quinta-feira, setembro 25, 2008
segunda-feira, setembro 22, 2008
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Neste vinho, o pior parece ser encontrá-lo. De resto, e em (curta) síntese, é todo ele mineral. Nervoso, quase crocante, frutos secos, só peca pelo registo algo monótono que a casta neste exemplar parece impor (mas só se nota ao terceiro copo...). Boca ampla, refrescante, acidez em alta mas domada com sabedoria. Intenso, inclusivamente no final de boca. Não há muito a dizer aqui: bom vinho, bom preço, boa compra (e isso reflete-se na pontuação). A menos de € 7.
quinta-feira, setembro 18, 2008
Provas
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Muito brilhante na cor, irradia tonalidades citrinas e reflexos palha. O nariz mantém a imagem de marca com muitas sugestões florais (rosas), a lichias, mas também a fruta madura (melão, manga) numa calda simultaneamente exótica e sedutora. Face a anos anteriores, parece manifestar um fundo mais fresco, mais mineral, mas é na boca que a diferença da colheita mais se revela, numa frescura que percorre todo o palato, frescura essa que não o impede de ser corpulento, de se revelar encorpado e sedutor. Ao invés, é o equilíbrio que mais nos agarra e sobretudo o carácter límpido, uma vez mais próximo do mineral, que convive na boca. Novamente fruta madura (pêra), retronasal com ligeiro caroço de fruto, e final de boca saboroso em alta.
É difícil – muito difícil – não gostar deste branco e, assim, não espanta o sucesso no mercado. Tem tudo para muita e boa gente gostar… começa por ser bom (e isso é meio caminho), por ser "descomplicado" e mostrar graduação alcoólica de acordo com alguns gostos modernos (14% vol). Depois, não é caro e (dizem) evolui bem na garrafa. Nem sempre por estas razões, mas sobretudo pela frescura no nariz e limpidez na boca, nós também gostamos deste Valle Pradinhos (B) 2007 e, a título de sugestão, propomos que acompanhe um caril ligeiro e "garlic naan" caseiro.
Disponível nas melhores garrafeiras desde Junho (mas dizem que, por vezes, não é fácil de o encontrar dado o sucesso comercial), a um preço entre € 10 e €12.
16,5 - 17
Próximos vinhos: Quinta de Cabriz Encruzado (B) 2007; Quinta do Crasto Old Vines Reserva (T) 2006; Crasto (T) 2007; Altas Quintas (T) 2005; Rocim (T) 2005; Olho de Mocho (R) 2007
segunda-feira, setembro 15, 2008
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O Crasto (B) 2007 vive de uma estrutura forte, é um vinho que não cai em "facilitismo" mas que, ao mesmo tempo (coisa nem sempre fácil de encontrar), é capaz de agradar a qualquer nariz ou palato. Muito bem na prova de nariz, sereno e pouco exuberante de início, boca com fruta saborosa bem citrina e laivos de vegetal (particularmente evidente na sugestão de espargos) e de mineral.
Produzido a partir das castas Gouveio, Roupeiro, Cercial e Rabigato, é um equilíbrio muito consensual entre frescura e estrutura. Sem ser gordo é sério. Sem ser fácil é fresco.
Cuidado com o preço que não sendo caro, anda especulativo em algumas garrafeiras espalhadas pelo país. Recomenda-se muito a sua compra a menos de € 12.
16,5
quinta-feira, setembro 11, 2008

domingo, setembro 07, 2008

Em todo caso, existe sempre lugar para alguns destaques e, nos tintos, brilharam os taninos duros mas saborosos do Quinta do Vallado Reserva, a finesse de mais uma colheita do Charme (apesar do Redoma e do Vertente não chegarem, a nosso ver, ao brilho de colheitas anteriores), mas também a sedução dos Quinta do Crasto Touriga Nacional e sobretudo do Quinta do Crasto Vinha Maria Teresa (este, sem dúvida, um dos melhores de toda a prova) bem como o cosmopolitismo do CV (bem mais fresco e complexo que o Quinta Vale D. Maria e longe de uma estranha acidez revelada pelo VZ). Quanto ao Meandro, mostrou garra, fruto saboroso; já o irmão mais velho, o Quinta do Vale Meão, apesar de ainda circunspecto, vai-se mostrando potente, com um final luxuoso, e tudo indica que será (uma vez mais) um grande vinho.
Destaque, nos brancos, para a evolução muito positiva dos Quinta do Vallado (o ano ajudou é verdade, mas parecem-nos mais bem feitos, com uma frescura irrepreensível e boa relação preço-qualidade). Muito bem também a estreia da Quinta do Castro (mas guardamos uma apreciação mais completa do Castro branco para um post a ele dedicado), um pouco mais complicado o VZ da Quinta Vale. D. Maria que nos parece, à semelhança do tinto, com um perfil demasiado ácido e nervoso (mas pode ser do engarrafamento precoce). Finalmente, os brancos da Niepoort são um caso à parte: o melhor Tiara de sempre e o melhor Redoma Reserva de sempre... este está mesmo um vinho verdadeiramente enorme!
Em suma, uma eficiente organização, uma bonita adega, belíssimos vinhos, e uma festa inesquecível que terminou pela noite dentro apesar da chuva teimosa.
sábado, agosto 30, 2008
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Mais dois "Crescendo" deste projecto sito no Parque da Serra de São Mamede, desta feita o rosé e o branco, ambos da colheita de 2007.
O branco mostrou-se fresco também, mas esperávamos mais. Admitimos: pensávamos que a altitude podia ter dado mais a este branco... O lote é de verdelho, arinto e fernão Pires e, a par de nuances vegetais e uma fruta tímida, falta-lhe acidez. O problema pode ser nosso, pois ainda não conseguimos "dar vivas" a vinhos nos quais estivesse presente uma dose significativa de fernão pires. Na boca mantém o perfil vegetal, mas a falta de acidez não é tão evidente. Ao invés, revela volume e persistência, bem como um final de boca com significativa complexidade e prolongamento. Não deixa de ser uma boa escolha, mas talvez seja de consumir lá mais para o Outono ou mesmo durante o Inverno. 15
Próximos vinhos: Crasto (B) 2007; Valle Pradinhos (B) 2007; Quinta de Cabriz Encruzado (B) 2007; Quinta do Crasto Old Vines Reserva (T) 2006; Crasto (T) 2007; Altas Quintas (T) 2005
quarta-feira, agosto 27, 2008

Produzido a partir das castas aragonês e trincadeira, com estagio de 12 meses em barricas de carvalho francês e americano, este é a entrada de gama nos tintos do projecto Altas Quintas, néctares que provém de vinhas plantada a cerca de 600 metros em plena Serra de S. Mamede (Alto Alentejo). Sem dúvida: projecto ambicioso, de marketing competente e aguerrido (mesmo junto da restauração); em suma, não existe enófilo que não conheça, ou que não vá conhecendo...
Cor granada, pouco escura. Nariz com um primeiro impacto a madeira, não na versão doce (baunilha, caramelos) mas na versão austera (apara de lápis) com notas ainda a cravinho e canela (muita especiaria presente). Depois vem uma fruta tímida no início, madura (mas não sobremadura) e saborosa, à qual só falta intensidade. Mas parece que é feitio... não é defeito.
A boca mantém um perfil pouco exuberante, mas muito recompensador no que concerne a complexidade e frescura. Um vinho que não cansa e com clara propensão gastronómica. Se a fruta está madura no nariz, na boca é a frescura que mais brilha. Final de boca apimentado que lhe dá uma graça adicional!
Com 14% vol., é um tinto que procura um consumidor experiente que privilegia a complexidade à exuberância banal. A menos de €9 não é propriamente barato mas quem gostar do estilo (nós gostamos) não se vai arrepender.
15,5
terça-feira, agosto 19, 2008

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PS: Quanto aos vinhos da fotografia, o Chryseia (T) 2006 está ainda "fechado", e revela-se por ora um pouco austero; o Quinta do Crasto Maria Teresa (T) 2005 mantém-se simplesmente sublime. Ambos os vinhos são caros e, por isso, recomenda-se que sejam bebidos apenas em cerimónias ou ocasiões muito especiais. Foi o caso!
sábado, agosto 16, 2008
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Quinta do Lagar Novo Chardonnay (B) 2006
Cor amarela palha com nuances verdes. Grande complexidade aromática, mas ainda assim directo e muito focado no nariz. Belíssimo aroma: subtil nas componentes vegetais e aberto nos registos mais frutados (eg., pêra). Bela entrada de boca, franca, fresca e muito ampla. Poucos ou mesmo nenhuns "tiques" excessivamente amanteigados ou pesados dos chardonnays mais divulgados pelo nosso país. Em suma: amplitude sem peso; secura no limite máximo (pelo menos para um ano quente como foi o de 2006); e enorme final de boca. Muito bom mesmo!
Sem dúvida, um dos chardonnays produzido em Portugal que mais gostámos faz anos! A nosso ver, está uns pontos acima do irmão viognier, mas haverá sempre quem diga o contrário e, em bom rigor, tudo dependerá do momento de consumo e da combinação gastronómica. Encontramo-nos verdadeiramente "em pulgas" para provar a versão de 2007. A menos de € 13 é um vinho obrigatório nas garrafeiras de todos os enófilos.
Próximos vinhos: Altas Quintas Crescendo (T) 2005; Altas Quintas (B) 2007; Altas Quintas Crescendo (R) 2007; Crasto (B) 2007; Valle Pradinhos (B) 2007
quarta-feira, agosto 13, 2008
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segunda-feira, agosto 11, 2008
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quarta-feira, agosto 06, 2008
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segunda-feira, agosto 04, 2008

quinta-feira, julho 31, 2008

Quinta do Soque (R) 2006
domingo, julho 27, 2008

terça-feira, julho 22, 2008

Stanley Chardonnay (B) 2006
Decididamente (para nós), o estilo menos interessante no chardonnay, mas, ainda assim, um esforço evidente num dos locais do País mais inóspitos e esquecidos para a produção de vinhos. Desconhece-se o preço e aconselha-se servir muito fresco. Poderá acompanhar alguns pratos de comida exótica de origem indiana, chinesa ou tailandesa.
14
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Próximos vinhos: Brites Aguiar (T) 2006; Quinta do Soque (R) 2006; Quinta do Soque Reserva (T) 2005; Valle Pradinhos (R) 2007
domingo, julho 20, 2008

sexta-feira, julho 18, 2008

quarta-feira, julho 16, 2008
Lançamento - Trilho (B) 2007O bom-senso dita que num dia de sol, virados para o mar e mais a mais a acompanhar um prato de inspiração marítima, um vinho branco será um acompanhamento ideal. Foi neste cenário que provamos o Trilho (B) 2007, desde já esclarecendo que foi um dos brancos que mais nos surpreendeu nas últimas provas. A ligação gastronómica e o magnífico cenário da baía de Cascais estavam "programados" pois tratou-se de uma apresentação do vinho que decorreu no restaurante 100 Maneiras e que contou com a presença dos produtores e da equipa de enologia. Já o dia de sol, senão foi de encomenda foi então… digamos que um extra. Finalmente, o facto de estarem presentes vários blogger entre os convidados revelou a atenção cada vez maior que os produtores atribuíem a este meio de divulgação.
Pois bem, o Trilho a que nos referimos provém da melhor escolha das uvas brancas da Quinta das Bajancas, pertença de António Alfredo Lamas que, em 1993, partiu na aventura de fazer vinho. A par deste Trilho, que se situa como um topo-de-gama (pelo menos no que respeita a brancos), a Quinta das Bajancas possui ainda mais dois vinhos DOC Douro, um tinto e um branco de marca Bajancas, ambos com boa relação preço-qualidade.
A cerca de €15 terá concorrência feroz mas acreditamos que não fará má figura, bem pelo contrário! Em prova cega, admitimos mesmo que este Trilho (B) 2007 possa vir a surpreender e a superar concorrentes mais conhecidos e afamados da mesma região. Um branco a não deixar escapar!
17
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