PS: O nome do vinho é quase tão longo quanto o seu final de boca.
PS2: Por outros LBV de 2003 já provados, parece que depois de ano vintage, temos um grande ano LBV.
Quinta dos Roques Encruzado (B) 2006: Muito bem no nariz: é certamente o melhor que provámos (ou melhor, cheirámos) nos encruzados dos Roques. É que, a par do lado mineral, surge a fruta madura e delicada com maior intensidade do que em edições anteriores. De resto, o costume... boca cheia, bastante fresco (apenas 65% passou por madeira) e final persistente. Belo branco este, numa das suas melhores edições. 16,5 (provisório)
Quinta dos Roques Malvasia Fina (B) 2005: Ainda não estamos fãs deste malvasia fina... nariz ausente (longe, longe), boca com alguma doçura interessante, mas não (nos) chega. No fim de contas, não tirámos a dúvida se o vinho já "terminou" a sua vida útil ou ainda não a "começou". Estranho, não é? 14,5
Quinta dos Roques Touriga Nacional (T) 2005: Cor violácea forte (mas não opaca) com espuma juvenil, e nariz muito fresco do tipo floral. Ataque muito compacto na boca, cheio de corpo, redondo, só o final ainda está em construção. Poderá vir a ser um dos melhores tourigas dos Roques daqui a umas primaveras, mas o tempo o dirá. 16,5 (provisório)
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Herdade Paço do Conde Reserva (T) 2004
Monte da Ravasqueira Vinha das Romãs (T) 2005













Não é fácil encontrar este rótulo. Foi-me oferecida uma garrafa por um amigo e, a par desse evento, só o encontrei disponível para consumo na enoteca "Chafariz do Vinho" em Lisboa. Provou-se, com decantação, a garrafa que me foi oferecida.
Com touriga nacional, touriga franca e tinta roriz, apresenta-se um douro de cor cereja escura. Apesar da indicação do estágio em madeira por 12 meses, o carvalho pouco se sente no nariz, e mesmo na boca passa despercebido. É um douro clássico, fora de modas, com fruta fina, corpo delgado, alguma evolução, e um final elegante mas fugaz. Com uma acidez altiva e marcante, será uma boa (mas talvez não "grande"...) escolha para acompanhar um prato robusto. Desconheço o preço exacto, mas não deverá ser superior a 15€ (nota escrita em 19/04/2007: encontrei finalmente o vinho, está no ECI a cerca de 14€).
15,5



Diz-se muito frequentemente que os tintos do Alentejo devem-se beber novos. Pegámos em dois exemplares que, não sendo propriamente antigos, já levam 4 e 6 anos desde a colheita, respectivamente. Não são, nem pretendem ser, os topos de gama das marcas respectivas, por isso maior era a expectativa na prova. Sem surpresas – agora digo eu – portaram-se ambos de forma muito positiva. Vejamos então.

Só a imensa simpatia de Celso Pereira se atreve a superar as virtudes dos vinhos que ajuda a produzir. Por isso, a apresentação dos seus néctares mais recentes é sempre um momento de convívio e "bem beber". Este ano começámos pelos espumantes: o "cada-colheita-melhor" Vértice Reserva 2004 e o belíssimo Super Reserva (bruto zero) 2000. Após mais de uma década e meia a produzir belos espumantes, ninguém duvida da consistência desta marca das Caves Transmontanas. Depois, provou-se o Vértice (B) 2006 em amostra de casco, já que branco de 2005 não haverá para venda por não se ter conseguido a qualidade habitual.
Mas foi nos tintos que a coisa mais brilhou. A saber:












