quarta-feira, agosto 03, 2005

Encostas de Estremoz Touriga 2003 (T) - II acto

Regressámos a um vinho cuja apreciação já aqui deixámos testemunho (21 de Junho de 2005). Refiro-me ao monocasta Touriga Nacional Encostas de Estremoz (Vinhos D. Joana). Esta segunda experiência contou com a utilização de copos mais apropriados (estilo “borgonha”), o que tornou mais exigente a prova. Mas não se pense que o vinho não esteve à altura: a cor em destaque - quase preta mas com tonalidades lilases (não é um delírio! é uma cor lindíssima) -, o nariz transbordou a Touriga, e na boca manteve o bom nível da prova inicial. São apenas 5.000 garrafas (fora as que eu já comprei no Pingo Doce) destinadas sobretudo aos hipermercados e a um preço de € 4,75... melhor é impossível.

domingo, julho 31, 2005

Quinta Fonte do Ouro 2003 Touriga Nacional (T)


Os ares frescos de Penacova não podiam inspirar a escolha de um vinho que não de uma região como o Dão. Perante esta evidência - quase imposição! - provou-se um "Quinta da Fonte d’Ouro 2003 Touriga Nacional".
A garrafa tinha-nos sido gentilmente oferecida (com sorte pelo meio...) durante a sua primeira apresentação pelo enólogo Nuno Cancela de Abreu responsável pelo vinho , e o rótulo provisório (com a indicação do ano marcada à mão) atestava isso mesmo. Segundo a lição do mister responsável pelo vinho, cabia a este ainda uma “afinação” final antes de sair para o mercado, mas - como a garrafa dada não se olha o dente - abri a minha de imediato. É, portanto, possível que as minhas próximas palavras não estejam totalmente em conformidade com o vinho versão final que saiu agora para as estantes das casas comerciais.
Temos então: um Dão intenso, com a presença forte da Touriga; mas foi a sua acidez cuja recordação durou a tarde inteira (tendo mesmo resistido com bravura à sesta que gozei). No nariz muita fruta vermelha e alguma caruma (mas o nariz andou confuso quando procurámos outros aromas, talvez por se tratar de um vinho jovem). A cor - vermelha intensa muito bonita!
Deu-nos a clara ideia tratar-se de um vinho que vai ganhar com o descanso condigno nas nossas garrafeiras, mas não tem estrutura para durar muito tempo. A beber já trata-se de um touriga honesto e bem construído, contudo sem dimensão para combates com os seus rivais dourienses, e falta-lhe aquele sabor a terra e o caracter quente que ansiamos nos actuais tourigas alentejanos. Mas atenção!, a acidez que demostrou - agora demasiado intensa, daquia 2 anos talvez perfeita - será certamente um trunfo deste estilo do Dão.
A menos de € 10, e salvo melhor opinião, é um vinho para guardar 2 ou 3 anos e merecer depois uma cuidada selecção na escolha da comida que vai a acompanhar.

sábado, julho 30, 2005

Novidades para a garrafeira: Julho 2005

  • Quinta dos Seis Reis Syrah (T) 2003 – até € 15
  • Quinta AlemTanha (T) 2001 – até € 15
  • Três Bagos Reserva (B) 2004 – até € 10
  • Quinta de Vallado (B) 2004 – até € 10
  • Quinta da Alorna Reserva Chardonnay (B) 2004 – até € 5
  • Muros Antigos Verde (B) 2004 – até € 10

segunda-feira, julho 18, 2005

Tinto Pesquera 1998 Crianza (T)


Para acompanhar rosbife não pensei duas vezes. Lembrei-me de um "Tinto Pesquera" de 98 que tinha guardado em casa, e lá está: uma combinação simples e perfeita.
Este meu “Pesquera” era apenas um “crianza” (a lei espanhola caracteriza como “crianza” o vinho que estagia menos de 1 ano em garrafa) mas foi o meu primeiro Pesquera e desafio qualquer mortal a conseguir por bom preço um Pesquera de 1998, mesmo que seja apenas “crianza”.
De facto, na Primavera que passou fui pessoalmente visitar a “bodega” de Alejandro Fernándes e constatei que os anos de 98-2003 estavam todos esgotados. A procura desta marca é incrível e a exportação leva-os a sítios distantes como o Japão (mas não imagino Tinto Pesquera com sushi!).
A minha sorte é que anos antes comprara na simpática cidade de Lugo uma garrafinha de néctar... ora foi essa garrafa que abri faz dias para o tal rosbife.
E que belo tinto este espanhol da Ribeira del Duero! Com cor vermelha-cereja e alguma lágrima persistente... No nariz, muita fruta, mas também madeira, muita madeira... É um tempranillo espanhol, nota-se de imediato, o primeiro cheiro lembrou-me as adegas que visitei faz meses.
Na boca muito suave (os usuais 18 meses de barrica e 6 em garrafa) e harmonioso, belas notas a carvalho americano e um final longo. Muito vivo este crianza, porventura mais vivo do que alguns reservas.
O preço deste 98 é uma incógnita, mas não ficará abaixo de € 25 em qualquer garrafeira especializada.

domingo, julho 17, 2005

Quinta da Pacheca 2003 (B)

A cidade de Sesimbra já não é o que era. Os meus 28 anos são suficientes para me lembrar com clareza como as casas pequenas e brancas rodeavam as duas baías, com a fortaleza bem no centro. Nessa altura, os meus pais comiam numa tasca fabulosa onde um pescador e a mulher (mais um pastor alemão que teimava em não acordar) serviam as melhores santolas de que me consigo lembrar.
Hoje, Sesimbra é uma outra Sesimbra; é uma barafunda completa com automóveis por tudo o que é lado, e é sobretudo um dos piores exemplos do (falta de) urbanismo em Portugal. Mais a cima, Santana, é outra pequena localidade que segue o mesmo caminho do cimento. É pena e é irreversível.
A tasca onde ia com os meus pais já não existe, mas restaurantes onde o marisco e peixe são reis, esses – por força do comércio turista – ainda existem... o "Farol" no centro histórico, o "Ribamar" na primeira linha da Praia do Ouro, a tasca do "Formiga" lá no alto, e o "Tony-bar"...
Regressámosa este último com a promessa de lapas frescas... e lapas frescas encontrámos... mas primeiro uns camarões de Sesimbra (pequenos e bravios) e depois uma santola... a acompanhar escolhemos o “Quinta da Pacheca” 2003 Branco...
Que grande branco! – uns dos melhores que provei este ano – complexo logo no nariz, cor quase amarela-ambar, e na boca um agregado de sabores citrinos e florais... era um pouco de ananás... depois muita uva madura... depois fruta verde...
Feito de Cerceal, Malvasia Fina e Gouveio, é um douriense de gema, um daqueles branco do Douro que nos lembra a frescura de um verde e a uva bem presente de um branco maduro... muito bom.
Custou-me € 12 e valeu cada chapa gasta.

sexta-feira, julho 15, 2005

Quinta da Murta 2004 (B)

A noite ventosa, como só Lisboa no Verão teima em acontecer, estava contudo quente, apetecendo um branco fresco. Lembrámo-nos das personagens de Shakespeare e das tropas de Napoleão, todos amantes de um dos príncipes do vinho branco português. Adivinharam, bebemos um arinto de Bucelas. A escolha recaiu no Quinta da Murta 2004.
Tratou-se de um branco muito seco, citrino e harmonioso mas com pouco a oferecer no nariz. Também na cor faltou limpidez e altivez. Na boca mostrou-se redutor, fresco é certo, mas menos floral do que esperávamos.
A janta, simples e picante – esmagámos três malaguetas –, também não ajudou a prova e os 12% de álcool quase não se notaram.
A menos de € 4 é um vinho de Verão para se beber ainda este ano, mas outros sim - que não este Quinta da Murta - reinam em Bucelas!

sexta-feira, julho 08, 2005

Planalto Reserva 2003 (B)


Sentei-me nas novas “docas” de Portimão. Um complexo recente mesmo junto das antigas, essas sim verdadeiras docas onde a sardinha era descarregada e, depois, colocada no assador antes da barriga. A nova versão das docas - inaugurada em 2004 - assemelha-se à doca de Sto. Amaro em Lisboa com o acrescento de um paredão enorme. Ganhou-se luminosidade e espaço, perdeu-se na autenticidade.
Vamos ao almoço que faz tarde: amêijoas (óptimas, doces...), sardinha (claro! pequenas e saborosas à excepção de uma que estava esfarolada) e bica escalada (peixe familiar próximo do pargo). Várias versões de saladas de tomate e outras de pimentos a acompanhar temperadas pela mão (sábia) de um algarvio, como manda a regra.
Mas siga-se já para o beber que estamos em época de sol e no Algarve o calor aperta: um branco douriense de marca consagrada, fruto de constantes colheitas bem conseguidas e a um preço que se manteve longe da especulação. Escolheu-se a Colheita de 2003 e exigiu-se um balde coberto de gelo. Bela cor, boas notas no nariz, tratava-se evidentemente de um vinho refrescante e que viria a mostrar uma surpreendente boa adaptação tanto à amêijoa como ao peixe.
Demasiado macio na boca - faltava-lhe já alguma vivacidade! -, apresentou-se porém complexo e vegetal (como nós gostamos dele!), com suaves notas citrinas num final curto mas honesto. Nunca se mostrou enjoativo nem doce - como outras modas por aí ditam -, esteve muito bem na boca. Em conclusão, acompanhou com segurança a realeza da refeição.
A um pouco menos de € 5 nas garrafeiras e nos hipermercados, é sempre agradável beber um Planalto, cabendo agora provar a colheita de 2004!

segunda-feira, julho 04, 2005

Quinta do Carmo 2004 (B)

Mais um grande branco de Verão que fugiu à moda da monocasta. A cor indiciava que este alentejano não era um puro sangue, antes um vinho internacional (o que não se estranha vindo de uma Sociedade Agrícola com capitais em parte estrangeiros). Mas seria o aroma - complexo e penetrante - a confirmar as previsões e finalmente a boca onde o vinho revelou-se cheio e muito refrescante.
Um daqueles brancos do Alentejo verdadeiramente fresco que cada vez mais rareia nas garrafeiras. Final elegante e leve.
Um belo branco a cerca de € 10.
A foto respeita ao rótulo de 1999, em tudo semelhante ao actual.

sexta-feira, julho 01, 2005

Quinta de Cidrô "Sauvignon Blanc" 2003 (B)

Um belo branco do Douro como só esta região consegue produzir, fresco, maracujá e alguma agulha por estranho que pareça. Uma acidez quase perfeita... é um belo sauvignon blanc (mas fica a saudade de outros que já bebemos).
Desta vez, provávamos um só copo, e foi pena. Mas já se encontra na minha lista de futuras aquisições. É a prova que a Real Companhia Velha continua a lançar belos vinhos (quem esquece o Evel GrandeEscolha 1999..?).

segunda-feira, junho 27, 2005

Bastardinho de Azeitão JMF 1984


Vinho licoroso de muita qualidade e raridade. Canela, mel e uva passa. Um toque floral termina em beleza este néctar em garrafa de 0,5l.
Um belo final de jantar, uma cor de ouro, um sabor intenso.
Uma preciosidade a um preço à medida (acima dos € 25).

sexta-feira, junho 24, 2005

Herdade Grande Colheita Selecionada 2003 (B)


Este “Herdade Grande” começou por desapontar na cor deslavada, ainda que no nariz estivesse bem (notas minerais, sobretudo). Na boca iniciou-se pobre e confuso, não sobressaindo fruta e contrariando assim o contra-rótulo.
No entanto, após alguns instantes, alguns sabores citrinos despontam e uma complexidade refrescante manifesta-se em todo o vinho. Muita harmonia.
Um bom vinho branco abaixo dos € 10, eleito como o “melhor branco do Alentejo” pelos enófilos da região.

Touquinheiras 2002 Verde (B)


Cor ainda amarela, mas com menos “agulha” (efervescência) comparado com a garrafa que abrimos ano passado.
Citrino na boca, algum ananás e maracujá, este sobretudo no nariz. Frescura evidente.
Uma vez mais, ficámos com a mesma impressão de sempre: que um Alvarinho não deve ser guardado por muito tempo, ainda que o vinho se mantenha com alguma qualidade por certo período de tempo (neste caso, 3 anos volvidos e o vinho ainda mantinha alguns aromas interessantes).
A menos de € 10, um bom Alvarinho, contudo melhores – e de melhores colheitas – abundam no mercado.

terça-feira, junho 21, 2005

Encostas de Estremoz Touriga Nacional 2003 (T)

O rótulo apresenta-se estreito, vermelho, e partilha a imagem com todos os vinhos “D. Joana”, sendo por isso preciso (bem) procurar a referência escondida à “Touriga Nacional” utilizada em exclusivo. Mas vale a pena! Vale bem descobrir este touriga alentejano, como outros que hoje pululam nas estantes das garrafeiras, bem diferentes dos tourigas do Douro ou do Dão que outrora dominavam a nossa atenção.
Mas não foi só pela curiosidade da touriga plantada no Alentejo que se bebeu este tinto; o seu preço (abaixo dos € 5) também foi um chamariz (para nós que continuamos a procurar a qualidade a um preço justo).
Vinho quente, taninos a sobressair, alguma madeira e muita acidez (neste aspecto bem diferente do que já provámos por outros lados de Estremoz) que disfarçou o álcool (14%) e o estágio de 7 meses. Em conclusão: um belo vinho, a um preço fantástico, que se bebe muito bem por não pecar desse vício de se insistir na produção de vinhos alentejanos de corpo excessivo. E no nariz... tudo era touriga...
O calor que se sente aconselha o uso de uma cinta térmica para refrigerar o vinho.
No Pingo Doce por 4,75€.

sábado, junho 18, 2005

Quinta do Cabriz Reserva 2001 (T)


Finalmente, uma proposta do Dão.
A sociedade Dão Sul, e sobretudo através da Quinta do Cabriz, é hoje um dos mais bem sucedidos projectos nacionais. Gente jovem e dinâmica com amor aos vinhos e com óptimo apoio enológico (prof. Virgílio Loureiro).
A prova desse sucesso são vinhos como o "QC Colheita Selecionada 2000" - ainda uma referência nacional na relação preço/qualidade (atenção aos de 2001 e 2002, bastante menos interessantes).
Mas vamos ao interessa, neste caso o "QC Reserva 2001": bebeu-se este vinho por duas vezes, sempre bem acompanhado, a última das quais em dia de muita festa e alegria, defronte de um prato de javali com castanhas, seguido de rosbife no churrasco.
A um óptimo preço, tratou-se de um vinho cheio, com muita acidez, no qual predominou a Touriga Nacional. Alguma caruma e madeira, a primeira no nariz, a segunda mais na boca.
Não sendo felizmente um reserva do Dão à moda antiga (daqueles que deu má fama aos vinhos do Dão em terras de Inglaterra), trata-se um vinho sedutor e moderno, muito bem afinado e onde o álcool (13.6%) quase não se nota. Tudo aponta para mais um sucesso - merecido - de vendas.
A menos de 10 € nas garrafeiras, um pouco (ou muito) mais nos restaurantes.

quinta-feira, junho 16, 2005

Damasceno 2003 (T)

Tivemos a sorte de experimentar este vinho por duas vezes. A primeira vez foi na loja gourmet do Corte Inglês numa das suas primeiras apresentações; a segunda foi na garrafeira “Coisas do Arco do Vinho” num ambiente (sempre) descontraído. Em ambas as ocasiões ficámos com a mesma impressão: néctar rubi muito forte e fruta vermelha intensa na boca (quase que picava), ora morango ora framboesa, pouco mais.
De facto, a escassez das palavras que utilizamos para descrever o vinho deve-se à pouca complexidade do mesmo. Mas cuidado, na verdade, esta falta de complexidade não retira atributos ao vinho (que se bebe muito bem!), muito embora não consiga esconder o facto de este resultar de vinhas novas e de um estágio inferior a 6 meses. Será uma questão de estilo?
Por outro lado, a fruta doce e a elevada presença de álcool (14.5%) tornam este vinho ideal para sobremesas (mas sem se tratar de um “vinho de sobremesa”) ou para uma conversa que se prolongue após jantar (mesmo sem comida). Outra sugestão é a conjugação de sabores opostos, escolhendo uma salada verde avinagrada.
Em qualquer caso é um óptimo vinho das “Terras do Sado”, bem diferente – como destacou o mestre Zé Quitério numa das últimas edições do Expresso – do que é costume fazer-se por tais bandas.
A menos de € 10 (numa garrafeira) é um vinho a ter em conta.

quarta-feira, junho 01, 2005

Quinta dos Quatro Ventos 2001 (T)

Foi no Chafariz do Vinho, à Praça da Alegria, que encontrámos o Quinta dos Quatro Ventos 2001. Não provámos o Reserva pois os prémios e o dedo de Michael Rolland elevaram o preço do néctar. O vinho foi servido a uma óptima temperatura e os copos – apesar de não serem de cristal – tinham as dimensões adequadas. É sempre bom saber que existem casas que continuam a servir bem, ainda que não sirvam como nos primeiros anos de vida.
Mas vamos ao vinho: coloração fantástica, escura mas não impenetrável e um nariz simplesmente fantástico apenas ofuscado, aqui e ali, por um excesso de aroma a baunilha. Já na boca muita especiaria, alguns frutos maduros descobrindo-se (mas a custo) a Tinta Roriz. Contudo, tudo isto apenas num primeiro momento. Depois, o vinho tende a desaparecer. É como se Michael Rolland e as Caves Aliança apenas se tivessem preocupado com a prova. Falta um final adequado a tanto nariz e à qualidade da uva. Superficial, embora sedutor, é a melhor maneira de transmitir a sensação geral. Preço a rondar os € 25 (em estabelecimento comercial).

Vinha da Nora Reserva 1998 (T)

Lembro-me bem de como a garrafa me chegou às mãos faz já alguns anos. Nessa altura o VdN era uma novidade tanto de José Bento como da Estremadura; aliás um varietal de Syrah também não era coisa que se visse muito nessa altura.
A garrafa, guardada com lembrança, abriu-se ontem por ocasião feliz. Bebeu-se assim um vinho que não escondeu a passagem do tempo tanto para o bom (redondo e repleto de sabores curiosos graças à evolução em garrafa) como para o menos bom (na cor e volume). Mas não se pense que este 1998 (o primeiro VdN se bem em lembro) não é um belo vinho, muito pelo contrário: framboesa madura, bastante tabaco e alguma azeitona e chocolate no fim, tudo em harmonia... até a madeira de carvalho francês onde dormiu 15 meses. Muito elegante em suma. Grande final.
Segundo me dizem os VdN que se seguiram a este de 1998 têm um estilo um pouco diferente (certamente ofuscados pelos "Quinta do Monte d'Oiro") o que, a julgar pelo que ontem se bebeu, é pena. Que eu saiba em 1998 do "Monte d'Oiro" só saiu este VdN o que diz bem da qualidade da uva nele utilizada. O preço ronda os 12€ para o 2001; para o 1998 é bem superior se tiver sorte em o encontrar.

Vila Santa 2003 (T)

Trata-se talvez do melhor "Vila Santa" que provei. Quente, muito complexo, com o Alicante Bouschet estranhamente a sobresair. Estávamos perante um vinho mais interessante - mas também menos sofisticado - do que o Aragonês do mesmo Autor (ver infra) provado há uma semana. Alguma rusticidade e taninhos evidentes. Fruta muito madura (talvez demais), e alguma madeira no final. Um óptimo vinho com as melhores qualidades do nosso Alentejo...
Preço agradável se abaixo dos 15€.

terça-feira, maio 31, 2005

Aragonês 2003 João Portugal Ramos (T)

O imediato sabor da uva - por ser a mesma - lembra-nos as provas de alguns "tempranillo" em Espanha neste Inverno (recordamos alguns vinhos mesmo de zonas que não são facilmente confundíveis com o Alentejo). Cor algo deslavada, mas em todo o caso bonita. Algum corpo (mas bem diferente do que o "Vila Santa" referido no post supra, o que se justifica provavelmente por um menor estágio), não avassalador. Menos fruta silvestre e mais ameixa. Alguma compota quando bebido a acompanhar doce. Final forte e personalizado. Preço agradável abaixo dos 15€.
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sábado, maio 28, 2005

Aneto 2002 (T)

Este vinho é uma estreia e para estreia está muito bom. Provámos no Chafariz do Vinho acompanhado das típicas tâmaras com bacon. O nome do vinho, curioso, resulta de uma planta aromática abundante em zonas baixas do Douro.
Ainda que de um ano difícil, tem bom corpo e boa cor mas o nariz começa por desapontar. De resto muito bom, fantástica complexidade em harmonia. Álcool presente mas não em excesso, o mesmo se diga para a madeira.

Três Bagos Sauvignon Blanc 2003 (B)

Provado na Fortaleza do Guincho com copos próprios e a uma temperatura adequada (fresco mas não gelado). Estupendo Sauvignon Blanc, cor límpida (pelo batonage ?), e algum sabor a maracujá. De resto, notas vegetais, presença de álcool e muita madeira justificada pelo estágio em barrica. Um vinho fantástico que se afasta dos vinhos extra-frescos de Verão e que por isso poderá não ter muitos adeptos. Mas prová-lo com vieiras é uma obrigação. Preço recomendado aprox. 10 €.