segunda-feira, junho 21, 2010
Novidades
sábado, junho 19, 2010
de Espanha
quinta-feira, junho 17, 2010
Prova especial
A prova de boca é sedosa e envolvente, com uma doçura cristalina que não aborrece (tão diferente de tantos) e um final de boca médio/longo. Ao contrário de outros anos, a "botrytis" não está muito evidente, mas o vinho consegue manter-se gracioso mesmo na quase ausência de tal vital característica, muito devido, a nosso ver, à evolução que já leva em garrafa.
terça-feira, junho 15, 2010
domingo, junho 13, 2010
Provas especiais

Remendamos todos os brancos de 2009 da Quinta dos Roques, conhecido produtor do Dão que melhora o nível dos seus brancos cada ano que passa. O nosso destaque deste ano segue para o "Quinta dos Maias (B) Malvasia 2009", a Malvasia mais mineral que já provámos e, como vem sendo habitual, para o já clássico "Quinta dos Roques (B) Encruzado 2009", complexo como sempre e que irá envelhecer graciosamente (actualmente o 2007 está perfeito e tem ainda muito para andar na cave).
Recomendamos, de igual forma, os brancos de 2009 da Quinta do Ameal, vinhos da casta Loureiro deliciosamente gastronómicos, tanto nas versões "unoaked" como nas com madeira. Também se sugere prova atenta ao "Ameal Special Harvest 2007", mais um branco doce (curioso no perfil, por ser diferente do habitual, e com bela acidez) para enriquecer a cada vez maior oferta nacional neste tipo de vinho.
Sugerimos, igualmente, os tintos da Casa de Cello - com destaque para o "Quinta da Vegia Reserva (T) 2007" -, néctares do Dão elegantes, e generosos tanto na fruta e como na componente floral, agora com nova imagem na garrafa. Também se recomendam os brancos deste produtor, feitos na região de Amarante, caso do "Quinta de Sanjoane Escolha (B) 2004" (um branco em óptima evolução) e, num perfil diferente, o "Quinta de Sanjoane Superior (B) 2007".
Do produtor duriense Alves de Sousa, não hesite em caso algum adquirir (se conseguir pois não são acessíveis...) umas garrafas do "Abandonado (T) 2007", um vinho fantástico, a melhor edição de sempre desta vinha extraordinária, e não perca também, mas agora apenas para os fãs incondicionais de tintos com Touriga Nacional em evidência, o potentíssimo e garboso "Quinta da Gaivosa Vinha do Lordelo (T) 2007", uma autêntica bomba se provado nesta fase.
Finalmente, do bairradio Luís Pato, destacamos dois tintos, o "Quinta do Ribeirinho Pé Franco (T) 2008" e o "Vinha Pan (T) 2008" - dois vinhões na enorme complexidade que já exibem -, bem como as novidades "moleculares", dois abafados da colheita de 2009, um tinto e outro rosé, em especial este último, bastante bem balanceado entre doçura e acidez, duas curiosidades muito interessantes tanto mais que se revelam muito versáteis à mesa.
segunda-feira, junho 07, 2010
Provas
2 Castas (B) 2009Próximas provas: Alento (T) 2008; Labrador Qta Noval (T) 2007; Altas Quintas Mensagem de Trincadeira (T) 2007; Cistus Reserva (B) 2009; Grandes Quintas Reserva (T) 2007
domingo, maio 30, 2010
Provas especiais

"Portfolio" de vinhos únicos
segunda-feira, maio 24, 2010
Provas
Dom Cosme Reserva (T) 2006Dos vários vinhos da meritória "Fundação Abreu Callado" (v. foto para os três de categoria superior), produtor com vinhas plantadas no Alto Alentejo, mais propriamente em Benavila (Avis), foi o tinto topo de gama "Dom Cosme Reserva", da colheita de 2006, que mais nos impressionou.
terça-feira, maio 18, 2010
Provas
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Temos aqui um branco duriense que, tudo ponderado, vive de uma "tensão dialéctica" entre duas castas francesas de grande personalidade, sem que, contudo, o resultado dessa dialéctica seja, a nosso ver, uma grande mais-valia para o nosso país vinícola. Referimo-nos à tensão que se verifica entre o fruto maduro e de caroço típico do Viognier (sobretudo na prova de boca) e a maior exuberância tropical do Sauvignon Blanc (na prova de nariz).
quarta-feira, maio 12, 2010
Provas especiais

segunda-feira, maio 10, 2010
Novidade
Fiuza (R) 200915
sexta-feira, maio 07, 2010
Provas
Viseu de Carvalho Grande Escolha (T) 2006quarta-feira, maio 05, 2010
Provas
Esporão Bruto (Esp.) 2007segunda-feira, maio 03, 2010
Provas
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quinta-feira, abril 22, 2010
Provas especiais
Prova e almoço com vinhos de Colares

Foi há dois dias que o Palácio de Seteais (segundo uma das lendas, são sete os ecos que se escutam ao gritar "ais" num dos românticos varandins do palácio) se vestiu de acrescida gala para o denominado "I Almoço de Colares", iniciativa conjunta de alguns dos mais emblemáticos produtores de vinho da região e dos Hoteis Tivoli, com coordenação do enólogo e crítico Aníbal Coutinho (iniciativa, vinhos e wine-paring) e do chef Luís Baena (refeição e wine-paring).
Dos vinhos provados, alguns dos quais raridades e velharias (sempre no bom sentido quando se fala de um vinho, como o de Colares, que tende a envelhecer com nobreza), os mais marcantes para nós foram o Colares Chitas (B) 2006 - ainda jovem e muito cítrico, com anos pela frente, e marcado por uma acidez vibrante (16) -, bebendo agora estará perfeito a acompanhar peixes grelhados ou marisco; depois, o vinho da tarde, o Viúva Gomes Reserva (T) 1969 - com o nariz a revelar bonitas notas voláteis (com realce para verniz) e ainda um pouco de fruta, e uma extraordinária prova de boca (apesar dos seus meros 11º vol.), aveludada mas mantendo frescura até um final arrasador (17,5) -, o qual casou muito bem com a "Garoupa corada com batata grelhada e molho de mostarda de Moeux"; e ainda o Adega Regional (T) 1992, um pouco abaixo de forma comparado com o Viúva Gomes 1969 mas ainda assim bastante complexo e muito agradável com notas de fruta encarnada e ligeiro toque animal sem desagradar (16,5).
Antes do almoço, tempo para a prova cuidada de novos lançamentos de vinhos de Colares. A preferência voltou-se para dois brancos de 2008, o Adega Regional Arenae Malvazia (B) 2008, subtil e elegante, mantendo uma acidez vincada do início ao fim da prova (16-16,5) e o Fundação Oriente (B) 2008, moderno no estilo, com uma curiosa simbiose entre madeira do estágio e acidez pungente (15,5-16). Os tintos? Como comprovaram os velhinhos provados ao almoço, esses precisam de tempo...
segunda-feira, abril 19, 2010
Provas
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De volta às provas. De volta aos tintos.
Quem percorre o trajecto entre a Régua e o Pinhão, pela margem direita do rio Douro, conhece bem a adega do projecto Apegadas sita em Canelas, a poucos quilómetros da Quinta do Vallado, na denominada "Quinta Velha", bem defronte da barragem de Bagaúste. Em pouco tempo afirmou-se como um produtor revelação, sempre apresentando tintos modernos, sem sobre-maturacão (a proximidade com o Baixo Corgo favorece), e bem desenhados enologicamente. O ano de 2007 trouxe algumas novidades, um Colheita ligeiramente abaixo do esperado e um Grande Reserva em excelente nível! A saber:
15,5
Apegadas Qta Velha Grande Reserva (T) 2007
17-17,5
quinta-feira, abril 15, 2010
Ainda há provas assim:

terça-feira, abril 13, 2010
Para beber ou guardar
segunda-feira, abril 05, 2010
Pesquera Reserva (T) 1990

Apenas a rolha mostrou alguma complicação. De resto, laivos de fruta encarnada embalada em notas de fumo de cachimbo e de madeira (que agora nos parece) usada e avinhada. Ligeiro animal e subtil nota limonada. Uma delícia a beber já, sem necessidade de maior evolução.
Robustus (T) 1990

terça-feira, março 30, 2010
100 Pontos WS

Ainda não tinha o rótulo oficial (v. foto), e já nós tínhamos avisado (v. aqui) que era o nosso preferido! Parabéns ao Grupo Symington que já merecia. Desta é que foi...
domingo, março 28, 2010
"Alentejo report": parte 2
Solar dos Lobos Grande Escolha (T) 2007: Marca e projecto recentes, e enologia de Susana Esteban. Lote de Alicante, Syrah, Touriga Nacional e Cabernet Sauvignon. Muito intenso nos aromas a frutos negros, compota de qualidade, envolvente e sensual. Confirma a sua grande qualidade na boca, que se revela cheia e potente até final. 17-17,5
Herdade da Calada Block n.º 3 (T) 2006: Vem de Évora este tinto fresco e muito directo no nariz, com fruta conjugada com notas mentoladas. Boca fina e elegante, notas de pimenta branca. Falta-lhe talvez um pouco de mais complexidade, mas revela-se muito gastronómico e com pattine durante toda a prova. 16,5-17
Monte do Limpo Alicante Bouschet (T) 2007: Amostra de casco, está um típico varietal da casta francesa que melhor se adapta ao calor do Alentejo: muito vegetal e com enorme frescura. Grande concentração na boca mas com final súbito. Por ora, é cedo para saber se este estilo algo brutal é o pretendido pelo produtor e acertado para o mercado. Por nós, achamo-lo demasiado rude, mas poderá evoluir bem. 15,5-16+
Herdade de São Miguel Reserva (T) 2006: Mantém o estilo vigoroso das colheitas anteriores, bem conjugado com um perfil ora químico ora ligeiramente rústico. Muita fruta madura e madeira de qualidade são, por ora, as principais notas. Muito bem na boca, com taninos saborosos e final em crescendo. Um fórmula muito certeira o que explica o sucesso da marca. 17
Inevitável (T) 2005: Da casa Santa Vitória chega-nos este lote de Touriga Nacional e Syrah. O nariz está muito directo e, curiosamente, já equilibrado com fruta doce (mas não enjoativa) e notas violáceas não excessivas. Na prova de boca volta a revelar fruta de qualidade, mas falta-lhe alguma complexidade e garra. É bom e só não cativa mais pela sua excessiva linearidade. A cerca de €20. 16,5
Casa de Santa Vitória Reserva (T) 2007: Lote de Touriga Nacional (50%), Cabernet Sauvignon e 20% de Syrah. Muito bem no nariz, com fruta madura e madeira muito bem integrada, um estilo moderno, ligeiro floral, mas com frescura surpreendente para um reserva do Baixo Alentejo. A boca confirma a boa prova do nariz, polida, com complexidade, nervo (certamente do Cabernet), especiarias exóticas e um bom final. Uma boa surpresa. Pode evoluir bem durante os próximos 5 anos. 17+
Marquês de Borba Reserva (T) 2007: Mais uma vez esta uma marca de referência do Alentejo (Estremoz) oferece-nos um tinto belíssimo. Cheio de força e intenso no nariz – com fruta negra e algum vegetal seco, notas terrosas –, e uma prova de boca que indicia anos de vida com fruta latente e especiarias da madeira, tudo num estilo seco. Merece ser esquecido durante uns anos na garrafeira pois irá evoluir muito bem na próxima década. Abaixo dos €30. 17,5++
***
domingo, março 21, 2010
"Alentejo report": parte 1
Dona Maria (B) 2008: Aromas frescos de índole vegetal, fruta ácida na boca, final precipitado e demasiado rústico. Bom, mas algo complicado. Preço cordato abaixo dos €6. 15,5
Amantis (B) 2007: No nariz, revela notas curiosas a jasmim, azeitona preta e gengibre. Boca redonda, sentindo-se a madeira, untuoso e de final garboso. Interessante. 16
.Com (B) 2008: Fresco e muito directo no nariz, faltando complexidade. Ligeiro, directo e bastante agradável. Um branco de Verão. 15,5
Monte dos Cabaços Colh. Seleccionada (B) 2008: Tem uma ligeira complexidade olfáctica que faz esquecer uma prova de boca linear e sem garra. Simples e descomplexado. 15
Herdade dos Grous (B) 2009: Acabado de sair para o mercado, limpo no nariz, directo nas referências a ananás e banana. Para beber novo pois é agora que dá prazer. Abaixo de €8. 15,5
Herdade dos Grous Reserva (B) 2008: Notas de madeira a sobressaírem no nariz (espuma de café, aduelas), e fruta ainda algo escondida. Boca com volume, saborosa até ao final, poderá evoluir bem nos próximos 3 anos. Revela bom nível geral. A cerca de €20. 16,5.
Comenda Grande (B) 2008: Lote de Antão Vaz, Arinto e Verdelho, está muito fresco, com boa acidez, um vinho aparentemente simples mas muito bem feito. Bom preço abaixo dos €7. 16
Monte Vilar Reserva (B) 2008: Nova marca do produtor "Casa Santa Vitória". Sente-se o diálogo entre a casta Arinto e a barrica, revela estilo moderno, bem trabalhado na vinha e na adega. Com garra. Mais seis meses em garrafa só lhe fará bem. 16,5
Casa de Santa Vitória Reserva (B) 2007: Notas tostadas da barrica no ataque inicial, evolui muito bem durante a prova. Pendor vegetal, notas de folha de chá e ligeira torrefacção. Boca potente, mas fresca, expressiva e saborosa com ligeira evolução. Muito interessante. A acompanhar em futuras edições. Bom preço, abaixo dos €12. 16,5
Esporão Verdelho (B) 2008: Naturalmente vegetal nos primeiros aromas, é um branco de atracção imediata (para quem se identifica com a casta), apesar da sua subtileza na prova de nariz e da pureza na prova de boca. Bom preço, abaixo dos €9. 16,5
Vila Santa (B) 2008: Muito expressivo e cheio de intensidade aromática com o Antão Vaz a comandar as hostes. Alguma acidez do Verdelho ajuda a compor a frescura e fruta do Arinto, ligeiro toque da madeira, temos aqui um lote muito bem pensado. Moderno no estilo, de grande atracção. Preço cordato, abaixo dos €10. 16
Antão Vaz da Peceguina (B) 2008: Pouco intenso na prova olfactiva de início, depois revela ligeiro floral e fruta branca (alperce maduro). Na boca melhora, está seco com ligeiro mineral. Tudo bem feito, mas pouco original. Para os fanáticos da casta. 16
Malhadinha (B) 2008: Lote de Chardonnay e Arinto, por ora é a casta francesa a dominar e, por isso, sobressaem as notas amanteigadas. Todavia, revela mais acidez que em anos anteriores, melhora no perfil com uma boca fresca e um final refrescante limonado. Voltar a provar daqui a um ano pois acreditamos que irá melhorar. Um passo à frente em relação às edições anteriores. 16,5+
Esporão Private Selection (B) 2008: Algo fechado, mas são já evidentes as notas da barrica mas, surpreendentemente, a fruta (branca e madura) não está escondida, bem pelo contrário. Boca cheia, quase que se mastiga, ampla mas - felizmente - com pouco peso residual. Belo final de boca, de comprimento assinalável. Vai melhorar em garrafa nos próximos três anos . 17+
Tapada de Coelheiros (B) 2008: Lote de Roupeiro, Chardonnay e um pouco de Arinto, revela-se fresco, leve e divertido, com ligeira tosta no nariz. Está vibrante na boca, mas falta final e um pouco mais de complexidade. Gastronómico. 15,5
Tapada de Coelheiros Chardonnay (B) 2008: Um branco muito sério, com as notas amanteigadas da casta francesa em evidência mas sem cansar. Boca poderosa, apesar de linear, e um final saboroso muito conseguido dado o significativo comprimento. Mais uma boa edição de um dos melhores chardonnays alentejanos. Preço cordato abaixo dos €15. 16,5+
***
terça-feira, março 16, 2010
Surpresa
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Uma surpresa efectivamente... mas não por duvidar do qualidade do "projecto pessoal" de Pedro Carvalho (e referimo-nos a projecto pessoal por contraposição ao projecto familiar da conhecida Casa de Santa Eufémia). Uma surpresa, isso sim, pela casta escolhida para este tinto estreme, nem mais nem menos que a cada vez menos privilegiada Tinta Roriz. E uma surpresa também pelo registo: fino e elegante (que nos lembrou, por vezes, um Pinot Noir menos complexo), bem longe do perfil concentrado do Compota (T) 2005, produzido também no Douro mas a partir da mediática Touriga Nacional.
No copo, a cor, como deixámos antever, revela concentração mediana, com transparência bastante assinalável. A prova de nariz é muito agradável, contribuindo para isso as matizes de fruta silvestre encarnada fresca, notas tostadas sem excesso, e um toque mineral persistente, tudo num conjunto directo, bonito e (parece-nos) bem trabalhado na vinha onde é preciso ter cuidado com a casta que amadurece cedo.
Na boca, mantém o registo refrescante, de tinto fino e com bom recorte, com fruta saborosa apesar do final de boca algo curto. A madeira quase não se sente (poucos meses de barrica, certamente) deixando a fruta encarnada dominar o palco e a prova - e ainda bem! Precisa somente de maior complexidade, e quem sabe se de um par de anos em garrafa, para voos mais altos.
No mercado, devem contar-se pelos dedos das mãos os monocastas de Tinta Roriz/Aragonês, independentemente da região do país, numa tendência que se tem intensificado nos últimos anos. Neste tinto estreme, encontramos um duriense personalizado, apostado na elegância sóbria. A acidez capaz, e a frescura vincada, colocam-no como um bom companheiro à mesa, jogando na maridagem com saladas, carnes simples, e mesmo peixes assados. A menos de €14, é então uma surpresa que merece ser provada.
16,5
domingo, março 14, 2010
Mais um (do mesmo) devaneio

quinta-feira, março 11, 2010
Devaneio

terça-feira, março 09, 2010
Provas

Quinta dos Avidagos Grande Reserva (T) 2007
Novo vinho, novo topo de gama deste produtor duriense. No copo, está praticamente opaco na cor a denotar de imediato muita concentração e alguma juventude.
Na prova de nariz, topa-se a Touriga Nacional muito madura, com matizes florais de braços entrelaçados com referências gulosas a compota e geleia de fruto preto. A madeira não se impõe e o registo é cativante sobretudo pela intensidade e exuberância aromática desde o primeiro impacto, muito próximas do que esperaria de um LBV.
Na prova de boca começa áspero com as notas da barrica mais evidentes do que no nariz; depois taninos vincados mas doces, e mantém o carácter sedutor num final saboroso (tudo aponta) ainda em crescimento.
segunda-feira, março 01, 2010
Provas
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No copo, revela cor amarela carregada mas não escura. No nariz, começa por insinuar-se com anis e laivos de amêndoa seca. Um pouco depois, também com um interessante carácter floral (pétalas) e alguma pipoca da madeira onde estagiou.
Na boca entra maciço, com carga e potência, mas menos expressivo na fruta do que em edições anteriores: onde antes passeava fruta madura (nem sempre consensual mas apelativa), agora vagueiam notas tostadas e minerais que ajudam a construir uma arquitectura de vinho mais séria. A acidez está correcta (bem melhor que em edições anteriores), o final é expressivo, mas o conjunto não consegue surpreender – apesar da qualidade, parece algo preso, pelo que beneficiará de alguns meses mais em garrafa.
quinta-feira, fevereiro 25, 2010
Provas

Regressados da região de Mendoza (Argentina), e dos vales semi-desérticos que a compõem, plantados massivamente de Malbec, é tempo para tentar voltar a colocar em ordem as provas periódicas de novos lançamentos.
Com este Negreiros da safra de 2007, temos mais um tinto moderno de terras nortenhas. Intenso, ainda que algo linear, na prova de nariz, revela fruta negra - como é típico do Douro Superior de onde provém - mas latente, como que pronta a explodir assim a tosta da madeira o permita com o estágio em garrafa.
A prova de boca, por seu turno, está redonda, centrada com eficácia essencialmente no binómio fruta e cacau, com mediana acidez e taninos domados e saborosos. "Madeira à vista" (quase apostamos em carvalho francês), falta, todavia, maior complexidade na boca e um final de prova mais prolongado e vincado.
Está tudo a dizer-nos que temos aqui um bom tinto para consumo generalizado, um vinho prazenteiro para várias ocasiões, mas também com algum comportamento sério que lhe confere versatilidade à mesa. Com enologia de João Brito e Cunha, à venda por menos de €10, o que, não sendo barato, não escandalizará ninguém face à qualidade apresentada.
16
quinta-feira, fevereiro 11, 2010
Próximos dias
quinta-feira, fevereiro 04, 2010
Dois anos e meio depois...
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sexta-feira, janeiro 29, 2010
Provas
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14,5 - 15
Próximas provas: Negreiros (T) 2007; Quinta da Sequeira Reserva (B) 2008; Quinta dos Avidagos Grande Reserva (T) 2007; Apegadas Qta Velha (T) 2007; Apegadas Qta Velha Grande Reserva (T) 2007; Altas Quintas (B) 2008; Esporão (Esp.) 2007
segunda-feira, janeiro 18, 2010
Provas

A partir das castas Trincadeira, Aragonês, Cabernet Sauvignon e Syrah, plantadas em encostas xistosas do Rio Odelouca (Silves), e com 20 meses em barricas de carvalho francês, apresenta-se com uns equilibrados 14% (hoje em dia 14% é uma cifra razoável, comparado com o que se pratica um pouco por todo o país). No copo apresenta-se encarnado muito escuro, quase ruby, com transparência ligeira.
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