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2 Castas (B) 2009
Dom Cosme Reserva (T) 2006+08.jpg)

Fiuza (R) 2009
Viseu de Carvalho Grande Escolha (T) 2006
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De volta às provas. De volta aos tintos.
Quem percorre o trajecto entre a Régua e o Pinhão, pela margem direita do rio Douro, conhece bem a adega do projecto Apegadas sita em Canelas, a poucos quilómetros da Quinta do Vallado, na denominada "Quinta Velha", bem defronte da barragem de Bagaúste. Em pouco tempo afirmou-se como um produtor revelação, sempre apresentando tintos modernos, sem sobre-maturacão (a proximidade com o Baixo Corgo favorece), e bem desenhados enologicamente. O ano de 2007 trouxe algumas novidades, um Colheita ligeiramente abaixo do esperado e um Grande Reserva em excelente nível! A saber:




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Dona Maria (B) 2008: Aromas frescos de índole vegetal, fruta ácida na boca, final precipitado e demasiado rústico. Bom, mas algo complicado. Preço cordato abaixo dos €6. 15,5
Amantis (B) 2007: No nariz, revela notas curiosas a jasmim, azeitona preta e gengibre. Boca redonda, sentindo-se a madeira, untuoso e de final garboso. Interessante. 16
.Com (B) 2008: Fresco e muito directo no nariz, faltando complexidade. Ligeiro, directo e bastante agradável. Um branco de Verão. 15,5
Monte dos Cabaços Colh. Seleccionada (B) 2008: Tem uma ligeira complexidade olfáctica que faz esquecer uma prova de boca linear e sem garra. Simples e descomplexado. 15
Herdade dos Grous (B) 2009: Acabado de sair para o mercado, limpo no nariz, directo nas referências a ananás e banana. Para beber novo pois é agora que dá prazer. Abaixo de €8. 15,5
Herdade dos Grous Reserva (B) 2008: Notas de madeira a sobressaírem no nariz (espuma de café, aduelas), e fruta ainda algo escondida. Boca com volume, saborosa até ao final, poderá evoluir bem nos próximos 3 anos. Revela bom nível geral. A cerca de €20. 16,5.
Comenda Grande (B) 2008: Lote de Antão Vaz, Arinto e Verdelho, está muito fresco, com boa acidez, um vinho aparentemente simples mas muito bem feito. Bom preço abaixo dos €7. 16
Monte Vilar Reserva (B) 2008: Nova marca do produtor "Casa Santa Vitória". Sente-se o diálogo entre a casta Arinto e a barrica, revela estilo moderno, bem trabalhado na vinha e na adega. Com garra. Mais seis meses em garrafa só lhe fará bem. 16,5
Casa de Santa Vitória Reserva (B) 2007: Notas tostadas da barrica no ataque inicial, evolui muito bem durante a prova. Pendor vegetal, notas de folha de chá e ligeira torrefacção. Boca potente, mas fresca, expressiva e saborosa com ligeira evolução. Muito interessante. A acompanhar em futuras edições. Bom preço, abaixo dos €12. 16,5
Esporão Verdelho (B) 2008: Naturalmente vegetal nos primeiros aromas, é um branco de atracção imediata (para quem se identifica com a casta), apesar da sua subtileza na prova de nariz e da pureza na prova de boca. Bom preço, abaixo dos €9. 16,5
Vila Santa (B) 2008: Muito expressivo e cheio de intensidade aromática com o Antão Vaz a comandar as hostes. Alguma acidez do Verdelho ajuda a compor a frescura e fruta do Arinto, ligeiro toque da madeira, temos aqui um lote muito bem pensado. Moderno no estilo, de grande atracção. Preço cordato, abaixo dos €10. 16
Antão Vaz da Peceguina (B) 2008: Pouco intenso na prova olfactiva de início, depois revela ligeiro floral e fruta branca (alperce maduro). Na boca melhora, está seco com ligeiro mineral. Tudo bem feito, mas pouco original. Para os fanáticos da casta. 16
Malhadinha (B) 2008: Lote de Chardonnay e Arinto, por ora é a casta francesa a dominar e, por isso, sobressaem as notas amanteigadas. Todavia, revela mais acidez que em anos anteriores, melhora no perfil com uma boca fresca e um final refrescante limonado. Voltar a provar daqui a um ano pois acreditamos que irá melhorar. Um passo à frente em relação às edições anteriores. 16,5+
Esporão Private Selection (B) 2008: Algo fechado, mas são já evidentes as notas da barrica mas, surpreendentemente, a fruta (branca e madura) não está escondida, bem pelo contrário. Boca cheia, quase que se mastiga, ampla mas - felizmente - com pouco peso residual. Belo final de boca, de comprimento assinalável. Vai melhorar em garrafa nos próximos três anos . 17+
Tapada de Coelheiros (B) 2008: Lote de Roupeiro, Chardonnay e um pouco de Arinto, revela-se fresco, leve e divertido, com ligeira tosta no nariz. Está vibrante na boca, mas falta final e um pouco mais de complexidade. Gastronómico. 15,5
Tapada de Coelheiros Chardonnay (B) 2008: Um branco muito sério, com as notas amanteigadas da casta francesa em evidência mas sem cansar. Boca poderosa, apesar de linear, e um final saboroso muito conseguido dado o significativo comprimento. Mais uma boa edição de um dos melhores chardonnays alentejanos. Preço cordato abaixo dos €15. 16,5+
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Quinta dos Avidagos Grande Reserva (T) 2007
Novo vinho, novo topo de gama deste produtor duriense. No copo, está praticamente opaco na cor a denotar de imediato muita concentração e alguma juventude.
Na prova de nariz, topa-se a Touriga Nacional muito madura, com matizes florais de braços entrelaçados com referências gulosas a compota e geleia de fruto preto. A madeira não se impõe e o registo é cativante sobretudo pela intensidade e exuberância aromática desde o primeiro impacto, muito próximas do que esperaria de um LBV.
Na prova de boca começa áspero com as notas da barrica mais evidentes do que no nariz; depois taninos vincados mas doces, e mantém o carácter sedutor num final saboroso (tudo aponta) ainda em crescimento.
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Regressados da região de Mendoza (Argentina), e dos vales semi-desérticos que a compõem, plantados massivamente de Malbec, é tempo para tentar voltar a colocar em ordem as provas periódicas de novos lançamentos.
Com este Negreiros da safra de 2007, temos mais um tinto moderno de terras nortenhas. Intenso, ainda que algo linear, na prova de nariz, revela fruta negra - como é típico do Douro Superior de onde provém - mas latente, como que pronta a explodir assim a tosta da madeira o permita com o estágio em garrafa.
A prova de boca, por seu turno, está redonda, centrada com eficácia essencialmente no binómio fruta e cacau, com mediana acidez e taninos domados e saborosos. "Madeira à vista" (quase apostamos em carvalho francês), falta, todavia, maior complexidade na boca e um final de prova mais prolongado e vincado.
Está tudo a dizer-nos que temos aqui um bom tinto para consumo generalizado, um vinho prazenteiro para várias ocasiões, mas também com algum comportamento sério que lhe confere versatilidade à mesa. Com enologia de João Brito e Cunha, à venda por menos de €10, o que, não sendo barato, não escandalizará ninguém face à qualidade apresentada.
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