
segunda-feira, dezembro 26, 2005
Termeão "pássaro branco" (T) 2003

Esporão Garrafeira (T) 1997

Elaborado com Cabernet Sauvignon, Aragonês e Trincadeira, estagia por 18 meses em carvalho francês novo e uma parcela em carvalho americano.
Na cor, foi um vinho de cor granada, com nuances de alguma evolução, tonalidade concentrada, deu-nos imediata sensação que estaria em óptima forma. No nariz aromas a fruta madura perdidos num curioso arabesco mineral, algum “cassis” (mas pouco) e grãos de café. Madeira bem doseada a trazer aromas e sabores exóticos, boa presença da casta francesa. Taninos macios e integrados.
Um grande vinho do Alentejo a mostrar que, quando bem elaborados, estes podem descansar uma década antes de serem bebidos.
quinta-feira, dezembro 22, 2005
Quinta da Sequeira (T) 2001
segunda-feira, dezembro 19, 2005
Calços do Tanha Reserva (T) 2001
quarta-feira, dezembro 14, 2005
Condado de Haza Reserva (T) 2000
Umas almôndegas primorosas esperavam em casa, envoltas num molho espesso. Juntámos, como entrada, umas fatias de veado fumado e umas tâmaras com presunto; fizemos o jantar.Como fazia tempo que não depenava a secção espanhola da minha garrafeira, fui buscar um Ribeira del Duero. Após alguma hesitação, lá decantámos um “Condado de Haza Reserva 2000”. Esta segunda quinta de Alejandro Fernández é tida como o seu sonho, depois da muita fama obtida com os “Tinto Pesquera” (aos quais já fizémos referência num texto de 18 de Julho deste ano). Aliás, as duas quintas distam poucos quilómetros, como constatei no ano passado quando percorri toda a estrada de Peñafiel em busca das melhores bodegas.
Ora, este Condado de Haza esteve irrepreensível, em óptimo estado de maturação. Apesar da colheita de 2000 ter ficado furos atrás à de 2001, mostrou uma bonita cor de cereja (típica dos Reserva da região) e aromas equilibrados de madeira, fumo e fruta. Surpreendentemente, o tempranillo esteve repleto de sabores, numa estranha sucessão de frutas maduras diferentes, tudo com uma pouca acidez tradicional.
sexta-feira, dezembro 09, 2005
Cartuxa Reserva (T) 2002
A cor começa a desapontar (já com evolução) e no copo mostra-se mesmo “leve”, pouco denso... um súbtil brilho coral (pálido) e pouco mais.Na boca, já tudo é diferente: vivo, muito fruta (mas não madura), tudo a lembrar o “vinho novo” alentejano que se bebe no próprio ano da colheita. Tem um estilo contra a moda dos tintos carnudos e concentrados, é um tinto suave e ideal para acompanhar certos assados pouco fortes (peixe ou carnes brancas). Apelativo.
A menos de € 20.
segunda-feira, dezembro 05, 2005
Tapada de Coelheiros (B) 2004

A menos de € 10 numa garrafeira. O dobro num restaurante.
segunda-feira, novembro 28, 2005
Quinta do Além Tanha (T) 2001

A feijoada, repleta de carnes e enchidos, com o feijão muito bem cozido mas não esmagado (tendo acompanhado ainda com um pouco de arroz branco, como se faz em Braga).
O vinho, um espanto. Trata-se de um lançamento de mais um belo vinho duriense, desta feita pelo produtor Nuno Matos numa quinta localizada na região do Cima Corgo.
terça-feira, novembro 22, 2005
Calços do Tanha (T) 2000 no Meson Andaluz
Ora, para além da dezena e meia de tapas de qualidade (realce para a empada de perdiz com cogumelos bravos), e de vários pratos de confecção imaculada (rabo de touro em destaque), é o cochinillo de pata preta que mais brilha, trazido directamente da quinta que o proprietário do restaurante possui em Estremoz. Trata-se de leitão verdadeiro, como o nosso bairradio (e não porco!), mas mais tostado e não vem servido afogado em molho de pimenta nem com típicos acompanhamentos de péssima qualidade. Os entendidos dizem que melhor só em Ávila (mata-se com 17 dias) ou em Segóvia (mata-se com 21 dias).
sexta-feira, novembro 11, 2005
Cortes de Cima Touriga Nacional (T) 2002

Vieram as peças de farinheira, os paios, o pão em saco de lona, os queijos, mas a fome não saiu. Carregámos então na carne de alguidar acompanhada ora de migas tradicionais, ora de migas de espargos.
No vinho a escolha estava limitada à região do Alentejo e preferimos uma estreia. O Cortes de Cima Touriga Nacional 2002. É preciso começar por dizer que sou um grande apreciador dos maravilhosos resultados da plantação da Touriga no Alentejo. Os vinhos saem complexos com toques florais e a fruto. Uma maravilha.
Ora, a mais recente experiência de Hans Kristian Jorgensen, saiu também ela fantástica. Após 9 meses em barricas de Carvalho francês o vinho estava jovem com uma cor vermelha muito escura. O aroma dominado por sugestões florais e alguma madeira, mas na boca muita fruta doce e um grande final.
Se os primeiros vinhos Corte de Cima primavam por um estilo exclusivamente de “Novo Mundo”, este Touriga vem mudar um pouco o estilo e, quem sabe, conquistar novos adeptos (é o meu caso). Não admira os 91 pontos da Wine Spectator.
segunda-feira, novembro 07, 2005
Encontros com o vinho... escolhas
Foi o melhor evento relacionado com vinhos em Portugal que tenho memória. Mais de 200 produtores de vinhos (mas também em menor escala de queijos, presuntos, enchidos e azeites) todos no Centro de Congressos de Lisboa (antiga FIL). Foi assim ontem, Domingo dia 6 (e já havia sido de modo igual, mas com mais gente contaram-me, no Sábado dia 5).
Tratou-se do “Encontros com o vinho e sabores 2005”, feira festiva onde a concorrência dá lugar a uma saudável promoção e apresentação ao público (o dia 7 é reservado aos profissionais do sector) das últimas novidades vinícolas... o que significa, de modo redutor, os (fantásticos) vintages 2003, os reservas tinto de 2003 e 2002, e os brancos nacionais de 2003 e 2004 e ainda alguns brancos estrangeiros já de 2005 (só possível no “novo Mundo”!).
A convite da simpática “Adega Algarvia” não perdemos este certame e brigámos na prova de várias dezenas de vinhos. Encontrámos amigos e conhecidos em quase todos os balcões, mesmo nos distribuidores, o André no balcão da Vinalda que o diga. Vários foram também os escanções de restaurantes famosos a quem falámos (o Bruno do "Vírgula", a Ana do "Valle Flor").
Com um copo a tira-colo (literalmente) lá fomos nós a caminho das nossas escolhas nacionais... um delírio meus caros, um delírio.
Muito Bom:
Vintage Quinta do Crasto 2003 (preto na cor, doce, notas brutais a fruto)
Vintage Quinta do Portal 2003 (também preto, mais do doce que o anterior)
Quinta Vale Meão (T) 2003, Douro (quase preto, muito directo e preciso, uma bomba)
Quinta da Leda (T), 2003, Douro (complexo, interessantíssimo, para guardar muitos anos)
Evel Grande Escolha (T) 2003, Douro em sample (novo estilo? não era preciso! continua muito bom)
Bom +:
Quinta dos Roques Touriga Nacional (T) 2003, Dão (boa concentração, o melhor da touriga)
Luís Pato Vinha Pan (T) 2003, Bairrada (sempre fantástico, diferente, vegetal)
FSF Homenagem JMF (T) 2001, Palmela (bela cor, complexo, muita fruta)
Quinta do Portal Grande Reserva (T) 2001, Douro (grande vinho, pronto a beber)
Quinta do Mosteirô Grande Escolha (T) 2003, Douro (bela novidade, vegetal, muito curioso)
Bom:
Quinta do Carmo Reserva (T) 2003, Alentejo (bom na boca, mas no nariz teima em desagradar)
Esporão Alicant Bouchet (T) 2003, Alentejo (aromas a terra, algum mofo e pimentos)
Quinta dos 4 Ventos Reserva (T) 2002 (tem tudo para ser um vinho exemplar, mas é demasiado previsível... repetitivo até)
quinta-feira, novembro 03, 2005
Feira do Vinho "Makro" - destaques
- Quinta do Castro Reserva Vinhas Velhas (T) 2002, Douro – a menos de € 19
- Quinta das Tecedeiras Reserva (T) 2002, Douro – a menos de € 19
- Dolium Reserva (T) 2001, Alentejo – a menos de € 13
- Casa de Santar Touriga Nacional (T) 2000, Dão – a menos de € 13
- Quinta da Bacalhoa (T) 2001, Terras do Sado – a menos de € 11

terça-feira, outubro 25, 2005
Prova cega: Chryseia, Incógnito 3-4, Mouchão, Tecedeiras Reserva, Dolium Reserva, Aurius, etc

Fica aqui um breve resumo do pletórico jantar/prova organizado pela "Wine Society de Macau" e que se realizou no passado Sábado no Clube Militar de Macau:
"Chegados à prova, às 18.30, tínhamos 10 copos "artilhados" com 10 tintos, apenas assinalados com uma letra. Entre os vinhos tínhamos uma folha que continha espaços para colocarmos os nossos comentários aos vinhos ("colour", "nose", "taste", "my points" e "my rankings").
Fomos provando um a um, dando notas e, no final, lá organizamos o respectivo ranking. De seguida, o painel de especialistas ia comentando vinho a vinho. Algo surpreendente foi ver que os dois enólogos presentes (um deles reconhecido mundialmente), não gostaram de vinhos "afamados" como o Chryseia ("pouco complexo"), o Incógnito ("pouco distinto, muito fácil") ou o Mouchão 3-4 ("má interacção entre fruta e madeira e, igualmente, pouco complexo"). Ao invés, adoraram 3 vinhos bem distintos: Quinta das Tecedeiras, Aurius e Dolium (Reserva). Os dois primeiros, para mim, muito abaixo dos vinhos que afirmaram não gostar. Julgo que é a tendência inevitável daqueles que passam a vida a beber vinho: vão à procura da singularidade, da complexidade e de vinhos que fujam ao facilitismo. Não é o meu caso: gosto de vinhos potentes, ricos no nariz, com a madeira presente mas com finais longos e frutados. Chamem-me fácil!
O jantar foi divino: o chef Joaquim Figueiredo dispensa apresentações. Trabalhou no Tavares, no Café da Lapa, na Bica do Sapato e trabalhou, em França, com "estrelas michelin". Preparou então um creme de grão com foie gras e lascas de presunto caramelizado, uns camarões deliciosos numa cama de puré de batata e espargos e umas costeletas de borrego cozinhadas divinalmente. Serviu-se ao jantar um Pêra Manca (B) (que os enólogos elogiaram efusivamente), um Quinta do Portal Rosé (igualmente elogiado), um Sogrape Reserva Alentejo (T) (apenas bom) e um Quinta do Côtto Grande Escolha (T)... "um vinhão"! E tudo sem restrições de quantidade!"
domingo, outubro 23, 2005
Jantar entre amigos: JPR / Aliança / Roques

Para estas gulodices, abriu-se um Antão Vaz (alentejano, claro) de João Portugal Ramos. Vinho branco encorpado de grande densidade e categoria, fruta de boa qualidade mas não exuberante. Um conjunto que se saiu muito bem perante difícil tarefa de combinar com entradas diversas.
Depois, já com a promessa de dois tipos de picanha na pedra – uruguaia e argentina – sacou-se a rolha a um Quinta das Baganhas (T) 2001 que as Caves Aliança produz na Região das Beiras. Vinho notável, muito elegante com muita fruta madura, preciso e directo nas sugestões a madeira, muito bem "construído".
Já com a carne suculenta no prato foi tempo de abrir uma garrafa de Quinta dos Roques Touriga Nacional (T) 2000. Cor fantástica - preta -, muita austeridade no nariz, muito directo à casta com sugestões frescas a frutos vermelhos e uma acidez estonteante. Na boca, os taninos bem marcados foram uma evidência e um final forte marcou o estilo. Melhores anos virão do Dão, bem sabemos, mas este tinto de 2000 esteve muito bem, com uma presença intensa e inesquecível. Como o jantar, que terminou no Bairro Alto.
sexta-feira, outubro 21, 2005
Couteiro-Mor Colheita Selecionada (T)

As últimas duas garrafas que bebi foram, respectivamente, em Sines (no majestoso restaurante "O Migas") e em casa da minha mãe acompanhado de um prato de cozinha italiana. Como noutras ocasiões, também nestas o tinto “Couteiro-Mor Colheita Selecionada” foi valente.
Um espanto este vinho alentejano. A menos de € 11.
quinta-feira, outubro 20, 2005
Callabriga (T) 1999
Sentámo-nos numa mesa da “Isaura”, à Avenida de Paris. Tratava-se de um regresso a um local muitas vezes revisitado e onde a lista, com algumas excepções, continua a assentar em três pilares: cozinha lisboeta (sobretudo bifes em molho), especialidades, e caça. Fomos, uma vez mais, para este último pilar ao escolhermos a perdiz estufada e o feijão branco com lebre.Para beber, elegemos um Callabriga 1999 da Casa Ferreirinha, propriedade da Sogrape. O néctar, mereceu, soubemos mais tarde, 92 pontos da Wine Spect. Em óptimo estado de evolução, foi um vinho perfeito. Cor escura jovial, no nariz alguma fruta, algum aneto, e muita vida e álcool. Belo corpo, quase viscoso, e um final longo e preciso. Muito bom.
O preço rondou os €25- €30, só do vinho, claro.
terça-feira, outubro 11, 2005
Quinta do Monte d'Oiro Clarete 2004

Como fazia tempo que queria provar a nova vaga de rosés – e comprovar a sua mais recente fama – escolhi o da Quinta do Monte d’ Oiro. Da comida da minha mãe escuso-me comentar – opinião de filho comilão não é para aqui chamada – mas vamos ao vinho: cor lindíssima, mas ligeiramente mais escura do que um típico rosé, na boca um ataque instantâneo de aromas florais. Curiosamente, esta primeira impressão modificou-se ligeiramente com o vinho na boca, tornando-se cada vez mais austero e menos doce, ganhando mesmo uma estrutura muito interessante para um rosé. Terminou num inevitável final curto.
Depois do sucesso do clarete de 1999, elaborado a partir de Syrah, surgiu o de 2003 e este de 2004 elaborados à base da casta Cinsaut – mais uma experiência saída do chapéu do José Bento dos Santos.
Um rosé menos fácil do que seria de esperar, e a pedir Verão (sardinhas com pimentos, saladas, escabeches, pizzas) ou comidas exóticas (sobretudo chinesa), a menos de € 7.
domingo, outubro 09, 2005
Bolonhês - Monte dos Seis Reis (T) 2003
Tempo ainda para escrever que se tratava de vinho feito a partir das castas que melhor “servem” a região – aragonês, trincadeira, alicante bouschet e tinta caiada – com fermentação em cubas de inox e a maloláctica, e um estágio de 8 meses em barricas de carvalho francês e do caucaso, seguindo-se finalmente o estágio em garrafa.
Na cor – grenada e luminosa – e no nariz muita fruta madura (mas não doce, longe da compota) e madeira evidente. Corpo interessante (mas não se pode exigir longevidade, vejamos os próximos 5 anos) e taninos macios, algo escondidos. É pena as poucas referências a terra e a trufas (que tanto gostamos!), e a pouca evidência ao calor da planície (será a tentação do novo mundo?). Ainda assim um vinho muito bom, guloso, com um belo final e que deve ser bebido novo. A menos de € 8 numa Garrafeira.
quarta-feira, outubro 05, 2005
Feiras de vinhos nos hipermercados - destaques
- El Corte Inglês:
Dehesa Gago (T) 2002, Toro, Espanha - a menos de € 8
Quinta de São Francisco (T) 2001, Óbidos - a menos de € 7
Terras do Pó Reserva (T) 2003, Palmela - a menos de € 7
Quinta do Sanguinhal monocastas (T) 2001, Óbidos - a menos de € 5
- Continente:
Quinta dos Carvalhais Encruzado (B) 2003, Dão - a menos de € 15
Quinta de Cabriz Encruzado (B) 2003, Dão - a menos de € 8
H. do Esporão Verdelho (B) 2004, Alentejo - a menos 6 €
- Jumbo:
Evel Grande Escolha (T) 2001, Douro - a menos de € 12
João Portugal Ramos Syrah (T) 2003, Alentejo - a menos de € 9
Morgado Sta Catarina (B) 2003, Bucelas - a menos de € 8
segunda-feira, outubro 03, 2005
Qta do Sanguinhal Syrah / Touriga (T) 2001
Abriu-nos a porta o proprietário e fomos servidos pelo filho. Reinava o ambiente familiar (e sportinguista, o que me agradou) e as entradas começaram a rolar pela mesa. Primeiro os ovos com cogumelos bravos, depois o paio do lombo, para o fim morcela de arroz da região. Nas refeições propriamente ditas, iniciámos com uns jaquinzinhos em arroz de tomate (uma delícia) para depois terminar com uns lombos de porco preto (prato sempre vulgar, mas muito bem preparado).
Para os deleites da bebida, escolhemos um vinho da terra – Região de Óbidos – um interessante “Quinta do Sanguinhal Syrah e Touriga Nacional” de 2001.
