
domingo, abril 22, 2007
Apegadas: novidades...

quinta-feira, abril 19, 2007
Dois alicantes...

Pegões alicante bouschet (T) 2004: Fruta preta e um carácter rústico dominam a prova deste tinto de bom porte e cor moderna (quase opaca, portanto). Falta-lhe energia e alegria, peca por ser um tinto muito linear à semelhança de outros da região. Bom preço, abaixo dos 7€. 15
Capucho alicante bouschet (T) 2005: Literalmente preto. É um monstro este alicante: nariz reduzido, corpo fresco pelo álcool (15º), notas químicas e fundo balsâmico. Há uns anos atrás este tinto seria "levado aos ombros". Agora, muita gente (já) anda farta deste estilo. Eu vou-me aguentando com este ribatejano, pois dá muito prazer. A menos de 10€. 16
segunda-feira, abril 16, 2007
DFJ Alvarinho/Chardonnay (B) 2005

15,5
terça-feira, abril 10, 2007
Vinhos da Tavadouro

Chega-nos da denominação "Távora-Varosa" este branco de cor amarela muito clarinha. Produzido a partir de gouveio real, malvasia fina e cerceal, uvas todas colhidas na Quinta de Rõssas, mais um Douro claro está. Nariz reduzido com notas soltas a maçã e relva molhada, mas tudo subtil pouco perceptivo. Na boca volta a mostrar-se pouco expressivo, não se impõe no palato e é daqueles brancos que qualquer apreciador dirá "bebe-se muito bem". Com um final curto, foi uma boa companhia como aperitivo e ajudou à degustação de uns acepipes.
Setembro (T) 2004
Provado duas vezes, com dois meses de intervalo. Em ambas as ocasiões encontrámos um tinto muito escuro, perto do breu total. Nariz jovem, de intensidade alta, com imensa fruta madura. Aponta para um estilo próximo da sobrematuração, mas mostra-se interessante, guloso sem cair no estilo pesadão. Na boca, o fruto é quase doce, o chocolate impõe-se e surgem sabores quentes (fruto negro, LBV, "moka"). Madeira evidente mas bem doseada e um final médio/médio+ a revelar bom trabalho por parte do enólogo. No todo: um tinto num estado de maturação ainda não perfeito, guloso e, no geral, bem feito num estilo moderno e sedutor. Um Douro diferente em estreia. Eu gostei. Preço abaixo dos 14€ (brevemente em distribuição em Lisboa). 16
quinta-feira, abril 05, 2007
Quinta da Sequeira (R) 2005

Já aqui escrevi - é, aliás, uma evidência - que são cada vez mais os recentes projectos consolidados no Douro. A par de novos produtores mais ou menos experientes, e com mais ou menos suporte empresarial, a verdade é que vão surgindo marcas apoiadas numa séria gama de propostas entre rosés, brancos e tintos. A "Quinta da Sequeira" é um bom exemplo do que se vem escrevendo [veja-se a nota que a Revista de Vinhos atribuiu no passado mês ao belíssimo – e cheio de garra – QS Reserva (T) 2003].
Provados já os tintos, em especial o 2001 (ver aqui) e o 2002 (ver aqui para a versão "Grande Escolha", a única produzida nesse ano), o sol da Páscoa leva-me a abrir o rosé da colheita de 2005. Vejamos então:
Em conclusão: um dos melhores rosés do mercado. A menos de 7 €.
16
segunda-feira, abril 02, 2007
Quinta da Castainça Grande Escolha (T) 2003
Não é fácil encontrar este rótulo. Foi-me oferecida uma garrafa por um amigo e, a par desse evento, só o encontrei disponível para consumo na enoteca "Chafariz do Vinho" em Lisboa. Provou-se, com decantação, a garrafa que me foi oferecida.
Com touriga nacional, touriga franca e tinta roriz, apresenta-se um douro de cor cereja escura. Apesar da indicação do estágio em madeira por 12 meses, o carvalho pouco se sente no nariz, e mesmo na boca passa despercebido. É um douro clássico, fora de modas, com fruta fina, corpo delgado, alguma evolução, e um final elegante mas fugaz. Com uma acidez altiva e marcante, será uma boa (mas talvez não "grande"...) escolha para acompanhar um prato robusto. Desconheço o preço exacto, mas não deverá ser superior a 15€ (nota escrita em 19/04/2007: encontrei finalmente o vinho, está no ECI a cerca de 14€).
15,5
quarta-feira, março 28, 2007
Prazer a menos de 20€
Pois é, para quê comprar um bom vinho por 20€ quando, pelo mesmo preço, se pode comprar dois. O problema reside na dificuldade em adquirir os vinhos que se seguem, posto que não se encontram nos hiper ou supermercados, nem mesmo em qualquer garrafeira. Mas calma... também não são assim tão raros.

Gouvyas (T) 2003: Já não constitui novidade que os vinhos do João "Redrose" e de L. Soares Duarte são vinhos de puro prazer. Os próprios gostam de caracterizá-los como "gastronómicos". Quem sou eu para os contradizer, mas vou dizendo que, para mim, são muito mais do que isso. Este "Gouvyas 2003" nem sequer é o afamado "Vinhas Velhas" (18v. p/ RV), e – talvez heresia – é mesmo melhor escolha que o topo de gama numa mera relação de preço/qualidade. Nariz absolutamente perfumado – não costumo utilizar este adjectivo, mas neste tinto "assenta como uma luva" – com fruto irrepreensível e uma madeira muito discreta. Na boca é uma pequena tentação: guloso, intensamente centrado no fruto mas sem exuberância enfadonha, redondo e "sedosamente" macio. Final médio/médio+ saboroso, novamente com referências tímidas provenientes da madeira presentes num ou outro "tique balsâmico". A menos de 12€ na garrafeira "Coisas do Arco do Vinho" em Lisboa. 17

Monte da Cal Aragonês (T) 2004: Mais um "furo"na planície alentejana... e logo quando começávamos a pensar que os extremes de aragonês desta região não podiam mais surpreender. Um vinho cujo único pecado é bebê-lo já, pois certamente ganhará com mais um ou dois anos em garrafa (mas como resistir?). Este é, aliás, um dos aspectos muitos positivos deste tinto – apresenta-se jovem e sedutor, mas de taninos a pedirem cave. Nariz intenso a morangos muito maduros, a ameixa e, minutos depois... a esteva. Marcado pela "tinta da china", é um alentejano de carácter moderno onde as notas químicas se sobrepõem na boca ao fruto e uma madeira que (quase) não se nota. Final muito persistente, frescura proveniente do álcool (14,5º), secura nos lábios e apetite para mais. Atenção a esta marca (do grupo "Dão Sul") que dará que falar (uma dica mais: provem também o "Reserva 2003"). A menos de 8€ na garrafeira do ano/2006 (prémio RV) "Veneza" em Paderne (Algarve). 17
Torre do Frade Reserva (T) 2004
terça-feira, março 27, 2007
RV de Março: um deleite
domingo, março 25, 2007
Dois tintos alentejanos em forma

Diz-se muito frequentemente que os tintos do Alentejo devem-se beber novos. Pegámos em dois exemplares que, não sendo propriamente antigos, já levam 4 e 6 anos desde a colheita, respectivamente. Não são, nem pretendem ser, os topos de gama das marcas respectivas, por isso maior era a expectativa na prova. Sem surpresas – agora digo eu – portaram-se ambos de forma muito positiva. Vejamos então.
- Quatro Castas (T) 2002: Este tinto da Herdade do Esporão combina - como o próprio nome sugere - quatro castas e, faz já alguns anos, que se situa entre os monocasta do Esporão e os topos de gama "Private Selection", agora acompanhados do recém chegado Torre (T) 2004. Cor jovem, vermelho muito escura. Baunilha no nariz e fruta sedutora na boca (ameixas e morangos maduros). Não fosse aliás o devaneio da madeira, e estaria ainda melhor. Fizémos bem em servi-lo a uma temperatura de 16º. Final muito correcto. Está pronto a beber, e é muito saboroso. Admito que se possa guardar mais uns anos. Mas para quê? 16
- Quinta da Terrugem (T) 2000: As portuguesas castas trincadeira e aragonês dão-nos aqui um vinho muito profundo e de perfil moderno (mas sem "modernices"). Todo ele está em bela forma (prefiro sempre os Terrugem com alguns anos, confesso). Nariz fechado mas em evolução. Corpo elegante, quase redondo. Na boca encontramos uma panóplia de sabores muito complexos e uma persistente presença de fruto de qualidade a transitar para algum balsâmico. Final médio+/longo. Está pronto a beber e irresistível para agradar. 16,5
terça-feira, março 20, 2007
Novidades de Celso Pereira

Só a imensa simpatia de Celso Pereira se atreve a superar as virtudes dos vinhos que ajuda a produzir. Por isso, a apresentação dos seus néctares mais recentes é sempre um momento de convívio e "bem beber". Este ano começámos pelos espumantes: o "cada-colheita-melhor" Vértice Reserva 2004 e o belíssimo Super Reserva (bruto zero) 2000. Após mais de uma década e meia a produzir belos espumantes, ninguém duvida da consistência desta marca das Caves Transmontanas. Depois, provou-se o Vértice (B) 2006 em amostra de casco, já que branco de 2005 não haverá para venda por não se ter conseguido a qualidade habitual.
Mas foi nos tintos que a coisa mais brilhou. A saber:
- Vértice Grande Reserva (T) 2003: Cor vermelha escura muito bonita com ligeiro sinal de evolução. Corpo fino e elegante, dá a sensação imediata que é um vinho de perfil gastronómico. Fruto de qualidade, alguma menta e várias sensações a café (provenientes da madeira, segundo o enólogo) que se combinam num néctar com "pattine" e de final longo. Um mimo pronto a beber (preço aprox. 15€). 17
- Quanta Terra Grande Reserva (T) 2004: Este projecto de João Alves e Celso Pereira continua a superar as expectativas ano após ano. Este 2004 é um caso muito sério: muito escuro na cor, nariz fresco e cintilante, fruta madura (mas longe da sobrematuração). É preciso esperar por ele, é preciso um copo a sério para o provar, mas nota-se uma capacidade de evoluir enorme. Pesado e cheio de corpo e juventude, é um tinto muito complexo que vai certamente dar que falar. Também pelo preço, a menos de 20€. 17,5
domingo, março 18, 2007
Churchill Estates 2004

Ora, na colheita de 2004, tudo está "politicamente correcto": tinto de cor quase opaca, com lágrima persistente, aroma transbordante a álcool, e um fruto vermelho maduro em compota que domina a prova de boca. Que saudades da força balsâmica do de 1999... Ao invés, o ora provado está mais calmo, muito mais amansado (pelo menos face o de 1999, pois tenho a certeza que alguns enófilos também encontrarão "potência" neste 2004), e revela um calor doce que certamente agradará a muita gente (a meio da janta penso que o deveria ter servido refrescado com a sobremesa). Enfim, parece querer juntar-se à lista - cada vez maior - dos tintos que retiram o "menos bom" da tinta roriz para se tornarem monótonos. Nem mesmo o álcool desmedido como dita a moda (14,5º) lhe dá frescura. Final médio+ com as mesmas características já abordadas.
14,5
sexta-feira, março 16, 2007
1 pato e 2 brunhedas

Para beber? Façam como nós que abrimos dois vinhos da casa duriense Brunheda. Um óptimo branco, à semelhança do que outros produtores vêm fazendo sobretudo do Douro, e um tinto da "velha guarda" com um toque feminino. Duas belas opções.
Vinha da Pala Reserva (B) 2004
Decantado e reintroduzido na garrafa, é mais um daqueles brancos que persegue os melhores da região. A partir de malvasia fina, códega do larinho e viosinho, e com 12 meses de carvalho francês está límpido na cor e fresco na boca. Falta-lhe algum fruto (de caroço, como gostamos), mas está redondo, com estrutura e peso adequado e acidez certeira. Fomos buscá-lo à garrafeira Veneza no Algarve. O preço rondava os 14€. 16,5
Brunheda Reserva (T) 2001
Que excelente cor rubi profunda e sem marca exposta de evolução. Nariz reduzido, com concentração e algum fruto de qualidade. Na boca está fresco, amplo, com acidez muito positiva. O fruto está menos presente, a evolução que não se nota na cor sente-se na boca. É um bom vinho, produzido a partir de castas tradicionais do Douro, ao qual parece faltar algum carácter mais robusto. Está elegante, talvez feminino... 12,5º de álcool é coisa rara nos dias de hoje. O preço não sabemos, pois saiu-nos em sorteio, faz anos, num dos belos jantares da garrafeira "Coisas do Arco do Vinho" em Lisboa. 16,5
quinta-feira, março 15, 2007
Prós e Contras: vinhos brancos nacionais
quarta-feira, março 14, 2007
Francos (T) 2003
domingo, março 11, 2007
Termeão "Pássaro Vermelho" (T) 2003

Perfume que não é uma novidade em vinhos da Bairrada, muito menos nos tintos de Campolargo, um produtor que parece sempre privilegiar a elegância em detrimento da força bruta. Aroma estreito, mas franco, tudo muito delicado, de tal modo suave que a touriga (em clara maioria) proporciona aqui um bouquet muito pouco usual para a casta. Digamos que mais... feminino.
Diferença de estilo que também é uma chancela do produtor bairradio que nos habituou aos mais diversos devaneios vinícolas, sempre de qualidade. Pois bem, não está opaco na cor, mas esta é belíssima. O corpo não é super concentrado, mas tem estrutura "para dar e vender". O final não é prolongadíssimo, mas é irresistível. Os taninos não são demolidores, mas está para durar.
Em suma, um belo tinto, a um preço não exagerado tendo em consideração a reduzida produção. Este é o "pássaro vermelho" (ver no rótulo), mas existe também o "pássaro branco" mais acessível. A menos de 18€.
16,5
quarta-feira, março 07, 2007
Monte da Ravasqueira (B) 2006

Entre 5 € a 7,5 €, a ser comercializado em breve.
16
domingo, março 04, 2007
Amália Garcia (T) 2006

É um tinto muito interessante, com a curiosidade da ausência de madeira, é um vinho com uma personalidade que não lhe advém apenas do elevado grau de álcool. O produtor Francisco Garcia (o vinho é uma homenagem à sr.ª sua mãe) vai engarrafar o vinho no próximo dia 15 de Março de 2007. Serão poucos milhares de garrafas a um preço esperado de cerca de 50 € cada. Agarre-o se puder!
17,5
sexta-feira, março 02, 2007
Espumantes: apenas pontuações

- Porta da Traição s/ ano (s/ indicação de castas) 14
- Vértice Reserva 2004 (s/ indicação de castas) 15,5
- Muros Antigos 2004 (alvarelhão / alvarinho) 15,5
- Borga 2004 (pinot noir / chardonnay) 16
- Murganheira vintage 2002 (pinot noir) 17
PS: Bem sei que são apenas pontuações, e que foto é uma rolha de "Mumm", mas esta é a nossa maneira de desejar um óptimo fim-de-semana.
quinta-feira, março 01, 2007
Gambozinos Reserva (T) 2004

Pois bem, este Gambozinos Reserva – de pouco consensual talvez só tenha o nome comercial escolhido – tem uma bela cor, vermelha muito escura, e no copo mostra-se pesado e de álcool evidente. No nariz predomina a touriga (como vem sendo cada vez mais habitual) e os seus aromas florais, aqui um pouco rústicos e mais duros do que seria desejável. Na boca o vinho é bem curioso, se bem que parece hesitar entre um estilo rústico (que predomina) com algumas notas gulosas a fruta confitada e chocolate que o final acentua.
Em conclusão: temos vinho, e para beber nos próximos 5 anos. A menos de 12 €.
16
