muito agradável a acompanhar uma carne grelhada.

quarta-feira, setembro 07, 2011

Do antigamente

CRF Reserva (t) 1990

Feito maioritariamente (mas não em exclusivo) a partir de Baga, este Bairrada de outros tempos apresenta-se menos cativante que este e ligeiramente mais cansado que aquele outro. Está, todavia, ainda assim com ganas de continuar a dar prazer a quem o bebe, desde que o consumidor seja, naturalmente, um apreciador de vinhos desta estirpe bairradia.

Delicado, directo (não muito complexo, na verdade), marca presença na prova de nariz com notas de fruta encarnada viva que (ainda) convivem saudavelmente com pormenores oxidativos que não perturbam a prova. A boca está um pouco menos interessante, sentindo-se o peso dos anos. Mas mantém-se fresca a prova, e termina com um final de boca positivo, delgado mas com sabor.

(Foi) Provado a solo. Depois, bebido a acompanhar uma cabidela, deu mostras do seu valor gastronómico (como seria, aliás, de esperar) sem nunca saturar o paladar nem fazer adormecer os sentidos. Em suma, vale a pena provar este CRF, e vale ainda mais bebê-lo!

quarta-feira, agosto 31, 2011

Do antigamente

Vald Arcos Garrafeira (t) 1989

Ocasião para voltar a provar – e regressar a escrever - sobre vinhos menos recentes, com predomínio daqueles provenientes da Bairrada, esta que é uma das regiões do país capaz de produzir vinhos verdadeiramente duradouros e sólidos.

Esta garrafeira das 'Caves Vald Arcos' continua em forma (poderá ser bebido sem pressas nos próximos anos) e pouco mais lhe pode ser pedido. Apesar da passagem dos anos (quase 22...), mantém-se fiel ao estilo duro que a marca cultivou, revelando todavia boa e fresca fruta da Baga, sobretudo na prova olfactiva.

Na boca, a fruta está menos presente, revela boa complexidade e taninos finos. Porém, uma grande secura no final de boca (que não dos taninos) não permite que se atribua o adjectivo de elegante e, muito menos, merece que se diga ser sedoso. Em todo o caso, está muito interessante e, claro está, gastronómico.

Mais uma prova da vitalidade dos Bairradas clássicos, sendo este um daqueles que mais segue um estilo seco e rústico cada vez menos comum na região.

quarta-feira, agosto 17, 2011

de França

Egly-Ouriet Grand Cru Vieillissement Prolongé
Egly-Ouriet Premier Cru "Les vignes de Vrigly"

Tenho deliciado-me com os champagnes Egly-Ouriet faz tempo, mas sempre fora do nosso querido país, e por regra em restaurantes caros com garrafeira selecta. Em Portugal nunca os encontrei. E, contudo, são dos meus preferidos, por serem complexos e potentes; mais aptos a acompanhar um menu completo do que aperitivos; mais aptos para a mesa do que para o namoro... E, pois claro, são mais baratos que os Krug.

A boa notícia é que estão, finalmente, disponíveis em Portugal em algumas garrafeiras (dizem-me que mais para o norte do que para o sul do país). Estes dois champagnes foram provados lado a lado, com o Grand Cru extra-bruto, cheio de acidez e ainda assim elegantíssimo, a ganhar um ligeiro avanço, sobretudo pela nossa preferência pelos "pas-dosage" (17,5+). E isto porque o "Les vignes de Vrigly" brut é muitíssimo interessante, complexo e intenso, um lote exclusivo de Pinot Meunier (17,5) de uma vinha recentemente adquirida pelo produtor que não sendo Grand Cru tem tudo para o ser. Não deixa de ser curioso ser um vinho de uma só vinha (o que não é muito comum na região) e logo da casta que geralmente fica na sombra da Chardonnay e do Pinot Noir.

Sita num dos melhores terroirs para Champagnes - Ambonnay - os segredos do sucesso são uma agressiva monda em verde no Verão (o que leva a uma limitadíssima produção), o prolongado tempo de estágio, e o carácter seco dos vinhos (todos muito "brutos"). São, como se diz por aí, "a nossa praia" em termos de perfil!

Também há um tinto de Pinot Noir, relativamente raro e não barato, que é dos melhores da região (com a denominação "Coteaux Champenois" que, não sendo muito conhecida, pode original óptimos vinhos, sobretudo nos anos mais quentes) a lembrar alguns Borgonha, mas que não será (julgo) importado.

segunda-feira, agosto 08, 2011

Provas

Contraste (t) 2007

Muito interessante este vinho da colheita de 2007. Nas antípodas de muitos tintos modernos do Douro, este está mais fresco, com fruta encarnada e um ligeiro toque "animal" a dar piada. O ano - não muito quente - ajudou, é certo, mas percebe-se que existe por aqui um registo próprio, um estilo que se pretende. Nós gostamos.

Na prova de boca, mantém o mesmo registo, muito gastronómico, acidez vincada, fruta mais do que suficiente mas sempre numa toada fresca e cativante. Um daqueles vinhos que se bebe com prazer de beber e não apenas de provar. Talvez ainda melhore mais com uns aninhos, e com mais complexidade estamos certos que seria um vinhão.

16,5

sexta-feira, agosto 05, 2011

Novidade

Secret Spot Alentejo (t) 2008

Existiam já duas edições de Secret Spot, os topos de gama da empresa com o mesmo nome: um tinto no Douro (2004 e 2005, salvo erro) e um moscatel velho também do Douro (com, pelo menos, dois engarrafamentos). Esta é a primeira colheita no Alentejo. E que tinto! Não se conhece ao certo onde estão localizadas as vinhas, para além de se saber que é um vinho alentejano. Pela frescura que tem, apostamos nas regiões a norte de Estremoz. Pela complexidade que apresenta, apostamos em vinhas velhas, com várias castas misturadas.

A primeira nota olfactiva pode ser perturbadora, tanta é a diferença para com a maioria dos tintos alentejanos e a intensidade das notas a azeitona verde, caruma e vegetal seco. Ligeiríssima nota animal também presente. Muitos não gostarão desta primeira abordagem, intensa, máscula mas nada sobremadura - mas nós... bem, nós somos fãs! Com arejamento surge uma fruta negra (ameixa), decadente, muito profunda como que inalcançável, tudo num conjunto de grande mineralidade.

Prova de boca fresca, demolidora pela complexidade em alta, taninos firmes mas maduros, com torrefacção e deliciosas referências a café. Saboroso final de boca, portentoso e em crescendo que termina em suave amargo.

Um dos melhores lançamentos provados este ano. Parabéns à Secret Spot Wines e, em especial, ao Gonçalo Sousa Lopes e ao Rui Cunha.

17,5-18