
segunda-feira, janeiro 22, 2007
Garrafeira Diogos (Funchal)

sexta-feira, janeiro 19, 2007
Apegadas Quinta Velha Res. (T) 2004

16,5
quinta-feira, janeiro 18, 2007
Revisitação:

- Damasceno (T) 2003: Quando o provámos faz mais de ano e meio (ver aqui) gostámos do que bebemos apesar de excessivamente doce, carregado, estruturado pelo álcool (14,5%). Por tudo isso, ficámos com dúvidas sobre a saúde que teria neste início de 2007. Pois bem, continua vivo de açúcares - pelo que me atrevo a sugerir servir a uma temperatura entre 15º a 16º - e a boca cheia a fruta madura. Estará porventura mais equilibrado, mas mantém-se muito centrado na fruta e de final apimentado, com uma sensação a "pico" que, por vezes, o castelão teima em largar na língua. Para beber já, e a acompanhar uma mousse de chocolate apesar de não se tratar de vinho generoso. Provem a edição de 2005, mais harmoniosa com 13,5% álcool e sem castelão a entrar no lote. A menos de € 9. 14,5
quarta-feira, janeiro 17, 2007
Quinta da Padrela

A Quinta da Padrela situa-se no Concelho de Tabuaço, Cima Corgo portanto. Em termos de longitude está, de forma pouco precisa, no enfiamento de Ferrão, mas na margem oposta e mais a sul. Com 12 hectares, vinhas dos 20 ao 70 anos, todas em solo xistoso e a 400 metros de altitude, está bom de ver que os seus néctares transpiram os aromas do Douro. Com um cariz familiar, lançou-se no sonho de comercializar a "bebida mais civilizada do mundo" (disse-o Hemingway) e tem dois vinhos a postos cuja exportação tem sido um êxito. O primeiro foi provado 2 vezes – com um intervalo de mais de seis meses – e as notas que se seguem são as da segunda prova realizada já no início deste mês de Janeiro. Trata-se de um projecto promissor que parece assentar num perfil claramente duriense e que, neste momento de voragem de marcas, merece o nosso destaque pela genuinidade dos seus vinhos. Original é a escolha das garrafas, de vidro fino e dimensão reduzida (mas mantendo 75cl de capacidade), muito práticas e leves de transportar. Vejamos então:
- Quinta da Padrela (T) 2004: Cor viniosa de tons cereja. Nariz intenso, algum álcool e uma combinação curiosa entre estilo marcadamente vegetal (duro) e notas de fruta preta amarga. Na boca temos harmonia sem laivos de madeira por perto com taninos agrestes a pedir tempo de garrafa. Com o trago mantém-se vigoroso o seu lado vegetal com notas a espargos e aneto. Tudo muito vivo, fresco mas também curto, com um final pouco persistente. Está menos acabado que o irmão reserva e, por isso, um ano de garrafa (pelo menos) só lhe fará bem para diminuir a adstringência e irreverência da juventude. A menos de 8 €. 15
- Quinta da Padrela Reserva (T) 2004: Rubi muito negro, com auréola escura e alguma espuma. Nariz novo, menos vegetal que o anterior, arrebita um nariz sedutor a cereja, noz moscada e alguma pimenta branca. Na boca mantém o equilíbiro do irmão, mas eleva-se num (ou mais) patamar de qualidade. Muita concentração, esgaço, notas amargas a chocolate preto e azeitonas, castas bem trabalhadas, enfim um vinho que pede uma refeição. Final médio a prometer mais. Em crescendo. O contra-rótulo fala em cariz moderno mas não parece ser o caso. "Douro clássico bem feito" isso sim! E não é pouco. Se gostei? Gostei muito. A menos de 14 €. 16
terça-feira, janeiro 16, 2007
Quinta do Portal Touriga Nacional (T) 2000

A menos de € 22 nas boas garrafeiras. 16
segunda-feira, janeiro 15, 2007
Inesquecível!
Na passada sexta-feira encontrámo-nos quase todos, os já referenciados e mais ainda a cambada amiga do vinho a copo (com o seu "camisola amarela"), os krónicas e mais os vinhos. Na "York House", como combinado, estava a sala de prova quase cheia quando entrei. Um encontro deste calibre, só possível após a existência consolidada de enoblogs, é algo para qual não se está preparado, não se sabe o que esperar, o que pode acontecer. Neste caso, tudo correu como se uma organização profissional estivesse por detrás do "evento". E estava, se pensarmos na tarimba do anfitrião ZT Mello Breyner!
As provas foram em catadupa, do Alentejo à Madeira (graças a este homem nas ilhas), passando pela Bairrada e Palmela, da Estremadura ao Algarve. Do Douro vieram duas ante-estreiras pela mão amiga do AJS: o Pintas (T) 2005 e o Pintas Character (T) 2005. Do Douro veio ainda o vinho mais gastronómico da noite, o Sirga (T) 2004. Convidados especiais também os houve: para além dos amigos "independentes" - Chapim, Pedro Sousa e Chicão obrigado pela V. presença -, recebemos a Allison e o Joaquim, principais responsáveis pela recente marca alentejana "Azamor".
Depois a comida, quase imaculada a não fazer sombra aos vinhos (como competia), e de novo os néctares. Brancos doces, brancos, tintos, tintos em magnum - Hexagnon (T) 2000 em bom nível -, Portos - santo Warre's 1995 LBV! - e um Madeira - fantástico Boal 10 anos. Deu ainda tempo para provar - off the record - o Quinta da Gaivosa (T) 2003.
domingo, janeiro 14, 2007
Fonte das Moças (T) 2003

Mostra-se novo na cor, cereja escura tintada, mas o que sobressai de imediato é o nariz... que "bouquet" explosivo: fruta confitada, ameixa preta e amora, bombom de chocolate, fundo lácteo, tudo muito internacional. Na boca, a combinação do aragonês (30%) e da syrah (20%) domina num estilo impositivo, com fruta muito marcada a pedir mais uns meses de garrafa. Por seu lado, a touriga nacional (50%) parece dar-lhe um futuro radioso com taninos rijos. Final de grande intensidade. É de gritar: modernidade na Estremadura!
Com um preço quase imbatível, tudo tem para ser um sucesso de vendas, excepto o facto do mercado não estar virado para sucessos de venda e a produção ser limitada a menos de 7.000 botelhas. É pena. Não é fácil encontrá-lo, mas o preço não deverá ascender uns simpáticos € 6. 16
sexta-feira, janeiro 12, 2007
Tapada de Coelheiros (T) 2001

Intróito à parte, faz tempo que adoro beber um tinto alentejano com 5/6 anos a acompanhar carne vermelha simples. O Tapada de Coelheiros (T) 2001 foi o sacrificado; para mim, o seu sacrifício foi o único prazer. Mostrou-se vivo no copo, a cor está cereja vermelha com um círculo aureolar mais esbatido. Após alguns minutos de arejamento, transpirou aromas finos e elegantes a fruta vermelha fresca, esteva com notas de menta suaves, tudo muito elegante e afinado. Nada de brutalidade, apenas serenidade. A boca mostrou-se complexa, com a fruta menos presente parcialmente substituída por referências herbáceas e apimentadas (do cabernet) e alguma baunilha do carvalho francês. Final conivente , médio/longo.
Não se tratando do famoso "garrafeira", este Tapada tinto de 2001 surpreendeu muito positivamente com sua evolução. O preço vai variar muito do local onde o comprar (e será preciso procurar um pouco), e poderá ser particularmente elevado na restauração. 16,5
segunda-feira, janeiro 08, 2007
Tintos para o "dia a dia" ou para várias ocasiões: Lybra e Taká
Um bom tinto para o dia a dia não é fácil de se encontrar. Dir-se-á que basta que seja bom e barato, mas sabemos bem que isso não é verdade. Para além dos dois referidos indispensáveis requisitos, é ainda preciso que o vinho não seja chato ou monótono, que combine com vários pratos de diferente culinária, que se adeqúe a refeições que viram em festas de um momento para outro, enfim vinhos nos quais se pode confiar quase a 100% para todos os trabalhos. Nesta nossa busca incessante desse vinho ideal para o quotidiano surgiram-nos dois recentes concorrentes. Foi assim que provámos o Lybra (T) 2004 de José Bento dos Santos e o Taká (T) 2005, projecto resultante da fusão dos esforços do escanção Bruno Antunes (Ritz), da Adega Algarvia e do enólogo Paulo Loureano.
- Lybra (T) 2004: Cor cereja escura e notas aromáticas a fruto preto (amoras) marcam a apreciação inicial. Entra com confiança no nariz, rapidamente dá a entender ao que vem. Os 90% de Syrah, e as manhãs frias da Estremadura, são suficientes para criar uma sensação muito agradável entre fruta e frescura. O estágio em madeira de 12 meses quase não se nota (madeira de 2.º ano), o que se agradece num vinho deste perfil. Na boca sentem-se notas a balsâmico, é quase pastoso sem ser imponente e mantém-se de perfil atraente - e final de boca médio - durante toda uma refeição. Acompanhou com muita bravura um creme de castanhas com espuma em cappuccino e pinhões torrados, bem como umas tenras bochechas de porco preto em cama de couves. A menos de € 12 em garrafeira, é um óptimo vinho para várias ocasiões mas não é propriamente acessível para todos os dias. 15,5
- Taká (T) 2005: Muita cor no copo fruto da juventude: cereja escuro no copo meio cheio, e tons arroxeados com o copo quase vazio ("vis-a-vis" alicante bouschet). Nariz intenso, vibrante, é um lote alentejano com o aragonês em maioria e cheio de força, sem pretensões de elegância ou romantismos. Mais guloso do que propriamente sedutor na boca, pode-se tornar aborrecido pela linearidade da fruta doce e compota que demonstra, mas será muito eficaz na hora de atacar carne vermelha simples. No nosso teste, deu luta a um pato com laranja acompanhado por um risotto de pimentos feito em casa. A menos de € 5 no Supercor ECI. 15
domingo, dezembro 31, 2006
2006 em revista

Comecemos pelas surpresas. O ano de 2006 foi o ano da afirmação do Vértice (T) 2003 (€ 12), um dos melhores e mais acessíveis tintos do Douro. Elegante, sem problemas ou dilemas de estilo, directo e frutado qb foi, sem dúvida, uma das melhores surpresas do ano que está prestes a terminar; a crítica internacional muito favorável tornou-se, por isso, inevitável. Outra surpresa acessível foi o Ermelinda Freitas Touriga Nacional (T) 2003 (€10), que já conta com uma edição de 2004 na mesma linha. Forte e carnudo, mas fresco e revigorante também, é um tinto que merece ser guardado por uns alguns anos na garrafeira.
Mais dispendioso do que os anteriores, mas nem por isso caro, o Quinta da Vegia Reserva (T) 2003 (€ 20) foi um dos vários vinhos do Dão que saltaram para a ribalta em 2006. A par dos nomes mais conhecidos da região (eg., Roques, Perdigão, Pellada), a Quinta da Vegia e o produtor "Casa de Cello" são já um marco no Dão graças aos seus vinhos prazenteiros e com muita "patine".
Do Alentejo, o Grou (T) 2004 (€ 25) foi uma das novidades que mais nos deu prazer beber. Um tinto cheio de cor, incisivo e inesquecível, perfeitamente apto para devaneios gastronómicos de forte impacto. Os tintos alentejanos do produtor "Dão Sul" também surpreenderam: o complexo Monte da Cal Reserva (T) 2003 (€ 9) e o sedutor Monte da Cal Aragonês (T) 2004 (€ 6).
Da Bairrada, o projecto de Manuel Campolargo parece arrastar toda uma região aparentemente parada para as prateleiras das garrafeiras e supermercados. A hiper-criatividade trouxe belos tintos como o Termeão Pássaro Ver. (T) 2004 (€ 17) e o Diga? (T) 2004 (€ 25).
Das Beiras, o pódio é ocupado pelo fantástico Casa de Aguiar (T) 2004 (€ 10), uma marca em ascensão no universo das "Caves Aliança", e que, na colheita de 2004, atingiu um nível elevadíssimo. Menção honrosa também para o Versus (T) 2004 (€ 6), um tinto forte e duro que deu muito de falar na imprensa escrita e na blogosfera, ainda que nem sempre de forma unânime.
Mas o ano de 2006 também foi um ano da confirmação dos tintos da Estremadura. O lançamento dos vinhos da "Quinta de Pancas" - o nem sempre consensual Reserva Especial (T) 2003 (€ 25) e o magnífico Pancas Premium (T) 2003 (€ 45) -, os da "Quinta da Monte d’Oiro" com a estreia do day-to-day Lybra (T) 2004 (€ 12), e os topos de gama dos projectos pessoais dos enólogos José Neiva [Francos Reserva (T) 2003 (€ 25)] e de João Melícias [Fonte das Moças Reserva (T) 2003 (€ 10)], são hoje confirmações mais do que certas, redundância à parte.
Do Ribatejo, e na sequência do melhor vinho de sempre da "Casa Cadaval", mostrou a sua raça um novo tinto de gama média/alta com elevado aprumo e estilo “novo mundista”: o Mythos (T) 2003 ( € 15): néctar escuro e muito poderoso cabaz de ombrear com tintos de outras paragens mais a sul.
Das várias "segundas marcas" que proporcionam muito prazer, os durienses Prazo de Roriz (T) 2003 e Post Scriptum (T) 2004, e o Quinta da Chocapalha (T) 2004 de Alenquer, são três sólidos destaques de 2006 (€ 7 - € 9).
Nos brancos, o ano de 2006 deu a provar a óptima colheita de 2005 da qual foram lançados vinhos verdadeiramente surpreendentes. Se em 2004/2005 o mercado notou o surgimento de um conjunto selecto de vinhos com muita qualidade, já em 2006 a diferença foi a maior quantidade de propostas cativantes. A par das confirmações do untuoso Esporão Private Selection (B) 2005 (€ 17) e do delicado Soalheiro (B) 2005 (€ 10), ficámos com sede para o floral Tiara (B) 2005 (€ 15) da Niepoort e para o citrino Muros Antigos Loureiro (B) 2005 (€ 6). Isto claro, para não falar de voos mais altos (leia-se Redoma Reserva 2005 a € 30).
Finalmente, nos generosos, o Quinta do Noval Vintage (P) 2004 (€ 60) encheu-nos as medidas. Não é original, mas também não se amam os Portos pela originalidade.
Fica por aqui este périplo de alguns destaques pessoais provados em 2006, com a certeza que muito ficou por escrever, e com o desejo de um 2007 com muito mais para provar e divulgar.
Votos de um fantástico 2007 para todos.
NOG
quarta-feira, dezembro 27, 2006
Reserva Especial Ferreirinha (T) 1986
domingo, dezembro 24, 2006
Feliz Consoada
Chardonnay Projectos Niepoort (B) 2004
Numanthia (T) 2003
Esporão Private Selection Garrafeira (T) 2001
Reserva Ferreirinha (T) 1996
Quinta do Noval vintage (P) 2003
sexta-feira, dezembro 22, 2006
Um bom ano

A ideia central do filme gira em torno do dilema moderno do Homem que vive numa metrópole e vive para o seu trabalho e sucesso. Como é endinheirado, julga ter conquistado tudo na sua vida mesmo que o contacto com a natureza, e, já agora, com o amor e família, estejam totalmente ausentes do seu quotidiano. Depois, descobre que herdou uma vinha em França e vai visitá-la a fim de conhecer o seu potencial de venda. O resto já imaginam.
De Ridley Scott estou sempre à espera de um pouco mais, pois ainda revejo com muito agrado as suas primeiras e auspiciosas películas. Em todo o caso, para quem está a descansar (como é o meu caso) ou está de férias, é uma boa distracção de hora e meia que, ainda por cima, fala um pouco de vinhas, pisca o olho a Mondavi e dá dicas sobre "vinhos de garagem". Mas atenção, tem pouco que ver com "Sideways" (2004) e muito menos com "Mondovino" (2004).
quinta-feira, dezembro 21, 2006
Esporão Trincadeira (T) 2004

quarta-feira, dezembro 20, 2006
Quinta da Pedra (B) Alvarinho 2004

quarta-feira, dezembro 13, 2006
Dica de restauração: Néctar
Existe uma carta para jantar e outra, mais interessante, para petiscar à base de queijos, saladas e enchidos. A carta de vinhos não é monumental mas tem uma escolha criteriosa e nota-se a preocupação em disponibilizar alguns vinhos que se encontram na berra. Todos os vinhos podem ser consumidos a copo pois decidiu-se investir - e bem! - no sistema “Le Verre du vin” (na versão simples). O serviço esteve eficiente e os copos eram de boa qualidade. Um dos vinhos foi provado a uma temperatura que não a adequada mas foi rectificada aquando do serviço. Provámos o "Quinta dos Roques Encruzado (B) 2005" e o "Azamor (T) 2003". O primeiro confirmou ser um dos vinhos brancos mais minerais de Portugal, e o segundo primou por um estilo Novo Mundo que vem sendo habitual em alguns (cada vez mais...) produtores do Alentejo.
domingo, dezembro 10, 2006
K(olheita) (T) 2002

Bom + (17). A menos de € 20.
quarta-feira, dezembro 06, 2006
Adega Coop. Borba Reserva (T) 2001

Suficiente + (14,5).
PS – Faz dias, no Hotel Ritz, foram apresentados os novos Adega Coop. de Borba, de estilo mais moderno e com cara lavada. O "Reserva (T) 2004" mostrou-se em forma e continua a apostar no rótulo de cortiça, agora com dimensão mais pequena contribuindo para um resultado gráfico final menos rústico.
segunda-feira, dezembro 04, 2006
Vértice (T) 2003

A cor está rubi escura, profunda e bem bonita com laivos e tons arroxeados. Nada de opacidades! O nariz revela-se muito afinado e sedutor. As notas a baunilha derretem-se (literalmente) na fruta vermelha macia e quente – que intenso prazer... Na boca atesta a sensualidade do nariz, fácil de se beber (elogio), muito acetinado. Peca apenas o final, guloso mas curto (ou curto demais para tanta gulodice).
Uma única divergência de opinião parece residir num eventual estágio em garrafa: alguns juram que se deverá bebê-lo num vértice até 2008, outros pregoam que a cave será o mais indicado para o néctar. Eu? Eu alinho, quase sem dúvidas, pela primeira tese: beber já pois não vejo como o vinho possa melhorar mais (a não ser que fosse outro o vinho e de uma qualidade ainda superior). Um belo tinto do Douro a um belíssimo preço.
Bom + (17). A menos de € 12.
sábado, dezembro 02, 2006
Quinta da Sequeira GE (T) 2002

Bom (16). A menos de € 20.
quarta-feira, novembro 29, 2006
Dom Martinho (T) 2004 - Licença para agradar

Este Dom Martinho, versão tinta de 2004, está tal e qual o novo filme do James Bond: quando já nada o faria esperar, renasce com garra para nos animar e para ser consumido rapidamente.
PS – Distribuído pela Vinalda, o Dom Martinho (T) 2004 encontra-se com muita facildiade quer nos hipermercados quer na restauração. Acresce que a "meia-garrafa", ideal para um almoço com o jornal, é também uma vantagem.
Herdade das Pias Reserva (T) 2003
segunda-feira, novembro 27, 2006
Douro Wine Show

quarta-feira, novembro 22, 2006
Galeria de vinhos

De regresso ao restaurante "A Galeria" provámos o menu “Encontro com o vinho”. Graças ao chefe milanês Augusto Gemelli, os vários pratos estiveram óptimos na senda do que a casa nos habituou. Já sobre os vinhos - um por prato - importa alongar-nos um pouco mais.
O vinho de entrada foi o "Bajancas (B) 2005", um douro leve e muito agradável que vem confirmar que a colheita de 2005 foi boa para os brancos. Depois, veio um dos vinhos pelo qual tínhamos maior curiosidade: o "Herdade do Portocarro (T) 2003" que se revelou fresco e nervoso mas também carnudo; é um tinto muito curioso com a madeira em evidência. De seguida, provámos o "Viseu Carvalho (T) Grande Escolha 2004" - o melhor da noite! - negro e encorpado, cheio de aroma, paladar robusto e final elegante! Por fim, o sempre guloso "Brites Aguiar (T) 2004" - com os seus famosos 15,5º - um tinto redondo que surpreende pela sua elegância (a temperatura de serviço ajudou) mas, infelizmente, também pela falta de garra. Foram ainda servidos um Porto (depois da janta) e um espumante (antes das entradas) que não merecem, todavia, destaque especial.
Em resumo, e para quem gosta de classificações:
- Bajancas (B) 2005: Suficiente (14,5)
- Herdade do Portocarro (T) 2003: Bom (16)
- Viseu Carvalho (T) Grande Escolha 2003: Bom + (17)
- Brites de Aguiar (T) 2004: Bom + (16,5)
PS - Os amigos do Vinho a Copo também passaram pela Galeria e provaram do mesmo (notas aqui).
segunda-feira, novembro 20, 2006
An amusing vintage

«Both Adler Fels Winery in Santa Rosa and Milano Family Vineyards in Hopland are producing "Big Ass" wines, and neither is willing to turn the other cheek. The two sides are girding for a battle in federal court in San Francisco over the rights to the colorful name. The case highlights the increasing importance wineries are placing on eye-catching brands to help their products stand out in a fiercely competitive marketplace.
"The Big Ass name seems to have some legs, no pun intended," said Raymond Horwath, who applied for a trademark for " Big Ass " for beer in 1995. Alder Fels got federal approval to produce "Big Ass Cab" in April 2004 for one of its custom-crush clients. The label on the $15 cabernet sauvignon features a colorful painting of a corpulent couple dancing.
Six weeks later, in June 2004, the smaller Milano Family Vineyards in Hopland received label approval to make "Big Ass Red," a red blend that also retails for about $15. The label also depicts a painting of a couple dancing, the woman's posterior prominently displayed. At the time they got their labels approved, however, neither winery owned the trademark for the cheeky name (…). In July 2005, with his beer business building steadily, Horwath agreed to license the rights to "Big Ass" to the tiny Milano Family Winery.
Deanna Starr, who started the 4,000-case Hopland winery with her husband Ted in 2001, said she first learned the importance of catchy labels when she created Recall Red in 2003, a "tribute to the crazy gubernatorial recall election in California". "That taught me the power of a label," Starr said. "We had calls from all over the country on that." But when Starr sought to trademark the label, her attorney found that Horwath owned the rights to the name. Starr made contact with Horwath and struck a deal to license the name from him, she said.
Soon after inking the deal, Horwath said one of his customers saw another "Big Ass" wine at a wine show. A little investigation revealed that Adler Fels, the 300,000-case winery started in 1979 by David and Ayn Coleman, was producing three wines with that name: Big Ass Cab, Big Ass Zin and Big Ass Chard. In an effort to urge the winery to stop infringing on his trademark, Horwath said he spoke to Larry Dutra, president of the Adams Beverage Group, the Westlake Village firm that purchased the winery in late 2004. Dutra explained that while Adler Fels produces the Big Ass label, the brand was actually owned by a New Jersey beverage distributor. Alder Fels makes a few of its own wine brands, such as Leaping Lizard, but specializes in making wines for other organizations, a common wine industry practice called "custom crushing." It makes Big Ass wines for Allied Beverage Group.
Dutra said this week the genesis of the Big Ass labels preceded his company's purchase of Adler Fels, and he could not comment on it. He said the company hoped to have the matter behind it soon. "It's unfortunate that we live in a litigious society where a guy who makes beer can interfere with a wine business," Dutra said. Wine label disputes are not uncommon, but it is unusual for them to end up in lawsuits, Ross said. The law is fairly clear, and usually once the facts are outlined, the winery infringing on a trademark agrees to stop, she said.
It's not too surprising that two wineries would want to use the "Big Ass" name, said British wine writer Peter May, who recently published "Marilyn Merlot and the Naked Grape," a survey of unusual wine labels. Wineries, especially new ones, are realizing they need to be creative to stand out on store shelves that are more crowded than ever, May said. Examples of clever wine labels are everywhere, May said. Fat Bastard, a French wine, has seen phenomenal growth in the United States in recent years, and is now the fourth best-selling French chardonnay in the United States, May said. Goats Do Roam, a South African wine that plays off of the French wine region Cotes du Rhone, has seen equally rapid growth, May said.
"If you're aiming for the low to mid-price range and you want to get someone to pick up your wine, then you've got to have something fun and a bit interesting just to get people to notice it," May said. »
PS - É claro que os críticos americanos aproveitam-se - e bem! - dos nomes dos vinhos para testar a sua criatividade e fazem notas de prova com comentários delirantes, tais como: "The idea of big ass Cabernet is distinctly Californian, and frankly it's about time someone just put it on the label. If the Old World of Bordeaux is subtle and understated, like a mix of Glenn Close and Sophie Marceau, then California Cabernet generally falls somewhere between Bette Midler and Salma Hayek."
quinta-feira, novembro 16, 2006
Quinta de S. Francisco (T) 2000

quarta-feira, novembro 15, 2006
Os vinhos do Douro: algumas questões

Uma primeira questão é o preço dos vinhos de gama média e alta. Como resulta do comparativo da RV, a maioria dos vinhos provados situa-se num estádio de € 30 para cima. Abaixo dos € 20 são apenas três ou quatro excepções com destaque para o Vértice (T) 2003 e o Evel Grande Escolha (T) 2003. Aliás, ainda em relação ao preço indicado pela revista (pelos produtores?), cumpre-me dizer que em muitos casos é quase impossível encontrá-los a esse valor nas garrafeiras especializadas - estou a pensar no Passadouro Reserva (T) 2004 ou no Pintas (T) 2004, ambos sujeitos a muita especulação.
Por outro lado, é interessante notar que o preço de certas marcas raramente desce, mesmo quando a procura ou a qualidade da colheita é menor num determinado momento. Vinhos como os da Quinta do Crasto e da Quinta do Portal, entre outros, não baixam de uma fasquia que chega a ser, por vezes, acima dos € 60. Ora, os preços dos vinhos do Douros já são hoje o principal óbice à sua compra, mesmo considerando os elevados custos de produção na região. Comparados com algumas estrelas estrangeiras (basta olhar para Espanha...) os preços dos vinhos do Douro estão num disparate! E não é coisa apenas dos tintos (salvem-se os Porto vintages!). Mas existem, apesar de não serem baratos, ainda boas compras: o Quinta do Infantado Reserva (T) 2003 e Gouvyas VV (T) 2004, o Esmero (T) 2004, o Quanta Terra (T) 2004, a Quinta dos 4 Ventos (T) 2004, o Talentvs (T) 2004 (que belo vinho!), o já referido Vértice (T) 2003. Acrescem alguns "neo-clássicos" como o Quinta de la Rosa Reserva (T) 2004 e o Evel Grande Escolha (T) 2003 que teimam em não elevar o preço - e ainda bem, muito obrigado!
Por fim, é difícil encontrar à venda nas garrafeiras de Lisboa, quanto mais noutros locais de venda, alguns dos vinhos provados. Marcas como Quanta Terra, Esmero, Poeira, Touriga-Chã não se encontram facilmente por aqui. Bem compreendo que se tratem de vinhos de quinta, com pequenas produções e, por isso, a sua oferta seja limitada. Mas, como tive oportunidade de dizer a alguns produtores durante o “Encontro com o vinho 2006”, é preciso dinamizar a colocação dos produtos no mercado. É que se os distribuidores tradicionais não fazem um bom trabalho então arranjem-se novos distribuidores. O que é difícil de suportar é que um apaixonado pelo vinho, um mero "alguém" com dinheiro no bolso, mesmo um curioso turista, um alcoólico até, não possa - com facilidade e conforto - adquirir os vinhos que deseja. Do Douro, ora bem!
À nossa saúde.
segunda-feira, novembro 13, 2006
Passadouro (T) 1995

PS – É curioso como o rótulo do Passadouro tem-se mantido actual após uma década, recorrendo a alusões de diferentes animais. Noto apenas uma diferença: neste tinto de 1995 o rótulo lembra que o vinho começou por ser engarrafado pela Niepoort.
quinta-feira, novembro 09, 2006
Quinta Nova da Nossa Senhora do Carmo Reserva (T) 2003

A cor é rubi escura, sem laivos de opacidade. No nariz é um Douro de verdade, rústico mas com fruta quanto baste. Na boca mantém o estilo rústico, apesar de algumas notas florais (outras vezes jurei notar referências a cogumelos). A madeira podia estar mais elegante (e menos marcada), existe muito álcool à mistura (14,5º). O final é balsâmico e o estilo é tradicional. Um vinho interessante – mas esperava-se melhor... – que teima em lembrar que nem todos os vinhos do Douro são iguais. Ainda bem.
Bom (16). A menos de € 20.
PS – A foto é da Quinta Nova da Nossa Senhora do Carmo, das vinhas, da piscina, e dos 11 quartos do seu hotel vinícola. É um turismo a não perder.
terça-feira, novembro 07, 2006
Encontro com o vinho
- Charme (T) 2004, Batuta (T) 2004
- Abandonado (T) 2004, Passadouro Reserva (T) 2004, Quinta da Touriga Chã (T) 2004, Sirga (T) 2004, Talentus (T) 2004
- Vallado Reserva (T) 2004, Vale Meão (T) 2004, Gouvyas Vinhas Velhas (T) 2004
- Esmero (T) 2004, Casa Amarela Reserva (T) 2004
PS - Este post foi escrito sem o autor ter lido a prova geral dos tintos do Douro publicada na última Revista dos Vinhos.
PS2 - Nos brancos, o destaque vai para dois óbvios, o "Redoma Reserva (B) 2005" e o "Gouvyas Reserva (B) 2004".
quinta-feira, novembro 02, 2006
Tanha versus Versus
Ambos os vinhos beberam-se muito bem e reconheça-se a sua óptima relação preço-qualidade. Em suma, estiveram os dois com um nível Bom (16).
terça-feira, outubro 31, 2006
E depois digam-me qualquer coisa.
Este blog não serve de contraditório do seu autor, mas este escreve com a expectativa de que sigam o seu alvitre (quem diz que só escreve para si próprio mente, como é sabido). Também não sou, nem nunca fui, accionista ou da família dos proprietários da Quinta de Pancas. Porém, alguma coisa deve ter passado de mal com a garrafa enviada para a BW. É que, entre os variadíssimos vinhos que provei nos últimos dois anos, o Quinta de Pancas Reserva Especial (T) 2003 merece mesmo um destaque especial (na Estremadura, melhor só o Pancas Premium e estou a ter em conta os da Quinta do Monte d' Oiro). Por isso, provém-no. Excepto se forem daquela clique dos "eu-não-gosto-dos-vinhos-Pancas-pois-não-estão-na-moda". Provém-no. Provém já este fim-de-semana no evento "Encontros com o vinho e sabores 2006" se lá estiver disponível. E depois digam-me qualquer coisa. Pode ser?
segunda-feira, outubro 30, 2006
Encontro com o vinho e sabores 2006

É já este fim-de-semana, na antiga FIL, que se realiza o maior festim do vinho.
Há ano atrás, este blog já sacava a rolha, e contámos como foi. Foi assim.
Os melhores vendidos pela Revista de Vinhos
No último ano e meio a Revista de Vinhos vendeu, a € 5,95, mais de quinze garrafas da gama premium (abaixo dos € 10). De todos os vinhos provados, muitos tintos da colheita de 2003, também temos aqueles que gostámos mais e os outros que gostámos menos.
- Gostámos muito: do “Quinta dos Aciprestes Reserva (T) 2003” com um aroma fabuloso e inebriante. Muita ameixa, chocolate, notas de café, um fundo balsâmico até. Um vinho que merece acompanhar qualquer revista.
- Gostámos: do “Monte da Cal Reserva (T) 2003” com uma bela frescura pouco habitual no Alentejo. Complexo, final médio mas pujante, um vinho muito completo.
- Não gostámos nada: do “Quinta do Cardo TN Special Selection 2003”, excessivamente terroso e agreste, uma decepção total.
quarta-feira, outubro 25, 2006
Os melhores do Saca-A-Rolha
- Tintos:
Nota 18: "Quinta do Crasto Res. Vinhas Velhas 2002", "Quinta do Mouro 2001", "Quinta do Vale Meão 2003", "Tapada do Chaves 1996", "Vale do Ancho 2003".
Nota 17,5: "Evel Grande Escolha 2003", "Luís Pato Vinha Pan 2003", "Quinta do Carmo Res. 2001", "Quinta de La Rosa Res. 2004", "Quinta de Pancas Res. Especial 2003", "Quinta do Portal Grande Res. 2001", "Quinta de Macedos 2001, "Quinta dos Roques Touriga Nacional 2003", "Quinta do Mosteirô Grande Escolha 2003", "Redoma 2001". - Brancos:
Nota: 16,5: "Gouvyas Res. 2003", "Redoma Res. 2003".
Nota: 16: "Três Bagos Sauvignon Blanc 2003", "Esporão Private Selection 2004", "Quinta dos Carvalhais 2003", "Soalheiro Alvarinho 2005", "Tapada de Coelheiros Chardonnay 2004", "Tiara 2005".
Nota: 15,5: "Castello d’Alba Vinhas Velhas 2003", "Cova da Ursa 2004", "Luís Pato Vinha Formal 2003", "Esporão Res. 2004", "Herdade Grande Colheita Seleccionada 2003".
PS - Esta é uma selecção entre os vinhos provados, não representa uma selecção entre a totalidade dos vinhos nacionais.
segunda-feira, outubro 23, 2006
Casa de Aguiar (T) 2002

sexta-feira, outubro 20, 2006
Quinta do Carmo Reserva (T) 2001

Ora, pouco depois do belíssimo Quinta do Mouro, foi a vez de se provar um Quinta do Carmo Reserva (T) 2001. Se bem que mais frutado do que o vinho de Miguel Viegas Louro, este Quinta do Carmo não foi, no entanto, um vinho monocórdico onde a fruta vermelha se impôs de forma dominadora. Bem pelo contrário, este Reserva 2001 tem muitos atributos. Vejamos:
A visão não é o sentido que este vinho mais estimula: no copo a cor não encanta e o corpo não nos faz suspirar. O mesmo não se diga do olfacto, posto que o nariz é trasbordante e complexo, sobretudo de fruta mesclada com notas frescas (por vezes mesmo herbáceas). No palato desenvolvem-se estas referências, perdendo a fruta o protagonismo a favor de notas minerais muito interessantes e uma madeira equilibrada. É um vinho calmo, sem camadas de fruto, gastronómico até. Alguma especiaria, notas de pimenta, azeitona de capa preta, tudo domado por uma fruta vermelha em pano de fundo (esta colheita de 2001 tem muito que se diga...). O final é fantástico, longo e muito elegante. Os taninos já estão aveludados, mas tudo indica que mais uns anos na garrafeira não lhe vão trazer mal algum.
Para quem, como eu, embirrou com os aromas do Quinta do Carmo Reserva (T) 2003, este de 2001 é um verdadeiro deleite. Um grande vinho do Alentejo, elegante e persistente, que se mostrou uma excelente companhia a uma bela massa carbonara confeccionada pelo amigo Bruno.
Bom ++ (17,5).
terça-feira, outubro 17, 2006
Dica do mês:

- Quinta do Crasto LBV (P) 1998: A cor mostra já alguma evolução (a brincar... já lá vai quase uma década desde a colheita) com matizes suaves castanhas, mas o nariz está muito bom - no ponto! É um LBV ao qual falta uma certa garra, não sendo particularmente pujante nem encorpado. Revela, todavia, uma delicada elegância onde predomina a fruta vermelha viva sem ser excessivamente adocicado. Um final médio/longo e a certeza de um LBV harmonioso, onde o álcool e o açúcar estão muito bem equilibrados. Algo que, nestes tempos de glorificação dos vinhos concentrados, não é fácil de encontrar num Porto. Ideal, portanto, para acompanhar sobremesas. Como um leite creme com geleia de fruta. A menos de € 20.
sexta-feira, outubro 13, 2006
Quinta do Mouro (T) 2001

O que se provou está em pleno! Na cor não demostra evolução, apenas um tom cereja muito escuro, opaco se enchermos meio copo. No nariz mostra-se camuflado: primeiro não entoa um gesto, depois revela um pouco a sua garra com notas frescas vegetais. É um vinho com personalidade que se explora devagar. As palavras que se seguem são do Rui Falcão (sobre o Quinta do Mouro 2003) e encaixam com perfeição no que senti faz já duas noites: “austero, denso e cheio, mostra logo ser um vinho muito sério, resoluto, sem pressas, um vinho que impressiona pela sobriedade e peso” - cit. Blue Wine n.º 2, p. 69.
É, agora continuo eu, um néctar que se distrai no copo, que não quer o ser o centro das atenções – todos os vinhos deviam ter esta característica! – mas não se esquece (não se consegue esquecer...). Quando o copo segue, por uma vez mais, à boca deitámos os dois um sorriso ténue e continuamos a falar; tínhamos muito que falar. As notas a azeitona são constantes, é grande a influência mineral, tudo muito carregado e polido. Também o final é longo sem ser impositivo - como eu e o Gonçalo que teimamos em não nos aborrecer. É grande a discrição do vinho com as notas herbáceas não agrestes, e o aroma não excessivamente perfumado.
Bom ++ (18). Entre € 35 - € 40 (recomendável).
quarta-feira, outubro 11, 2006
Quinta do Cidrô Chardonnay Reserva (B) 2004
Bom – (15). A menos de € 7.
terça-feira, outubro 10, 2006
Pão e Mythos
Para a acompanhar uma peça de caça, pediu-se ao Sr. Luís (Luís Miravent) uma garrafa de Mythos (T) 2003, um dos novos valores ribatejanos, segundo nos dizem.
Ora bem, é um vinho produzido a partir de uvas da Quinta do Casal da Coelheira tratado com mimos difíceis de se encontrar noutros néctares da região. Composto por Touriga Nacional, Cabernet e Alicante é um vinho jovem, potente, com uma acidez muito agradável (a temperatura a 16.º também ajudou!). Na cor, salienta-se o Alicante com tons escuros violáceos. O nariz não é exuberante, despontando fruta preta sobretudo a amoras, amparada por uma madeira segura e um álcool em forma. Não o achei tanto estilo "tinta-da-china" como o meu amigo Pingus, mas é verdade que se trata de um tinto moderno de pendor internacional e que pode, por isso, tender para ser cansativo. Na boca é médio/longo, redondo (muito acima da média ribatejana), com taninos marcados e bravios. Em conclusão, não é um vinho original (quantos o são actualmente?), mas está bem feito e acompanhou bem a refeição. Resta saber se é este (também) o caminho dos vinhos do Ribatejo, com a certeza de que neste tipo de vinhos (ie., muito concentrados) são outras as regiões mais aptas.
Bom + (16,5). A menos de € 22.
domingo, outubro 08, 2006
Os vinhos que gosto / Uma aventura no Jumbo
É o caso do "Calços do Tanha", uma marca que sigo faz anos, sempre com vinhos rubostos e gulosos (uma dica: guardem umas garrafas para evolução). Outro exemplo é o reserva da "Quinta de la Rosa", um autêntico "porto-seguro" para quem pretende um Douro concentrado mas elegante. Outra predilecção é o "Quinta do Infantado", que graças a um preço sensato já entrou na minha lista. No Alentejo não passo sem um "Francisco Nunes Garcia Reserva", um vinho quente, duro, com muita personalidade, sem dúvida um vinho especial para mim. E o que dizer do fantástico "Dona Maria Reserva", o novo devaneio de Júlio Bastos? Mudando de região, não esqueço dos "Adega de Pegões Colheita Seleccionada", uma prova que existe bom e barato, também são vinhos que acompanho faz alguns anos. Por fim temos o "Vértice Super Reserva", uns dos espumantes mais cativantes e originais que tenho provado.
São tudo manias minhas, preferências ilógicas. Não sei se gostam (ou vão gostar) tanto quanto eu... difilmente tal sucederá.
terça-feira, outubro 03, 2006
Tiara (B) 2005

Bom, mas falemos do vinho. O “Tiara (B) 2005”, uma das últimas criações de Dirk Niepoort nos vinhos brancos (neste caso, amarelo clarinho). O nariz é algo fechado mas já muito perfumado: é uma autêntica panóplia floral sem a intensidade de outros brancos. É caso para dizer que não tem motivos para ser tímido!
A menos de € 17. Bom (16).
terça-feira, setembro 26, 2006
Gostei

E este 2003 está muito bom! Não é preto nem retinto (discordo assim da Blue Wine n.º 1), e a cor não é original nem especialmente tintada (a escolher uma cor seria a cereja escura). Mas é muito concentrado, logo no aroma que demonstra, ademais, grande complexidade.
Na boca sente-se de imediato a fruta madura - tem um estilo diferente dos Evel anteriores ou estarei eu a consumi-lo muito novo? - mas já se faz notar um fundo balsâmico elegante e multifacetado. Boas referências a madeira, e um final delicioso no qual se evidencia, em primeiro plano, notas a chocolate e, ao longe, a couro.
Entre € 13-€ 20. Bom ++ (17,5).
Não gostei
É um vinho de cunho próprio que não me seduz. A menos de € 10. Suficiente (13).
domingo, setembro 24, 2006
Dicas de restauração:
- "Enoteca de Cascais" - Esta é uma dica para aqueles, como nós, que são amantes do bom vinho. Ocupa um rés-do-chão e primeiro andar, estreitos, a pouco mais de 250 metros da bonita baía de Cascais. Decoração moderna e quente, com predomínio para as estantes de madeira escura onde se encontram centenas de garrafas. A selecção de vinhos é boa - mas podia ser maior (onde estão os vinhos estrangeiros?), tendo em conta tratar-se de uma enoteca -, e o aconselhamento é simpático e eficiente. Os pratinhos e acepipes são pequenos mas apetitosos e escolhem-se em menus de quatro ou mais variedades. A menos de € 40 por pessoa (vinhos incluídos).
- "Café 3" - Fica na cave do conjunto de edifícios conhecido por Fórum Tivoli, em plena Avenida da Liberdade em Lisboa. Ao almoço é ocupado por jovens executivos de gravata, à noite por casais e grupos antes de uma saída para la movida. Pratos a preços acessíveis e uma cozinha que pretende ser inovadora conseguindo, sobretudo nas massas, boas combinações. A lista de vinhos é muito curta, mas conseguem-se algumas surpresas positivas conversando com o gerente Miguel van Uden. Foi o que me aconteceu com um Comenda Grande (T) 2004, um vinho jovem do Alentejo, barato mas bem feito. A menos de € 20 por pessoa (vinho incluído).
terça-feira, setembro 19, 2006
Vinhos a menos de € 5
São muitos os leitores que nos pedem referências de vinhos com preço inferior a € 5. Este é um segmento muito importante para os consumidores e produtores portugueses. Aqueles porque bebem vinho regularmente e o dinheiro não estica. Estes porque sem vendas em grande escala é difícil manter-se em actividade. Mas é um segmento onde a decisão do que comprar não é fácil. Se é verdade que hoje existem bons vinhos abaixo daquele preço, também é verdade que é nessa gama onde vinhos menos interessantes se multiplicam.
A pedido de alguns leitores, aproveitamos o catálogo da feira dos vinhos do “Carrefour” para deixar dez referências. Todas a menos de € 5.
Tintos:
- Terras do Pó (T) 2005 (ver opinião aqui)
- Rapariga da Quinta (T) 2004
- Evel (T) 2003
- Quinta dos Aciprestes (T) 2003
- Sá de Baixo (T) 2003
Brancos:
- Quinta de Azevedo (B) 2005
- Catarina (B) 2005
- Caves Velhas Arinto (B) 2004
- DFJ Alvarinho & Chardonnay (B) 2004
- Quinta do Cidrô Reserva Chardonnay (B) 2003 (ver opinião aqui)
quarta-feira, setembro 13, 2006
Quinta do Vale da Raposa Grande Escolha (T) 2000

domingo, setembro 10, 2006
Mouton Cadet (T) 2002

Cor vermelha, com notas de evolução a turvar a tonalidade brilhante. No nariz é muito certinho, suave, um aroma muito agradável a frutas vermelhas frescas. Já na boca decepciona (é o problema quando o aroma é tão agradável que não o esquecemos), alguma framboesa e notas tostadas. Final elegante mas demasiado curto.
sexta-feira, setembro 08, 2006
Ermelinda Freitas Touriga Nacional (T) 2003

A cor era de cereja escura, sem sinais de opacidade. O aroma mostrou-se pujante, jovem e destemido, com muita fruta (que "terroir" este das Terras do Sado!) a dominar um conjunto sedutor. Na boca entra macio, mas não demora muito a vir, de novo, o nervo. Fruta madura, com "patine", doce, notas florais encobertas com uma certa força bruta, madeira integrada. Nem no final – persistente por sinal – nos desapontou.
Belo vinho, concentrado e robusto, directo, sem tiques diletantes. A menos de €10, se este vinho não for um sucesso de vendas, é como os Xutos cantam, o mundo está ao contrário!
terça-feira, setembro 05, 2006
Jolie? Very.
segunda-feira, setembro 04, 2006
A tia de Jamie Oliver
Dica do mês:
Varandas de Monção (B) 2005
Chegádos a Vila do Bispo, fomos obrigados a comer uns percebes para fazer tempo. Uma hora depois, mal abriu o Café Correia, então fomos nós! Ainda com a lembrança nos percebes, mas já com um tacho de arroz de camarão pela frente, continuámos no vinho verde. Qual? Pois bem, o "Varandas de Monção". É com este verde que a sociedade "Provam" e Anselmo Mendes pretendem destronar os best sellers da região. Estilo clássico feito a partir de Alvarinho e Trajadura, um verde de Verão, mas com mais porte e menos “agulha” que o mítico Muralhas.
Suficiente + (14,5) A menos de € 6.
quinta-feira, agosto 31, 2006
Herdade do Peso Reserva (T) 2003

Mas, voltando ao vinho... provou-se a "porta estandarte" da Sogrape no Alentejo, produzido numa herdade colada à Cortes de Cima (na Vidigueira, portanto). No copo, cereja escura. Nariz interessante, forte, vivo, trata-se de um vinho jovem sem qualquer dúvida! Na boca é todo Aragonês, embora partilhe a sua composição com Alfrocheiro e Alicante (que mal se notam). Ameixa preta, madeira presente, breves notas florais. Final gostoso, jovem, mas esperava-se outra persistência. Um vinho muito alentejano, a acompanhar com interesse as próximas colheitas.
Bom + (17). A menos de € 25.
PS - O clube de vinhos wine.pt propõe este Peso Reserva (T) 2003 na sua escolha mensal de Agosto por € 23,50.
domingo, agosto 27, 2006
Mauro (T) 2000

Tudo isto à mesa de um belo restaurante, e por menos de € 30.
Bom ++ (17,5)
terça-feira, agosto 22, 2006
Vinhos entre críticos e "treinadores de bancada"

Em todo o caso, um bom exemplo da saudável discórdia que se vem escrevendo pode ser encontrado na comparação entre as pontuações atribuídas pela Revista de Vinhos (RV) na edição n.º 194 (Janeiro, 2006, pp. 62 e ss) e as nossas notas publicadas neste blog. O objecto de estudo: "Brancos com madeira".
As diferenças surgem, todavia, no ponto extremo, exactamente nos vinhos com menores pontuações: é que considero o "Gouvyas Reserva 2003" (nossa prova aqui) um dos melhores brancos do mercado e, no entanto, a RV atribuiu 15 pontos e coloca-o atrás de brancos que (já os tendo provado também) não merecem, em nossa opinião, esse feito. O mesmo se diga dos 14,5 pontos oferecidos ao "Castello d’ Alba Vinhas Velhas 2004", um dos vinhos que mais me cativou em provas recentes. Outra diferença: a acidez que tanto apreciei no "Herdade do Meio 2004" (nossa prova aqui) é considerada agressiva pela RV e, talvez por isso, "catrapum"... meros 13,5 pontos.
